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ABIC alerta para impactos da tarifa de 50% imposta por Trump sobre produtos brasileiros, incluindo o café
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Decisão de Trump preocupa setor cafeeiro
A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) manifestou preocupação diante do anúncio feito ontem pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, o que inclui diretamente o café brasileiro.
Medida unilateral ameaça competitividade do setor
Segundo a ABIC, a decisão, tomada de forma unilateral, representa um grave retrocesso nas relações comerciais entre os dois países. A entidade alerta que essa imposição pode trazer sérios impactos negativos para toda a cadeia produtiva do café, prejudicando a competitividade das exportações e pressionando os custos operacionais em um cenário já desafiador de reorganização do mercado global.
Defesa de uma resposta diplomática e estratégica
Diante do novo cenário, a ABIC defende que o governo brasileiro adote uma postura estratégica, firme e diplomática para preservar os interesses do setor cafeeiro e do país. A associação destaca a importância do diálogo técnico e institucional como caminho para que o Brasil mantenha sua posição de destaque no comércio internacional de café, evitando sanções que possam comprometer sua imagem e desempenho econômico.
ABIC se coloca à disposição para colaborar com soluções
A entidade reafirma seu compromisso com a busca por soluções que minimizem os efeitos da medida anunciada e garantam a integridade do mercado brasileiro de café. Ressalta, ainda, que os Estados Unidos são o maior consumidor de café do mundo e dependem fortemente dos países produtores, como o Brasil, para abastecer seu mercado interno.
Confiança na diplomacia brasileira
Por fim, a ABIC reforça sua confiança na diplomacia brasileira como ferramenta essencial para reverter os possíveis danos causados por essa decisão e proteger o setor que é símbolo da economia e da cultura nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que mede o faturamento da produção agropecuária, é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A maior parte do valor corresponde à lavoura, que soma R$ 893,3 bilhões, equivalente a 63,9% do total. A pecuária registra R$ 504,8 bilhões, correspondente a 36,1% do VBP.
Entre os produtos agrícolas, a soja apresenta o maior valor estimado, de R$ 336 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 158,4 bilhões, pela cana-de-açúcar, com R$ 108,7 bilhões, e pelo café, com R$ 103,4 bilhões.
Na pecuária, a carne bovina apresenta projeção de faturamento de R$ 246,5 bilhões, equivalente a 17,6% do total, seguida pela carne de frango, com R$ 106,2 bilhões.
No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 216 bilhões, equivalente a 15,5% do total. Em seguida, aparecem Minas Gerais, com R$ 166,2 bilhões (11,9%), e São Paulo, com R$ 156,2 bilhões (11,2%).
CÁLCULO
O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação de preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores de 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.
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