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MEC visita Campus Zona Norte – Porto Alegre do IFRS

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O ministro da Educação, Leonardo Barchini, visitou, na manhã desta quinta-feira, 7 de maio, o novo Campus Zona Norte – Porto Alegre do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), acompanhado do reitor do IFRS, Júlio Xandro Heck, e da reitora do Instituto Federal Farroupilha (IFFar), Nídia Heringer. O ministro cumpre outras agendas no estado e inaugura, nesta tarde, a sede própria do Campus Viamão do IFRS, além de assinar ordem de serviço para a construção da reitoria do IFFar.  

Barchini conheceu o prédio já existente, doado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), que abriga cursos de qualificação profissional, como o de cuidador de idosos, do programa Mulheres Mil. Além disso, vistoriou as obras do prédio principal — um bloco multiuso que abrigará, entre outros, o curso técnico em enfermagem, cujas aulas estão previstas para iniciar no segundo semestre de 2026. O processo seletivo para ingresso acontecerá ainda neste mês. 

07/05/2026 - Visita às obras e instalações do Instituto Federal do Campus Porto Alegre, Zona Norte.

O campus tem investimento de R$ 14,4 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e atenderá, inicialmente, 36 estudantes. Com estrutura planejada de mais de 5.300 m², será composto por cinco pavimentos, cada um com área de 1.063,35 m², que contarão com salas de aula; laboratórios de enfermagem, informática e áreas multidisciplinares; auditório; e salas administrativas. 

As estruturas visitadas compõem um polo de saúde instalado na região e contribuem para a formação de novos profissionais para os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) da circunvizinhança. 

Na visita, Barchini destacou a importância da educação profissional e tecnológica como forma de atrair trabalhadores de volta aos estudos. “O melhor incentivo para a educação de jovens e adultos é o ensino profissional e a formação inicial e continuada, que é fundamental para outras políticas. Às vezes, a experiência da pessoa dentro da escola foi traumática. Outras vezes, dentro de casa, ela não tinha o suporte necessário para estudar. Então, toda volta à sala de aula é superar um trauma e avançar para uma vida melhor”, comentou. 

O melhor incentivo para a educação de jovens e adultos é o ensino profissional e a formação inicial e continuada, que é fundamental para outras políticas.” Leonardo Barchini, ministro da Educação 

Educação para saúde – O novo Campus Zona Norte – Porto Alegre do IFRS foca na formação de profissionais para a saúde pública. A viabilização do campus ocorreu a partir da doação, em 2025, do terreno e das instalações da antiga Escola do Grupo Hospitalar Conceição, em uma localização estratégica, inserida em um dos principais polos de saúde do sul do Brasil.  

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A capital concentra importantes complexos hospitalares que enfrentam crescente demanda por profissionais qualificados, cenário ao qual o campus responde de forma direta, articulando educação pública e fortalecimento do SUS. A proximidade com o GHC potencializa parcerias, estágios e práticas formativas em ambientes reais de atenção à saúde, reforçando o compromisso com uma formação conectada às necessidades do território.  

Desde 2025, a unidade oferta cursos de qualificação profissional, com duas turmas já formadas. Em 2026, estão em andamento cursos de cuidador de idosos, com 50 vagas, e um de programador web, com 25 vagas, ampliando o alcance social da instituição.   

Expansão e consolidação – Além da unidade na Zona Norte de Porto Alegre, o IFRS também está implantando o Campus Gramado, da Serra Gaúcha. O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais. Esta ação visa aos campi que ainda não têm infraestrutura completa. As prioridades do investimento na consolidação são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas, como é o caso da sede própria do Campus Viamão. Para o IFRS, são R$ 47,2 milhões de investimentos na ação de consolidação. Entre 2023 e 2025, foram repassados R$ 70,4 milhões — este valor descentralizado inclui os aditivos das obras. Até o final de 2026, ainda estão previstos outros R$ 153,7 mil. 

