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Feicorte 2026 estreia ovinocultura com Exposição Nacional da raça Suffolk e reforça avanço da carne ovina no Brasil
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A ovinocultura será uma das novidades da 22ª edição da Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que acontece entre os dias 23 e 26 de junho, em Presidente Prudente (SP). Pela primeira vez, o evento incluirá oficialmente a atividade em sua programação técnica, sediando a Exposição Nacional da raça Suffolk, uma das principais referências mundiais em produção de carne ovina.
A expectativa da organização é reunir mais de 100 animais no Recinto Jacob Tosello, consolidando a feira como uma vitrine estratégica para o avanço genético, produtivo e comercial da ovinocultura de corte brasileira.
Raça Suffolk ganha protagonismo na Feicorte 2026
Originária da Inglaterra e amplamente difundida no Brasil, a raça Suffolk é reconhecida pela elevada qualidade de carcaça, precocidade e excelente ganho de peso, características que fazem dos animais importantes tanto em rebanhos puros quanto em programas de cruzamento industrial.
A programação contará com julgamentos, atividades técnicas e leilão oficial da raça, movimentando criadores e investidores interessados em genética de alta performance.
Segundo o presidente da Associação Paulista de Criadores de Ovinos (ASPACO) e diretor técnico da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos Suffolk (ABCOS), Rafael Jorge, a participação na Feicorte representa um passo importante para a profissionalização do setor.
De acordo com ele, a feira cria uma oportunidade estratégica para aproximar a ovinocultura de corte dos demais segmentos pecuários e apresentar os avanços genéticos da raça em um dos principais eventos da cadeia da carne da América Latina.
Genética ovina amplia oportunidades no mercado de carne
A raça Suffolk se destaca pela capacidade de produzir cordeiros pesados, precoces e adaptáveis aos diferentes sistemas produtivos brasileiros.
Além do desempenho produtivo, os animais apresentam elevado rendimento frigorífico e rusticidade, fatores que aumentam sua competitividade dentro da pecuária nacional.
Rafael Jorge destaca que a Exposição Nacional permitirá aos visitantes conhecer de perto exemplares de excelência genética e entender como o melhoramento animal vem contribuindo para ampliar eficiência e rentabilidade na produção de carne ovina.
Carne de cordeiro entra na experiência gastronômica da feira
Além da exposição técnica, a raça Suffolk também integrará a programação gastronômica da Feicorte 2026.
Pela primeira vez, a carne ovina fará parte do Beef Hour das Raças, espaço dedicado à degustação de cortes produzidos no Brasil. A iniciativa permitirá que visitantes, produtores e profissionais da cadeia da carne experimentem cortes de cordeiro reconhecidos pela maciez, suculência e acabamento uniforme.
Segundo o presidente da ABCOS, Lucas Balinhas, a raça produz carcaças musculosas, com excelente rendimento e padrão de qualidade valorizado pelo mercado consumidor.
O dirigente ressalta ainda que a precocidade e o padrão de carne fazem do Suffolk uma referência nacional na produção de cordeiros premium.
Feicorte resgata tradição dos ovinos na pecuária brasileira
A retomada da ovinocultura na programação da Feicorte também marca o resgate de uma tradição histórica do evento.
Segundo Carla Tuccilio, a feira já havia realizado edições integradas com eventos voltados aos setores de caprinos e ovinos antes da pausa em sua programação.
De acordo com a executiva, a decisão de reintegrar a atividade ao evento ocorre pela relevância crescente da ovinocultura dentro da pecuária de corte brasileira, especialmente diante da evolução genética e do aumento da demanda por carne ovina de qualidade.
Ovinocultura ganha espaço estratégico no agronegócio
Com o fortalecimento da genética, aumento da profissionalização e expansão do consumo de carne ovina, a participação da raça Suffolk na Feicorte reforça o avanço da ovinocultura como segmento estratégico do agronegócio nacional.
A expectativa é que o evento amplie a visibilidade da cadeia produtiva, fortaleça conexões comerciais e estimule novos investimentos em tecnologia, reprodução e qualidade da carne ovina brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil amplia safra de grãos, mas risco climático pressiona produtividade no campo
O Brasil deve alcançar mais um recorde na produção de grãos na safra 2025/26, com estimativa de 356,3 milhões de toneladas, volume 1,2% superior ao registrado no ciclo anterior, segundo dados do 7º levantamento da Conab. Apesar do avanço, o crescimento da produção ocorre em meio ao aumento dos riscos climáticos, especialmente relacionados à irregularidade das chuvas e à redução da umidade do solo em importantes regiões agrícolas do país.
