BRASIL
Fórum internacional vai debater o legado da Copa Feminina de 2027 para o turismo e as mulheres
BRASIL
A pouco mais de um ano da primeira Copa do Mundo Feminina da FIFA na América do Sul, o Brasil, sede do torneio, já começa a mapear os impactos que o Mundial deixará muito além das disputas nos gramados. O tema será abordado no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB).
O painel “Turismo, Futebol e a Copa do Mundo Feminina Brasil 2027”, que acontece no dia 3 de junho, às 14h30, contará com a participação da secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina 2027, Juliana Agatte, além de especialistas e representantes de organismos internacionais.
O debate vai avaliar como a competição pode fortalecer o turismo esportivo, ampliar a promoção internacional do país e consolidar uma agenda de hospitalidade e proteção voltada à experiência das mulheres em grandes eventos.
O Fórum, organizado pelo Ministério do Turismo, em parceria com a ONU Turismo, vai reunir ministras, empresárias, especialistas e representantes de organismos internacionais para debater liderança, empreendedorismo, diversidade e inclusão, segurança e direitos das mulheres, entre outros temas.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ressalta que a preparação para receber o Mundial exige ações permanentes e de longo prazo.
“Receber bem as mulheres faz parte da nossa política pública de turismo. Construímos, junto à ONU Turismo, esse fórum que vai apresentar ao mundo iniciativas concretas desenvolvidas pelo país, como o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, que ganha ainda mais importância diante da Copa de 2027”, afirma.
Investimento recorde
As discussões técnicas sobre o legado do Mundial tiveram início em maio deste ano, durante o Salão do Turismo em Fortaleza (CE).
Foi nesse encontro, promovido pelo Ministério do Turismo, que o Governo do Brasil, estados e municípios deram continuidade no alinhamento de diretrizes para o torneio, focando em planos integrados de mobilidade, segurança e promoção dos destinos brasileiros.
No evento, a secretária Juliana Agatte apresentou as projeções oficiais que dão a dimensão do evento: segundo ela, a FIFA prevê um investimento recorde de cerca de R$ 4,2 bilhões para a edição de 2027 no Brasil – o dobro do valor destinado à Copa anterior, na Austrália e na Nova Zelândia. Acompanhando o crescimento, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também projeta aplicar R$ 685 milhões nas competições femininas locais.
Em João Pessoa, o debate sobre a competição também reunirá a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret; e a jornalista esportiva Alicia Klein. A mediação será de Elena Tarditi, especialista sênior em projetos da ONU Turismo.
Serviço
- Painel “Turismo, Futebol e a Copa do Mundo Feminina Brasil 2027”
- Data: 3 de junho de 2026
- Horário: 14h30
- Local: Centro de Convenções de João Pessoa – Rodovia PB-008, Km 5, Polo Turístico Cabo Branco, João Pessoa (PB)
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL
Consulta sobre educação bilíngue de surdos vai até 25 de julho
Professores, gestores das redes públicas de ensino, profissionais da educação e demais integrantes da sociedade civil podem participar, até 25 de julho, da consulta pública para a elaboração das Diretrizes Nacionais da Modalidade Escolar de Educação Bilíngue de Surdos na Educação Básica. A proposição das diretrizes integra a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS). O edital de chamamento foi publicado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em 26 de junho e estabelece o recebimento de contribuições para o Projeto de Resolução que orientará a implementação da modalidade escolar.
Para participar, é necessário acessar a plataforma Brasil Participativo, disponível no portal Gov.br.
Diretrizes – As Diretrizes Nacionais têm como objetivo oferecer subsídios teóricos, normativos, curriculares e operacionais aos sistemas e às redes de ensino para a implementação, a expansão e a consolidação da modalidade escolar de educação bilíngue de surdos na educação básica.
O documento em elaboração está fundamentado em políticas educacionais e linguísticas voltadas à promoção da equidade, ao respeito às especificidades dos estudantes surdos e à garantia do direito ao ensino e à aprendizagem de qualidade.
Entre os aspectos contemplados pelas diretrizes estão a implementação da educação bilíngue de surdos como modalidade escolar prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB); a utilização da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua de instrução, comunicação, interação e ensino, de modo a assegurar a língua portuguesa na modalidade escrita como segunda língua; a organização de ambientes linguísticos adequados ao desenvolvimento dos estudantes; a valorização da identidade, da cultura e do uso linguístico da Libras pela comunidade surda ; a formação inicial e continuada de professores bilíngues e demais profissionais da educação; a produção de materiais didáticos e recursos pedagógicos específicos; o fortalecimento das escolas bilíngues de surdos, das classes bilíngues e escolas polo de educação bilíngue de surdos; e a participação da comunidade surda na construção, implementação, acompanhamento e avaliação das políticas públicas.
Fundamentação – A elaboração das diretrizes está articulada aos eixos temáticos do Grupo de Trabalho da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (GT-PNEBS), instituído pela Resolução nº 13, de 25 de outubro de 2024, no contexto da Comissão Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (CNEBS), criada pela Portaria MEC nº 993, de 23 de maio de 2023.
A CNEBS atuou como instância consultiva na construção das Diretrizes Nacionais e da PNEBS, publicada pela Portaria MEC nº 588, de 2 de julho de 2026.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação


