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Ministério do Turismo divulga programação do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB)

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O Ministério do Turismo divulgou a programação oficial do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, que acontece nos dias 3 e 4 de junho, no Centro de Convenções de João Pessoa (PB). Promovido em parceria com a ONU Turismo, o encontro vai reunir ministras, empresárias, especialistas e representantes de organismos internacionais para debater o protagonismo feminino no setor.

Serão discutidos temas como a segurança da mulher viajante, empreendedorismo feminino e os impactos da Copa do Mundo Feminina de 2027 no turismo brasileiro.

As inscrições são gratuitas e estão abertas. Para se inscrever, acesse aqui.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o Fórum coloca no centro da agenda pública temas fundamentais para o desenvolvimento do setor. “O turismo brasileiro já tem nas mulheres uma das suas maiores forças. O Fórum será um espaço estratégico para fortalecer essa presença e construir soluções para o setor. Apoiar o empreendedorismo feminino não é só uma questão de justiça. É garantir que quem sustenta o segmento tenha as condições necessárias para liderá-lo”, afirmou.

Atualmente, as mulheres representam mais da metade (52,5%) da força de trabalho do turismo brasileiro e lideram dois de cada três (57%) negócios do setor no país. No entanto, a disparidade de renda ainda é um desafio: dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2024/2025) mostram que as trabalhadoras da área ainda recebem, em média, 22% menos que os homens para exercerem as mesmas funções.

Segurança e liderança

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A agenda técnica começa na quarta-feira (3), das 8h às 9h, com o credenciamento do público e da imprensa.

Às 11h, após a cerimônia oficial de abertura, acontece o “Painel de Ministras e Altas Autoridades Internacionais”, que vai reunir Diana Rojas, ministra do Turismo da Colômbia; e María Paz Lagos, vice-ministra de Turismo do Chile. Elas discutem a cooperação regional e políticas públicas de gênero.

Na parte da tarde, às 14h30, o Fórum vai discutir segurança turística da mulher em um painel que vai abordar mecanismos de proteção e acolhimento das mulheres viajantes e o combate ao assédio. O debate vai ser baseado, também, em dados do “Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas”, lançado pelo Ministério em março deste ano, em parceria com a UNESCO.

Às 15h30, o painel “Ultrapassando Barreiras: Liderança Feminina e Direitos das Mulheres no Turismo” discute empreendedorismo e os desafios enfrentados pelas mulheres no mercado.

Encerrando o primeiro dia, às 16h30, o painel “Turismo, Futebol e a Copa do Mundo Feminina Brasil 2027” vai debater os impactos logísticos e a geração de empregos nas oito cidades-sede brasileiras.

Crédito, atendimento e diversidade

O início do segundo dia de atividades, na quinta-feira (4), será voltado a serviços práticos e rodadas de negócios.

Das 9h às 13h, no mezanino do Centro de Convenções, o Ministério do Turismo promove a 3ª edição do “Brasil Mais Crédito para o Turismo”, iniciativa que já passou por Salvador (BA) e Fortaleza (CE), durante o Salão do Turismo.

Essa ação vai oferecer rodadas de negócios com o Novo Fungetur (linha de financiamento do Ministério do Turismo, voltada a investimentos em empreendimentos turísticos), balcão de regularização do Cadastur (cadastro oficial do MTur para prestadores de serviços do setor) e atendimento do Sebrae para microempreendedores individuais (MEI).

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Das 10h às 11h30, o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher” vai debater o crescimento de mercados focados em afroturismo, turismo 60+ e rotas comunitárias.

Ao longo de todo o evento – na quarta-feira (3), das 9h às 18h, e na quinta-feira (4), das 9h às 13h – o projeto “Ouvidoria em Movimento” funcionará no mezanino, como um canal de atendimento presencial e escuta cidadã para receber demandas e sugestões sobre as ações do Governo do Brasil.

Além das mesas técnicas, o evento contará também com uma feira de economia criativa voltada à valorização da cultura paraibana.

Artesãs locais vão comercializar cerâmicas, peças em patchwork, macramê, crochê, brinquedos e itens de decoração. O público também vai poder desfrutar de uma área gastronômica com opções que destacam sabores e tradições da culinária paraibana.

Serviço

  • Evento: Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
  • Data: 3 e 4 de junho
  • Local: Teatro Pedra do Reino, no Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha – Rodovia PB-008, Km 5, Polo Turístico Cabo Branco – João Pessoa (PB)
  • Inscrições: Clique aqui.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Como escolas e famílias formam novos leitores

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A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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