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ABIC alerta para impactos da tarifa de 50% imposta por Trump sobre produtos brasileiros, incluindo o café

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Decisão de Trump preocupa setor cafeeiro

A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) manifestou preocupação diante do anúncio feito ontem pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, o que inclui diretamente o café brasileiro.

Medida unilateral ameaça competitividade do setor

Segundo a ABIC, a decisão, tomada de forma unilateral, representa um grave retrocesso nas relações comerciais entre os dois países. A entidade alerta que essa imposição pode trazer sérios impactos negativos para toda a cadeia produtiva do café, prejudicando a competitividade das exportações e pressionando os custos operacionais em um cenário já desafiador de reorganização do mercado global.

Defesa de uma resposta diplomática e estratégica

Diante do novo cenário, a ABIC defende que o governo brasileiro adote uma postura estratégica, firme e diplomática para preservar os interesses do setor cafeeiro e do país. A associação destaca a importância do diálogo técnico e institucional como caminho para que o Brasil mantenha sua posição de destaque no comércio internacional de café, evitando sanções que possam comprometer sua imagem e desempenho econômico.

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ABIC se coloca à disposição para colaborar com soluções

A entidade reafirma seu compromisso com a busca por soluções que minimizem os efeitos da medida anunciada e garantam a integridade do mercado brasileiro de café. Ressalta, ainda, que os Estados Unidos são o maior consumidor de café do mundo e dependem fortemente dos países produtores, como o Brasil, para abastecer seu mercado interno.

Confiança na diplomacia brasileira

Por fim, a ABIC reforça sua confiança na diplomacia brasileira como ferramenta essencial para reverter os possíveis danos causados por essa decisão e proteger o setor que é símbolo da economia e da cultura nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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IGC reduz safra global de trigo e milho 2026/27 e acende alerta para oferta mundial de grãos

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Mercado Externo

A safra mundial de grãos 2026/27 enfrenta revisão negativa em meio a um cenário de crescente instabilidade geopolítica. O Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu sua estimativa de produção global em 3 milhões de toneladas, projetando agora um total de 2,414 bilhões de toneladas.

O principal fator por trás do ajuste é o impacto do conflito no Oriente Médio, que tem afetado diretamente o comércio global de insumos agrícolas, especialmente fertilizantes. A interrupção logística em rotas estratégicas elevou a incerteza sobre a capacidade produtiva em diversas regiões.

Apesar do corte, a produção global ainda deve ser a segunda maior já registrada, evidenciando a resiliência da oferta, embora sob pressão.

Mercado Interno

Para o Brasil, o cenário externo mais apertado tende a gerar reflexos importantes. A redução na oferta global pode aumentar a competitividade dos grãos brasileiros, especialmente milho, que possui forte participação nas exportações.

Por outro lado, o encarecimento e a possível escassez de fertilizantes seguem como ponto de atenção para produtores nacionais, podendo impactar custos de produção e decisões de plantio, principalmente na safra de verão 2026/27.

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Preços

A expectativa de menor produção global, combinada com consumo ainda superior à oferta, tende a sustentar os preços internacionais dos grãos.

No caso do milho, a produção foi revisada para 1,3 bilhão de toneladas (-3 milhões), enquanto o trigo foi ajustado para 821 milhões de toneladas (-1 milhão). Esses cortes reforçam um viés de mercado mais firme, especialmente em momentos de maior volatilidade geopolítica.

Indicadores
  • Produção global de grãos 2026/27: 2,414 bilhões de toneladas (-3 mi t)
  • Consumo global: 2,437 bilhões de toneladas (-3 mi t)
  • Déficit global: cerca de 23 milhões de toneladas
  • Produção de trigo: 821 milhões de toneladas
  • Produção de milho: 1,3 bilhão de toneladas

Mesmo com estoques elevados da safra 2025/26, o balanço global segue mais ajustado, indicando menor folga entre oferta e demanda.

Análise

O novo relatório do IGC reforça um ponto central para o mercado agrícola global: a crescente dependência de fatores geopolíticos na formação de preços e na definição da oferta.

A combinação entre custos elevados de fertilizantes, gargalos logísticos e incertezas no Hemisfério Sul pode limitar o potencial produtivo, mesmo diante de tecnologia e produtividade elevadas.

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Com consumo ainda acima da produção, o mercado deve operar em um ambiente de maior sensibilidade a riscos, o que pode gerar picos de volatilidade ao longo da temporada.

Para o Brasil, o cenário abre oportunidades no mercado externo, mas exige cautela na gestão de custos e planejamento da próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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