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Exportações de madeira movimentaram R$ 860 milhões com retomada dos EUA
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O Brasil vendeu R$ 859 milhões em abril, avanço de 34% no comparativo mensal, em produtos de madeira para os Estados Unidos. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram avanço tanto no volume embarcado quanto no faturamento do setor, impulsionados principalmente pela retomada da demanda dos Estados Unidos.
Segundo o levantamento, os embarques da cesta de produtos florestais saltaram de 515,5 mil metros cúbicos em março para 771,3 mil metros cúbicos em abril, crescimento de 38% em apenas um mês.
O faturamento das exportações passou de R$ 641,5 milhões em março para R$ 859 milhões em abril, avanço de 34% no comparativo mensal. O resultado representa a primeira recuperação consistente de 2026 acima dos níveis registrados no ano passado, tanto em volume quanto em receita.
A retomada do mercado norte-americano foi decisiva para o avanço das exportações brasileiras. Após a redução das tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, de 50% para 10%, as negociações voltaram a ganhar ritmo e ampliaram a competitividade da madeira nacional.
Segundo o Mdic, os Estados Unidos responderam por cerca de um terço de todas as exportações brasileiras de madeira em abril. O principal destaque foi o compensado de Pinus destinado ao mercado norte-americano. As vendas do produto saltaram de R$ 41 milhões em março para R$ 132 milhões em abril, praticamente retornando aos níveis observados em 2025.
Entre os produtos mais exportados, a madeira serrada de Pinus liderou os embarques, com 320,5 mil metros cúbicos exportados e faturamento de R$ 370 milhões. Na sequência aparece o compensado de Pinus, que movimentou R$ 346 milhões, com embarques de 234,6 mil metros cúbicos.
Apesar da recuperação em abril, o setor ainda acumula retração em 2026. Entre janeiro e abril, as exportações dos produtos monitorados pela WoodFlow somaram R$ 2,72 bilhões, abaixo dos R$ 3,16 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Em volume, os embarques também seguem menores, refletindo a desaceleração da demanda internacional observada nos primeiros meses do ano, além das oscilações logísticas e da instabilidade econômica global.
A avaliação do mercado é de que o ambiente internacional seguirá sendo determinante para o ritmo das exportações brasileiras de madeira ao longo de 2026, especialmente diante da forte dependência do mercado norte-americano para produtos industrializados do setor florestal.
Fonte: Pensar Agro
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Preço internacional da ureia recua após meses de alta e mercado entra em compasso de espera
Os preços internacionais da ureia granular interromperam o movimento de valorização registrado nos últimos meses e passaram a operar em queda em importantes mercados globais. O recuo reflete um cenário de demanda mais fraca, menor volume de negociações e cautela dos compradores diante da expectativa por novas referências internacionais de preços.
De acordo com análise de Franklin Almeida, engenheiro agrônomo, baseada em levantamento da Marlen Group divulgado em 10 de maio de 2026, o mercado atravessa um momento de equilíbrio temporário entre oferta e demanda, após um longo período marcado por forte pressão altista.
A valorização observada anteriormente foi impulsionada principalmente por fatores geopolíticos, restrições produtivas e aumento nos custos energéticos em grandes países produtores de fertilizantes nitrogenados.
Demanda enfraquecida pesa sobre o mercado
Segundo o levantamento, o ritmo mais lento das compras internacionais passou a exercer maior influência sobre as cotações no curto prazo. A retração nas negociações e o comportamento mais cauteloso dos compradores reduziram a sustentação dos preços em diversas regiões produtoras e consumidoras.
Na comparação entre os dias 30 de abril e 7 de maio, os netbacks do Oriente Médio apresentaram forte queda. O indicador geral passou da faixa entre US$ 539 e US$ 910 para níveis entre US$ 463 e US$ 820 por tonelada, representando recuo de US$ 76.
O netback destinado aos Estados Unidos registrou queda semelhante, enquanto o mercado brasileiro apresentou retração de US$ 54, com valores variando entre US$ 565 e US$ 710 por tonelada.
Principais produtores globais registram baixa
Outras importantes regiões produtoras acompanharam o movimento de queda nas cotações internacionais da ureia.
O Irã registrou recuo de US$ 30 por tonelada. Já o Egito apresentou queda de US$ 20 nos embarques destinados à Europa e de US$ 25 para outros mercados internacionais.
Na Argélia e no Norte da África, os preços caíram US$ 25 por tonelada. A China teve uma das maiores retrações do período, com baixa de US$ 80.
O Sudeste Asiático também apresentou forte desvalorização, com redução de até US$ 80 nas cotações. No mercado CFR da região, a queda chegou a US$ 100 por tonelada.
Brasil acompanha retração dos preços
Entre os principais destinos consumidores, o Brasil também registrou recuo nas cotações CFR da ureia. Os preços caíram US$ 50 por tonelada, passando a operar na faixa entre US$ 700 e US$ 770.
A Argentina apresentou queda de US$ 60, enquanto o México, na costa oeste, registrou uma das maiores baixas do levantamento, com retração de US$ 110 por tonelada.
Na Austrália, os preços CFR recuaram US$ 60. Já nos Estados Unidos, a região do Golfo apresentou queda tanto no mercado de barcaças quanto no CFR, com reduções de US$ 66 e US$ 72, respectivamente.
Mercado aguarda tender da Índia
Apesar da queda generalizada nas cotações internacionais, alguns mercados permaneceram estáveis, como Geelong, na Austrália, e o mercado CFR da Índia.
O setor agora concentra as atenções no próximo tender indiano, considerado uma referência importante para o mercado global de ureia. A negociação pode definir o direcionamento dos preços nas próximas semanas e indicar se o atual movimento de baixa terá continuidade ou se haverá retomada da firmeza nas cotações internacionais.
Para o agronegócio brasileiro, o comportamento do mercado de fertilizantes segue estratégico, especialmente diante da proximidade das compras para a próxima safra e da elevada dependência nacional de insumos importados.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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