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Várzea Grande reforça necessidade de acolhimento e de garantia de direitos às pessoas com fibromialgia

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Em 2025, a prefeita Flávia Moretti (PL), sancionou a Lei nº 5.445/2025, que criou a semana municipal com o objetivo de promover palestras, campanhas e ações educativas voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença, além de estimular a capacitação de profissionais da saúde e da educação para um melhor acolhimento às pessoas com fibromialgia

Nesta terça-feira (12.05), é o Dia da Conscientização da Fibromialgia e Fadiga Crônica, mais que uma data, em Várzea Grande, está instituída a “Semana Municipal de Prevenção e Conscientização sobre a Fibromialgia”, realizada anualmente na segunda semana do mês de maio. No ano passado, a prefeita Flávia Moretti (PL), sancionou a Lei nº 5.445/2025, que criou a semana municipal com o objetivo de promover palestras, campanhas e ações educativas voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença, além de estimular a capacitação de profissionais da saúde e da educação para um melhor acolhimento às pessoas com fibromialgia.

Outro passo inédito na história da saúde pública de Várzea Grande foi a disponibilização da Carteira de Identificação aos pacientes portadores de fibromialgia que residem, em Várzea Grande. O documento, disponível em duas versões, digital e física, garante o reconhecimento e prioridade nos serviços públicos, conforme legislação vigente. Duzentas e quatro portadores da doença crônica já emitiram a carteirinha nos últimos 12 meses, ou seja, desde quando o serviço foi lançado.

A fibromialgia é uma condição crônica que causa dor generalizada, fadiga e outros sintomas debilitantes. A identificação dos portadores auxilia no acesso a direitos e facilita o atendimento preferencial em locais onde seja necessário.
“A fibromialgia é uma condição que muitas vezes é subestimada, mas impacta profundamente a vida das pessoas. Ao instituir essa semana, queremos dar voz a quem sofre em silêncio e reforçar o papel do poder público em acolher, orientar e garantir acesso ao tratamento com dignidade”, afirmou a prefeita.

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E a manicure Andreza Maria Braga, 40 anos, sabe bem como é uma dor subestimada. Antes de ter o diagnóstico e saber do que se tratavam as dores que sentia, ela era caixa em uma lotérica onde trabalhou por três anos, mas chegou um momento em que o mal estar a impedia de trabalhar ou de cumprir o turno completo. “Vieram os atestados e a demissão. A dona da lotérica fez um acordo comigo e aceitei. Logo tive o diagnóstico e fui aconselhada a procurar uma qualificação em que eu pudesse ser a dona do meu negócio. Foi ai que me tornei manicure e pude preservar meu ‘ganha pão’. Sigo em tratamento e tem dias que realmente fico recolhida ou reduzo a carga de trabalho. Faço unhas simples por um período para descansar no outro. Depois me sinto melhor e corro atrás do prejuízo”, relata.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, reforça que a iniciativa em se criar uma semana municipal vem ao encontro das políticas de humanização e atenção integral à saúde que vêm sendo fortalecidas pela gestão. “A dor precisa ser reconhecida e o paciente, acolhido. Tão importante quanto o atendimento é a conscientização junto aos familiares, especialmente, para que possam compreender melhor a fibromialgia e suas particularidades”, destacou.

A lei também prevê a formação de parcerias com universidades, conselhos de saúde, associações de pacientes e entidades de classe, ampliando o alcance das ações educativas e o apoio às pessoas que convivem com a síndrome.
Para requerer o paciente ou responsável deverá acessar o site da prefeitura www.varzeagrande.mt.govbr/links-uteis

A DOENÇA – Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a doença é relativamente comum e afeta cerca de 2,5% da população mundial, com uma maior incidência em mulheres do que em homens, sobretudo entre 30 a 50 anos de idade.

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É uma síndrome que se caracteriza por dores musculares generalizadas e crônicas, que podem durar mais de três meses, sem apresentar, no entanto, evidências de inflamação nos locais doloridos.

Os sintomas são vários, sendo a dor difusa em músculos e articulações os mais evidentes, geralmente associados a outros, como fadiga, distúrbios do humor, dificuldades de concentração, depressão, ansiedade e alterações do sono. A fibromialgia também pode aparecer em pacientes que apresentam outras doenças reumáticas, como artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico, o que, muitas vezes, dificulta uma completa melhora dos pacientes.

O diagnóstico de fibromialgia não pode ser feito por exames laboratoriais ou de imagem e é eminentemente clínico, com o médico analisando criteriosamente o histórico do paciente, exames físicos e outros que auxiliam a afastar condições que podem causar sintomas semelhantes.

A doença ainda não tem cura e suas causas não são totalmente esclarecidas. A hipótese mais provável, apoiada por estudos em que visualizam o cérebro dos pacientes em funcionamento, é que devido ao histórico de traumas e estresse emocional os pacientes passem a apresentar algum tipo de alteração neurológica que aumenta a percepção e sensação de dor pelo corpo.

O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas proporcionando ao paciente melhora na qualidade de vida. As medicações, embora tenham papel importante no alívio das dores e de sintomas diversos, devem ser apoiadas por cuidados do paciente consigo mesmo, principalmente atividades físicas.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Servidores da Assistência Social participam de capacitação para qualificar atendimento à população

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Cerca de 60 servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande participam, na manhã desta terça-feira (14.07), de uma capacitação sobre benefícios socioassistenciais. O curso é ministrado por profissionais da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).

A capacitação aborda os benefícios socioassistenciais com foco na qualificação do atendimento e na prestação de informações aos usuários dos serviços da assistência social. Conforme dados do município, até junho de 2026, Várzea Grande possui 166.365 pessoas cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico). Desse total, 74.710 pessoas vivem em situação de pobreza.

A secretária municipal de Assistência Social, Cristina Saito, informou que o município conta atualmente com quatro Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), um Centro POP e um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).

“A situação de vulnerabilidade social é muito grande em nosso município. Estamos capacitando os nossos servidores para que possam atender os munícipes da melhor maneira possível”, afirmou Cristina Saito.

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Conforme a coordenadora da Proteção Social Básica, Alexsandra Lourenço da Silva, a ação proporcionará mais eficiência aos serviços oferecidos pela Secretaria.

“Teremos mais qualidade no atendimento e maior eficiência nos serviços prestados. Essa formação é importante para que os servidores compreendam o funcionamento dos benefícios socioassistenciais, os critérios de concessão e possam orientar corretamente as famílias. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre todos os benefícios disponíveis e identificar aquele que melhor atende às necessidades de cada usuário e de cada família atendida pelos CRAS, pelo Serviço de Convivência, pelo PAIF e pelas demais unidades da Secretaria. Este também é um espaço para esclarecer dúvidas e fortalecer a atuação das equipes, garantindo um atendimento cada vez mais qualificado à população”, destacou Alexsandra.

A coordenadora de Gestão de Benefícios Socioassistenciais da Setasc e uma das palestrantes da capacitação, Ariane Baena, ressaltou a importância da iniciativa, especialmente para os novos profissionais.

“Eles estão aprendendo, de forma ampla, sobre os programas do Estado e os benefícios socioassistenciais para atuar diretamente no atendimento à população, oferecendo informações e orientações qualificadas aos usuários dos serviços”, concluiu Ariane Baena.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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