BRASIL
MJSP capacita policiais do Nordeste para ampliar combate à lavagem de dinheiro
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Salvador, 12/5/26 – Policiais civis da Bahia e de outros estados do Nordeste participam da terceira edição do Curso de Investigação Financeira e Análise Patrimonial (Cifap), promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A capacitação ocorre no período de 12 a 21 de maio, em Salvador (BA), e reúne representantes das polícias civis, da Polícia Federal e membros do Ministério Público.
Durante o curso, os profissionais de segurança pública aperfeiçoam técnicas voltadas à identificação, ao rastreamento e à análise de fluxos financeiros ilícitos, à compreensão de estruturas de ocultação patrimonial e à aplicação de metodologias eficazes de investigação criminal, especialmente em casos de lavagem de dinheiro.
A formação tem como objetivo fortalecer a capacidade de recuperação de ativos e ampliar a eficiência das investigações relacionadas ao crime organizado. A certificação será concedida pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), em parceria com a Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP).
Segundo o diretor da Diopi, José de Anchiêta Nery, a qualificação dos profissionais representa um importante reforço nas estratégias de combate à criminalidade financeira no Brasil. “Investir no Cifap e na qualificação dos servidores impulsiona as estratégias da Senasp no enfrentamento ao crime organizado, com a desarticulação e a descapitalização das organizações criminosas, o enfraquecimento de suas estruturas e o fortalecimento da recuperação de ativos no Brasil”, afirma.
A participação de policiais civis baianos na capacitação fortalece o trabalho integrado das forças de segurança pública e amplia a capacidade investigativa no combate às organizações criminosas que atuam no estado.
BRASIL
MEC debate papel do Enem na avaliação da educação básica
O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) se reuniram com secretários estaduais de educação e equipes técnicas das redes de ensino para discutir estratégias de engajamento no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltadas a estudantes concluintes. O encontro, realizado em Brasília, contou com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e enfocou também o novo papel do exame como parte da avaliação da educação básica brasileira.
Regulamentado pelo Decreto nº 12.915/2026, o Enem passa a funcionar como um exame único, com três funções estruturantes: certificar a conclusão do ensino médio, organizar o ingresso à educação superior e avaliar a qualidade da educação básica em todo o território nacional, como parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A proposta reforça o caráter integrador do exame e amplia seu uso como instrumento estratégico da política educacional brasileira.
“A gente sabe que o engajamento do Enem é muito maior que qualquer outra prova de avaliação do ensino médio. A nossa ideia é usar o Enem como a avaliação do Saeb ainda neste ano”, explicou o ministro da Educação, Leonardo Barchini. “Essa mudança no Saeb está em processo de evolução desde a década de 1990 e é algo invejável no mundo inteiro. A avaliação é uma parte muito importante para a construção e o planejamento das políticas educacionais”, completou.
Durante a reunião, o Inep apresentou estudos que demonstram a viabilidade da articulação entre o Enem e o Saeb e falou sobre a definição de padrões de desempenho associados às áreas de conhecimento. O objetivo é alinhar o exame às aprendizagens essenciais esperadas ao final da escolarização básica, fortalecendo a coerência entre currículo e avaliação, além de qualificar o uso dos resultados produzidos pelo Enem.
A experiência prevista para 2026 tem caráter transitório. Os resultados dessa edição não serão utilizados para fins de financiamento da educação básica, notadamente o Fundeb, permanecendo como referência, para esse efeito, os resultados do Saeb de 2025.
Ao promover o diálogo com as redes estaduais de ensino, o MEC reforça o papel do Enem como instrumento central de avaliação da qualidade da educação básica, além de fortalecer a articulação federativa necessária à implementação das mudanças previstas no novo marco normativo.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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