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Plantio de algodão nos EUA avança para 91% da área prevista e clima preocupa produtores no Texas
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O plantio da safra de algodão 2026/27 nos Estados Unidos alcançou 91% da área projetada até o último domingo (21), conforme levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), analisado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço foi de seis pontos percentuais em relação à semana anterior e ficou um ponto acima do registrado no mesmo período da temporada passada.
Os dados mostram que os trabalhos de campo seguem em ritmo acelerado nas principais regiões produtoras do país, consolidando o avanço da nova safra em um dos maiores exportadores mundiais da fibra.
Principais estados produtores apresentam elevado índice de plantio
Entre os estados que lideram a produção norte-americana de algodão, os índices de semeadura já se aproximam da conclusão.
O Texas, maior produtor dos Estados Unidos, atingiu 90% da área prevista. No Mississippi, o plantio chegou a 99%, enquanto Arkansas concluiu 100% dos trabalhos. Na Geórgia, o percentual alcançou 97%.
Além do avanço no plantio, o relatório aponta que 53% das lavouras do país estão classificadas entre boas e excelentes condições, indicador importante para o potencial produtivo da safra.
Déficit de chuvas limita desenvolvimento das lavouras no Texas
Apesar do bom andamento da semeadura, as condições climáticas seguem como fator de preocupação para os produtores, especialmente no Texas.
No principal estado produtor norte-americano, apenas 44% das áreas cultivadas foram classificadas como boas ou excelentes. Embora o índice seja nove pontos percentuais superior ao observado no mesmo período da safra anterior, o desempenho das lavouras foi impactado pela escassez de chuvas registrada durante o mês de maio.
A limitação hídrica reduziu a disponibilidade de umidade no solo em importantes regiões produtoras, elevando o risco de estresse nas plantas durante as fases iniciais de desenvolvimento.
Previsão de chuvas pode favorecer recuperação das lavouras
Segundo a análise do Imea, o comportamento climático continuará sendo determinante para o desempenho da safra americana nas próximas semanas.
Projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) indicam acumulados entre 50 e 100 milímetros de chuva nas principais áreas produtoras de algodão dos Estados Unidos. Caso as previsões se confirmem, o volume poderá contribuir para a recomposição da umidade do solo e reduzir os impactos provocados pelo déficit hídrico observado recentemente.
O cenário climático no Texas permanece no radar dos agentes do mercado, uma vez que o estado responde por parcela significativa da produção norte-americana e exerce influência direta sobre a oferta global de algodão.
Mercado acompanha evolução da safra americana
Com o plantio entrando na reta final e as condições climáticas ganhando protagonismo, investidores, indústrias têxteis e produtores acompanham de perto o desenvolvimento da safra 2026/27 nos Estados Unidos.
A recuperação das chuvas nas regiões produtoras poderá ser decisiva para consolidar o potencial produtivo da cultura e influenciar as perspectivas de oferta da fibra no mercado internacional ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro
Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes
O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.
A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.
A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.
Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.
Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes
O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.
Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.
No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.
De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.
Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.
Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário
Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.
Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.
O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.
A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.
Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026
Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.
A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.
Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.
Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.
Demanda interna por milho deve seguir aquecida
Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.
O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.
O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.
Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


