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Dólar: moeda abre em alta com mercado atento à ata do Copom e tensões geopolíticas entre EUA e Irã
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Mercado financeiro inicia o dia com volatilidade e atenção à política monetária
O dólar abriu a sessão desta terça-feira (23) em alta frente ao real, acompanhando a cautela dos investidores diante da divulgação da ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom) e das novas sinalizações sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã.
No início do pregão, por volta das 9h, a moeda norte-americana registrava valorização de 0,71%, sendo negociada a R$ 5,1779.
Na véspera, o dólar já havia encerrado o dia em queda de 0,46%, cotado a R$ 5,1413, refletindo ajustes de mercado após sessões de maior volatilidade.
Ibovespa aguarda abertura oficial após alta na véspera
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia o dia com expectativa de continuidade do desempenho positivo observado no pregão anterior. Na segunda-feira, o índice avançou 1,21%, fechando aos 170.365 pontos, sustentado por fluxo comprador em ações de peso do setor financeiro e de commodities.
As negociações oficiais desta terça-feira começam às 10h.
Desempenho do dólar no acumulado
- Semana: +0,46%
- Mês: +1,96%
- Ano: -6,33%
O movimento indica recuperação parcial da moeda norte-americana no curto prazo, ainda que mantenha queda relevante no acumulado do ano.
Ibovespa: desempenho segue positivo no ano
- Semana: +1,21%
- Mês: -1,97%
- Ano: +5,73%
Apesar da oscilação mensal, o índice mantém trajetória de valorização em 2026, refletindo a resiliência do mercado acionário brasileiro.
Cenário externo e política monetária no radar dos investidores
O mercado acompanha com atenção dois fatores centrais nesta sessão:
- Ata do Copom: investidores buscam sinais sobre os próximos passos da política de juros no Brasil, especialmente em relação ao ritmo de flexibilização monetária.
- Tensões geopolíticas: as negociações entre Estados Unidos e Irã seguem no radar, adicionando volatilidade aos ativos globais e influenciando o fluxo para mercados emergentes.
Perspectiva para o dia
A tendência é de manutenção da volatilidade no câmbio ao longo do pregão, com investidores reagindo a dados macroeconômicos, fluxo externo e expectativas em relação à política monetária brasileira.
No mercado acionário, o desempenho do Ibovespa deve seguir sensível ao comportamento das commodities e ao apetite global por risco.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Corriedale aposta em seleção genética e uso de dados para fortalecer produção de carne e lã no Rio Grande do Sul
A Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC) iniciou uma nova agenda voltada à modernização da ovinocultura, com foco na geração e aplicação de informações técnicas para apoiar decisões de seleção genética nas cabanhas do Rio Grande do Sul. A iniciativa busca aproximar dados produtivos, avaliação de desempenho e manejo reprodutivo da rotina dos criadores.
A proposta da entidade é ampliar o uso de ferramentas técnicas como suporte à escolha de reprodutores, planejamento de acasalamentos e evolução dos plantéis, fortalecendo a competitividade da raça Corriedale, reconhecida por sua dupla aptidão para produção de carne e lã.
Dados e tecnologia ganham espaço na seleção de ovinos
Segundo a ABCC, o avanço da ovinocultura passa pela integração entre conhecimento prático dos criadores e indicadores técnicos que permitam mensurar desempenho com maior precisão. A entidade destaca que a seleção de animais vem incorporando, de forma crescente, informações objetivas ao lado da avaliação visual tradicional.
A estratégia busca tornar mais eficiente a identificação de animais com melhor desempenho produtivo, contribuindo para rebanhos mais uniformes, produtivos e adaptados às condições de produção do Sul do país.
Carne do Corriedale ganha protagonismo em nova estratégia da raça
O presidente da ABCC, Gustavo Velloso, afirma que a entidade tem direcionado esforços para fortalecer a produção de carne da raça, sem perder a conexão com sua trajetória histórica na ovinocultura gaúcha.
“Queremos trabalhar bastante a questão da carne e da marca da carne Corriedale. A raça representa cerca de 60% do rebanho ovino gaúcho, e esse é um fator muito importante. Por isso também estamos realizando esse primeiro teste de desempenho, com candidatos voltados à produção de carne em sistema de pastagem”, destacou.
Prova de desempenho avalia 41 reprodutores em Hulha Negra (RS)
Uma das principais ações em andamento é a prova de desempenho realizada no Centro de Pesquisas da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Hulha Negra, no Rio Grande do Sul.
A avaliação reúne 41 ovinos reprodutores da raça Corriedale, oriundos de diferentes cabanhas do estado, em um sistema de manejo pastoril padronizado, com predominância de pastagem de azevém e suplementação mineral.
O objetivo é gerar dados comparáveis de desempenho produtivo e genético, que possam subsidiar decisões de seleção nas propriedades.
Indicadores técnicos orientam evolução dos rebanhos
Durante o período de avaliação, os animais são acompanhados com base em diferentes indicadores zootécnicos. Entre eles está o Ganho Médio Diário (GMD), que mede o incremento de peso ao longo do tempo, além da Área de Olho de Lombo (AOL), utilizada para estimar o desenvolvimento muscular e o potencial de carcaça.
Também é observada a Espessura de Gordura Subcutânea (EGS), indicador importante para avaliar acabamento e qualidade da carne.
Segundo a ABCC, a combinação desses parâmetros permite identificar reprodutores com maior potencial para gerar cordeiros mais eficientes, com melhor rendimento de carcaça e qualidade de carne, contribuindo para o avanço produtivo da ovinocultura de corte no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