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Resumo | Mais educação para o Rio Grande do Sul 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Senacon instaura processo contra 99 Food para apurar descumprimento da Portaria da Transparência

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Brasília, 24/6/2026 – A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), instaurou processo administrativo sancionador contra a 99 Food nesta quarta-feira (24), para apurar o descumprimento da Portaria nº 61, de 24 de março de 2026, que estabelece regras de transparência para plataformas digitais de entrega e transporte. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

A medida faz parte do acompanhamento realizado pela Senacon para verificar a implementação das novas obrigações pelas empresas abrangidas pela norma, que determina o detalhamento das tarifas cobradas e a apresentação clara da composição dos valores envolvidos nas operações.

O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, destaca que a transparência prevista na regulamentação não representa uma nova obrigação criada pela portaria, mas a aplicação de um direito já assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor.

“A transparência é um direito básico do consumidor previsto no Código de Defesa do Consumidor há 35 anos. Garantir informações claras sobre preços e serviços é fundamental para equilibrar as relações de consumo e permitir que consumidores exerçam a liberdade de escolha”, afirma.

As empresas que, ao final dos processos administrativos sancionadores, tiverem confirmadas infrações às regras previstas na Portaria nº 61/2026 poderão sofrer sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, incluindo multas que podem chegar a R$ 14 milhões.

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Em maio, a Senacon já havia instaurado processos administrativos contra o iFood e a Keeta após identificar indícios de descumprimento das obrigações previstas na norma.

A fiscalização teve início em 24 de abril, após o encerramento do prazo de 30 dias concedido às plataformas para adaptação às novas regras. Desde então, a Senacon passou a avaliar as informações disponibilizadas pelas empresas e verificar se consumidores têm acesso a dados claros sobre a composição dos valores cobrados e repassados.

Transparência na composição dos valores

A Portaria nº 61/2026 determina que aplicativos de transporte e entrega apresentem, de forma detalhada, a divisão dos valores envolvidos em cada operação. O objetivo é ampliar a transparência e permitir que todos os participantes da relação de consumo compreendam como os preços são formados.

Entre as informações que devem ser disponibilizadas estão:

  • o valor total pago pelo consumidor;
  • o valor destinado à plataforma pela intermediação do serviço,
  • o valor repassado ao motorista ou entregador, incluindo gorjetas e adicionais;
  • no caso dos serviços de entrega, a parcela destinada ao estabelecimento comercial.

Segundo a Senacon, a medida busca reduzir a assimetria de informações no ambiente digital e garantir maior clareza nas relações entre consumidores, trabalhadores e empresas.

Direito à informação

Em nota técnica elaborada pela Secretaria, a Senacon destaca que a Portaria nº 61/2026 regulamenta deveres de transparência já previstos no Código de Defesa do Consumidor, especialmente o direito à informação adequada, clara e precisa sobre produtos e serviços.

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A avaliação do órgão é de que, em muitos casos, o consumidor tem acesso apenas ao valor final da corrida ou do pedido, sem visualizar como esse montante é distribuído entre a plataforma, o prestador do serviço e, nos casos de delivery, o estabelecimento comercial.

Para a Secretaria, a ausência dessas informações dificulta a comparação entre serviços, limita a capacidade de escolha do consumidor e pode impedir a identificação de eventuais cobranças indevidas ou práticas abusivas.

A Senacon ressalta ainda que medidas semelhantes já são adotadas em outros países, como França, Alemanha, Espanha e Estados Unidos, onde plataformas digitais possuem obrigações de informar a composição dos valores cobrados dos usuários.

Ainda de acordo com a Secretaria, a regulamentação não interfere na liberdade das empresas para definir preços, mas busca assegurar maior equilíbrio nas relações de consumo e garantir que as decisões dos usuários sejam tomadas com base em informações completas.

A fiscalização permanece em andamento, com análise das medidas adotadas pelas plataformas e acompanhamento contínuo do cumprimento das regras estabelecidas pela Portaria nº 61/2026.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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