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Roteiro técnico da FIT Pantanal revela iniciativas que conectam produção, inovação e turismo rural

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Experiências de turismo rural, agricultura familiar e empreendedorismo foram apresentadas a produtores, gestores públicos e profissionais do setor durante visitas técnicas realizadas na sexta-feira (5.6), como parte da programação da 33ª Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal). A iniciativa promoveu a troca de conhecimentos e destacou o potencial do campo para gerar renda, fortalecer a produção local e impulsionar o desenvolvimento sustentável em Mato Grosso.

A ação foi promovida pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), com apoio da Prefeitura de Campo Verde e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

Foto: Propriedade de Santo Antônio da Fartura

A iniciativa reuniu agricultores familiares, representantes do agronegócio, empresários do turismo rural, guias turísticos, secretários municipais e lideranças de várias regiões de Mato Grosso. O objetivo foi conectar o conhecimento técnico às demandas do campo, estimular novas oportunidades de renda e fortalecer práticas sustentáveis.

Durante as visitas, os participantes conheceram experiências que unem produção agrícola, agroindustrialização e turismo rural. Para o secretário municipal de Desenvolvimento Rural de Campo Verde, Henrique Soares, a integração entre os setores é um dos caminhos para o desenvolvimento.

“Esse intercâmbio entre a agricultura familiar e o grande agro é uma excelente oportunidade para vivenciar todo o potencial que existe tanto na pequena quanto na grande produção. Campo Verde tem essa capacidade de unir esses dois mundos, principalmente por meio da cadeia do algodão, sem deixar de valorizar a agricultura familiar”, afirmou.

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Foto: Visita a propriedade de produção de pitaya.

Uma das paradas foi no Sítio Nossa Senhora Aparecida, na comunidade Taperinha, onde dona Silvana Vicente Marques e o marido, Ismael dos Santos, produzem pitaya. Há cinco anos investindo na cultura, o casal ampliou a área plantada e hoje fornece para o mercado local e também para Cuiabá.

“Trabalhar com agricultura familiar é motivo de muito orgulho. As políticas públicas disponibilizadas pelo Governo do Estado e a assistência técnica da Empaer fazem toda a diferença. Esse apoio nos dá condições de produzir e continuar investindo na propriedade”, destacou dona Silvana.

Já Ismael reforçou a valorização da produção local. “O melhor de tudo é ouvir das pessoas que nossas frutas têm qualidade diferenciada por serem produzidas aqui. Isso nos motiva ainda mais.”

Foto: Farinheira – Assentamento 14 de Agosto

No Assentamento 14 de Agosto, o produtor Gildo Marolino Lima, conhecido como Toquinho, apresentou projetos voltados para a agricultura familiar, agroindustrialização e turismo rural.

“Receber um evento desse porte dentro do assentamento é muito importante. Temos a oportunidade de mostrar nossa produção, nossos projetos inovadores e o potencial do turismo rural. Essas experiências inspiram outras famílias e mostram que a agricultura familiar e o turismo rural dão resultado”, destacou.

Segundo ele, o apoio da Seaf e da Empaer tem sido essencial para fortalecer a produção. “Sempre fomos muito bem atendidos. Com o fomento da Seaf e a assistência técnica da Empaer, estamos conquistando nosso espaço.”

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A sucessão familiar também chamou atenção dos visitantes. As gêmeas Lorena e Luara Vitória da Silva Souza atuam na farinheira e nas atividades de turismo rural da família. “Aproveitamos muito o que vivemos aqui. Conhecemos coisas novas e conseguimos transmitir esse aprendizado para quem nos visita”, contou Lorena.

“Temos muitos desafios, mas também muitas oportunidades. É um trabalho que exige dedicação, mas o resultado vale a pena. Acabamos nos encontrando na agricultura familiar”, completou Luara.

Foto: Visita à propriedade em sítio e Santo Antônio da Fartura.

No Assentamento Santo Antônio da Fartura, dona Maria do Carmo mostrou a diversidade da propriedade, onde cultiva café, hortaliças, frutas, arroz, feijão e amendoim.

“Fiquei muito feliz em receber todos aqui. Produzir nossos próprios alimentos e ainda gerar renda é algo muito gratificante. Espero que voltem mais vezes”, disse.

Para a guia de turismo Jannay Oliveira, a visita proporcionou uma nova visão sobre a realidade do campo. “Foi uma experiência incrível. Muitas vezes vemos o alimento chegar à mesa sem conhecer a realidade do produtor.”

O intercâmbio reforçou o potencial da integração entre agricultura familiar, agronegócio e turismo rural como estratégia para gerar renda, valorizar as famílias do campo e fortalecer o desenvolvimento sustentável em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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