O cenário reforça uma mudança no perfil da produção agrícola brasileira: além de ampliar volume, o produtor busca agora maior previsibilidade e estabilidade produtiva diante das oscilações climáticas.
A área plantada nacional deve atingir 83,3 milhões de hectares, crescimento de 2% em relação à safra passada. No entanto, especialistas alertam que o desempenho das lavouras depende cada vez mais da eficiência no manejo hídrico e da adoção de tecnologias capazes de reduzir perdas provocadas por períodos de estiagem ou má distribuição das precipitações.
Minas Gerais registra avanço produtivo e amplia atenção ao manejo hídrico
Em Minas Gerais, a expectativa é de crescimento próximo de 3% na produção de grãos, impulsionado pela expansão da área cultivada e pelo avanço moderado da produtividade. No Alto Paranaíba, uma das principais regiões produtoras do estado, as condições climáticas foram favoráveis durante boa parte do ciclo, mas o uso racional da água e a preservação da umidade do solo passaram a ocupar papel central nas estratégias de manejo.
A preocupação é maior principalmente nas fases mais sensíveis das culturas, quando oscilações hídricas podem comprometer diretamente o potencial produtivo das lavouras.
Nesse contexto, cresce a utilização de tecnologias voltadas à retenção de água no solo e à melhoria da eficiência operacional no campo. Soluções como géis superabsorventes aplicados à irrigação, entre eles HB 10 PLUS e HB 10 DRIP, vêm sendo utilizadas para reduzir perdas por percolação e ampliar a disponibilidade hídrica às plantas.
Segundo Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, o foco atual do produtor está na redução de riscos produtivos.
“Não se trata apenas de produzir mais, mas de produzir com mais previsibilidade. Em regiões como o Alto Paranaíba, onde o nível tecnológico é elevado, o produtor busca reduzir variáveis que possam comprometer o resultado final”, afirma.
Redução das chuvas no inverno preocupa produtores do Sudeste
O boletim da Conab aponta que os volumes de chuva superaram 120 milímetros em grande parte do Sudeste, favorecendo o desenvolvimento das lavouras de segunda safra. Ainda assim, a aproximação do inverno e a tendência de diminuição das precipitações já acendem o alerta para possíveis impactos sobre a umidade do solo.
A preocupação aumenta diante da necessidade de manter o desenvolvimento das culturas mesmo em períodos de menor disponibilidade hídrica, exigindo maior precisão no manejo agronômico e no planejamento das operações agrícolas.
Norte Fluminense enfrenta maior variabilidade climática
No Norte Fluminense, no Rio de Janeiro, o cenário climático é considerado mais desafiador. Embora o estado tenha menor participação na produção nacional de grãos, os dados indicam leve aumento de produtividade mesmo com redução da área cultivada.
A região enfrenta maior irregularidade das chuvas, exigindo ajustes constantes no manejo agrícola e maior atenção ao equilíbrio fisiológico das plantas para minimizar perdas causadas por estresses ambientais.
Nesse ambiente, ganham espaço tecnologias voltadas à eficiência produtiva e à resistência das culturas. Produtos utilizados no manejo de psilídeos, como Liin e Narã, além de soluções de retenção hídrica como o HYB10 DRIP, têm sido incorporados às estratégias de produção para aumentar a estabilidade das lavouras.
“Em regiões com maior instabilidade climática, o produtor precisa de ferramentas que ajudem a planta a atravessar períodos críticos sem perda significativa de desempenho. O foco está em eficiência, não apenas em volume”, destaca Carvalho.
Agricultura brasileira avança com foco em eficiência e redução de riscos
Mesmo com o crescimento da produção agrícola brasileira, o avanço da instabilidade climática tem acelerado a adoção de tecnologias voltadas à sustentabilidade produtiva e ao uso mais eficiente dos recursos naturais.
O próprio levantamento da Conab reforça que, apesar dos elevados volumes de chuva registrados em parte do país, diversas áreas apresentam distribuição irregular das precipitações e tendência de redução da umidade do solo nos próximos meses.
Com isso, a agricultura nacional entra em uma nova fase, marcada não apenas pela expansão da produção, mas também pela necessidade crescente de resiliência climática, previsibilidade operacional e maior eficiência no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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