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Polícia Civil prende em MT foragido de MS investigado por série de homicídios

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta segunda-feira (8.6), em Rondonópolis, um mandado de prisão temporária contra um homem, de 24 anos, investigado pelo crime de homicídio qualificado.

O suspeito já havia sido alvo da Operação Supressio, deflagrada em 6 de maio deste ano pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Polícia de Paranaíba (MS), com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) e da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), ambas de Rondonópolis.

Ele havia sido preso na operação, mas conquistou a liberdade e teve uma nova ordem judicial expedida pela Vara Criminal da Comarca de Paranaíba (MS), que foi cumprida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis na região central da cidade

As investigações apontam que o investigado integra um grupo criminoso suspeito de participação em uma série de homicídios e atentados registrados em Mato Grosso do Sul.

Outra prisão

No dia 3 de junho a DHPP de Rondonópolis também cumpriu um mandado de prisão contra uma mulher, de 37 anos, condenada pelo crime de homicídio qualificado.

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O mandado foi expedido pela Jurisdição Plena de Inhambupe (BA), em decorrência de condenação ainda não transitada em julgado, restando o cumprimento de pena de 12 anos em regime fechado.

Após investigações, os policiais identificaram o endereço da suspeita em Rondonópolis e a localizaram saindo do condomínio com o namorado. Ela foi abordada e teve o mandado cumprido.

O crime pelo qual a mulher foi condenada ocorreu em 2008, no povoado Colônia, zona rural de Inhambupe (BA). A vítima, uma estudante de 21 anos, foi atingida por disparos de arma de fogo após um desentendimento motivado por conflitos pessoais. A jovem chegou a ser socorrida, porém não resistiu aos ferimentos e morreu.

Após as prisões, os dois investigados foram conduzidos à delegacia e apresentados à autoridade policial para a adoção das providências legais cabíveis, permanecendo à disposição da Justiça.

Fonte: Governo MT – MT

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Nova edição do “Explicando Direito” aborda critérios científicos para análise da palavra da vítima

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Cartaz verde com o título A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) lançou uma nova edição do programa Explicando Direito, abordando um tema central para a rotina dos magistrados que atuam no âmbito criminal: a análise da palavra da vítima e da prova testemunhal a partir de critérios técnico-científicos.

Apresentado pelo juiz coordenador das atividades pedagógicas da Esmagis-MT, Antônio Veloso Peleja Júnior, o episódio conta com a participação do juiz Tiago Gagliano Pinto Alberto, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), reconhecido pela sua atuação acadêmica e científica nas áreas de Direito, Psicologia do Testemunho e Neurociência.

Durante a entrevista, Gagliano explica como a Psicologia Cognitiva pode contribuir para a construção de critérios objetivos na análise da credibilidade dos depoimentos. Segundo ele, a forma como a memória é construída e expressa permite identificar elementos técnicos na narrativa.

“Nós temos um marcador mnemônico, marcador da memória, que se transforma em um marcador de narrativa. Se nós, da estrutura decisória, pudermos identificar os marcadores de narrativa de determinadas situações, nós podemos analisar, por consequência, a credibilidade do relato”.

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O magistrado também chama a atenção para um dos principais equívocos na prática jurídica: a confusão entre confiança e credibilidade. Para ele, são conceitos distintos e frequentemente indevidamente misturados. Segundo ele, essa confusão pode levar a decisões baseadas em premissas equivocadas e gerar falsos positivos na análise da prova.

Outro ponto relevante do episódio é a discussão sobre a natureza da memória humana. Gagliano enfatiza que ela não é estática, mas sim constantemente reconstruída, o que exige cautela na interpretação de depoimentos. Ele destaca ainda que fatores emocionais podem afetar significativamente a recordação de fatos, especialmente em situações traumáticas, mencionando casos em que vítimas não conseguem lembrar detalhes básicos. “O bloqueio de memória faz com que a vítima não consiga lembrar determinadas situações”, salienta.

Ao tratar dos instrumentos técnicos disponíveis, o entrevistado destaca as ferramentas de análise da credibilidade do testemunho baseadas no conteúdo verbal, como o protocolo SVA e a análise CBCA. Ele também ressalta o potencial uso da Inteligência Artificial como apoio para cruzar esses critérios técnicos com os depoimentos, sempre com a necessária avaliação crítica por parte do julgador.

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Gagliano enfatiza a importância de decisões fundamentadas em critérios científicos, e não apenas em presunções. “Você decide não mais baseado em presunções, mas sim quanto à presença ou ausência de determinados marcadores”, o que, segundo ele, contribui para maior segurança e qualidade na prestação jurisdicional.

Clique neste link para assistir a entrevista completa no YouTube.

https://www.youtube.com/watch?v=R5vpD2CtzyE

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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