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Brasil amplia safra de grãos, mas risco climático pressiona produtividade no campo
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O Brasil deve alcançar mais um recorde na produção de grãos na safra 2025/26, com estimativa de 356,3 milhões de toneladas, volume 1,2% superior ao registrado no ciclo anterior, segundo dados do 7º levantamento da Conab. Apesar do avanço, o crescimento da produção ocorre em meio ao aumento dos riscos climáticos, especialmente relacionados à irregularidade das chuvas e à redução da umidade do solo em importantes regiões agrícolas do país.
O cenário reforça uma mudança no perfil da produção agrícola brasileira: além de ampliar volume, o produtor busca agora maior previsibilidade e estabilidade produtiva diante das oscilações climáticas.
A área plantada nacional deve atingir 83,3 milhões de hectares, crescimento de 2% em relação à safra passada. No entanto, especialistas alertam que o desempenho das lavouras depende cada vez mais da eficiência no manejo hídrico e da adoção de tecnologias capazes de reduzir perdas provocadas por períodos de estiagem ou má distribuição das precipitações.
Minas Gerais registra avanço produtivo e amplia atenção ao manejo hídrico
Em Minas Gerais, a expectativa é de crescimento próximo de 3% na produção de grãos, impulsionado pela expansão da área cultivada e pelo avanço moderado da produtividade. No Alto Paranaíba, uma das principais regiões produtoras do estado, as condições climáticas foram favoráveis durante boa parte do ciclo, mas o uso racional da água e a preservação da umidade do solo passaram a ocupar papel central nas estratégias de manejo.
A preocupação é maior principalmente nas fases mais sensíveis das culturas, quando oscilações hídricas podem comprometer diretamente o potencial produtivo das lavouras.
Nesse contexto, cresce a utilização de tecnologias voltadas à retenção de água no solo e à melhoria da eficiência operacional no campo. Soluções como géis superabsorventes aplicados à irrigação, entre eles HB 10 PLUS e HB 10 DRIP, vêm sendo utilizadas para reduzir perdas por percolação e ampliar a disponibilidade hídrica às plantas.
Segundo Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, o foco atual do produtor está na redução de riscos produtivos.
“Não se trata apenas de produzir mais, mas de produzir com mais previsibilidade. Em regiões como o Alto Paranaíba, onde o nível tecnológico é elevado, o produtor busca reduzir variáveis que possam comprometer o resultado final”, afirma.
Redução das chuvas no inverno preocupa produtores do Sudeste
O boletim da Conab aponta que os volumes de chuva superaram 120 milímetros em grande parte do Sudeste, favorecendo o desenvolvimento das lavouras de segunda safra. Ainda assim, a aproximação do inverno e a tendência de diminuição das precipitações já acendem o alerta para possíveis impactos sobre a umidade do solo.
A preocupação aumenta diante da necessidade de manter o desenvolvimento das culturas mesmo em períodos de menor disponibilidade hídrica, exigindo maior precisão no manejo agronômico e no planejamento das operações agrícolas.
Norte Fluminense enfrenta maior variabilidade climática
No Norte Fluminense, no Rio de Janeiro, o cenário climático é considerado mais desafiador. Embora o estado tenha menor participação na produção nacional de grãos, os dados indicam leve aumento de produtividade mesmo com redução da área cultivada.
A região enfrenta maior irregularidade das chuvas, exigindo ajustes constantes no manejo agrícola e maior atenção ao equilíbrio fisiológico das plantas para minimizar perdas causadas por estresses ambientais.
Nesse ambiente, ganham espaço tecnologias voltadas à eficiência produtiva e à resistência das culturas. Produtos utilizados no manejo de psilídeos, como Liin e Narã, além de soluções de retenção hídrica como o HYB10 DRIP, têm sido incorporados às estratégias de produção para aumentar a estabilidade das lavouras.
“Em regiões com maior instabilidade climática, o produtor precisa de ferramentas que ajudem a planta a atravessar períodos críticos sem perda significativa de desempenho. O foco está em eficiência, não apenas em volume”, destaca Carvalho.
Agricultura brasileira avança com foco em eficiência e redução de riscos
Mesmo com o crescimento da produção agrícola brasileira, o avanço da instabilidade climática tem acelerado a adoção de tecnologias voltadas à sustentabilidade produtiva e ao uso mais eficiente dos recursos naturais.
O próprio levantamento da Conab reforça que, apesar dos elevados volumes de chuva registrados em parte do país, diversas áreas apresentam distribuição irregular das precipitações e tendência de redução da umidade do solo nos próximos meses.
Com isso, a agricultura nacional entra em uma nova fase, marcada não apenas pela expansão da produção, mas também pela necessidade crescente de resiliência climática, previsibilidade operacional e maior eficiência no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mapa marca presença na abertura oficial da 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios
Ocorreu nesta terça-feira (19) a abertura oficial da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e do ministro da Agricultura e Pecuária em exercício, Cleber Soares.
Durante a abertura, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância do fortalecimento do municipalismo e da descentralização das políticas públicas no país. “A Marcha dos Prefeitos é a marcha do municipalismo, a marcha da descentralização no país. É fundamental fortalecer o governo local, onde as pessoas vivem e onde os problemas são vivenciados diariamente”, afirmou.
Alckmin também ressaltou a parceria do Governo Federal com os municípios e a importância do diálogo federativo. Além disso, destacou a relevância do acordo entre o Mercosul e a União Europeia para o fortalecimento da economia brasileira e das exportações do agronegócio. “O Brasil e o Mercosul assinaram o maior acordo entre blocos do mundo, com um mercado de 22 trilhões de dólares e 27 países europeus”, disse.
O ministro em exercício, Cleber Soares, evidenciou que a Marcha tem importância estratégica para o Brasil, especialmente para a agricultura. “A agricultura é um tema presente em todos os municípios do país, seja nos grandes centros urbanos, onde há agricultura urbana, hortas, cultivos e criações, seja nos pequenos municípios. Então, o Ministério da Agricultura não poderia estar ausente neste momento e neste evento tão importante para a municipalidade brasileira”, ressaltou.
O Brasil possui cerca de 5.569 municípios, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desses, cerca de 2,3% possuem alto desenvolvimento agropecuário, conforme o Índice de Desenvolvimento da Agropecuária Municipal (Idam) de 2026, elaborado pela CNM. São 130 municípios, sendo Mineiros (GO) o primeiro colocado do ranking, seguido de Itiquira (MT) e São Desidério (BA).
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou a relevância da Marcha para o fortalecimento do diálogo entre os entes federativos e para o crescimento do movimento municipalista no país. “Hoje estamos aqui, civilizadamente, trazendo o Congresso Nacional e o Governo Federal para discutir aquilo que todos falam: o verdadeiro pacto federativo”, destacou. Segundo ele, a Marcha tem se consolidado como um espaço de construção conjunta em defesa dos municípios brasileiros.
O Mapa está presente na Marcha no estande do Governo Federal. No local, os gestores municipais podem conferir de perto as principais políticas públicas do Ministério, como o Plano Safra, além de receber orientações voltadas aos produtores rurais.
XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios
Considerada a maior conferência voltada aos municípios da América Latina, esta edição tem como tema principal “O Brasil que dá certo nasce nos municípios” e busca promover a interlocução entre municípios, empresas públicas e privadas e os Três Poderes.
Neste ano, o evento acontece entre os dias 18 e 21 de maio, com expectativa de reunir 15 mil gestores municipais. Segundo a Confederação, este é o maior número de participantes já registrado na história da Marcha.
Serão debatidos temas constantes da pauta municipalista, como a distribuição dos royalties do petróleo, reforma tributária, educação, emergência climática, consórcios públicos e saneamento.
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