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Ações chinesas atingem maior nível em 9 meses com otimismo do mercado e menor temor sobre tarifas dos EUA

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Alta nas bolsas da China

As ações da China encerraram o pregão desta quarta-feira (30) em seu maior nível dos últimos nove meses, impulsionadas pela redução do receio com as ameaças tarifárias dos Estados Unidos e por expectativas positivas quanto ao mercado interno.

O índice de Xangai chegou a subir até 0,7% durante o dia, alcançando 3.636 pontos — o patamar mais elevado desde outubro de 2024. Com esse desempenho, o indicador já acumula alta de 20% em relação à sua última mínima relevante, registrada há cerca de três meses, o que, segundo analistas, caracteriza um movimento de mercado em alta (bull market).

Ao final do pregão, o índice Xangai (SSEC) fechou com ganho de 0,17%, enquanto o índice CSI300, que reúne as principais empresas listadas em Xangai e Shenzhen, teve leve recuo de 0,02%.

Hang Seng realiza lucros e recua

Na contramão da alta em Xangai, o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,36%, encerrando a sessão em 25.176 pontos. O movimento reflete uma realização de lucros por parte dos investidores, após três semanas consecutivas de ganhos.

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Negociações EUA-China e foco nos fundamentos domésticos

O otimismo dos mercados chineses se sustentou mesmo após a divulgação de que autoridades dos Estados Unidos e da China concordaram, na terça-feira (29), em buscar a prorrogação da atual trégua tarifária por mais 90 dias. O anúncio veio após dois dias de reuniões, descritas como “construtivas” por ambas as partes, com o objetivo de conter a escalada da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Apesar disso, analistas destacam que os investidores estão cada vez menos influenciados pelas negociações externas e mais atentos aos fundamentos internos.

“Os investidores estão cada vez mais insensíveis às negociações comerciais entre China e EUA e estão prestando mais atenção às questões domésticas”, comentou Wang Zhuo, sócio da Shanghai Zhuozhu Investment Management.

Entre os fatores que vêm atraindo o interesse dos investidores para o mercado de ações chinês estão as baixas taxas de juros e a preferência por ações de empresas sólidas, conhecidas como blue chips, que oferecem altos dividendos. Além disso, medidas do governo chinês para conter a concorrência excessiva em determinados setores também têm contribuído para melhorar a expectativa de lucros corporativos.

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Desempenho dos principais índices asiáticos

Veja o fechamento dos principais índices acionários da Ásia nesta quarta-feira:

  • Tóquio (Nikkei): -0,05%, aos 40.654 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): -1,36%, aos 25.176 pontos
  • Xangai (SSEC): +0,17%, aos 3.615 pontos
  • CSI300 (Xangai e Shenzhen): -0,02%, aos 4.151 pontos
  • Seul (Kospi): +0,74%, aos 3.254 pontos
  • Taiwan (Taiex): +1,12%, aos 23.461 pontos
  • Cingapura (Straits Times): -0,24%, aos 4.219 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): +0,60%, aos 8.756 pontos

O desempenho positivo das bolsas chinesas, especialmente do índice de Xangai, demonstra a crescente confiança dos investidores em relação à recuperação econômica interna, mesmo diante de incertezas nas relações comerciais com os Estados Unidos. Com o foco voltado para fatores domésticos e sinais de melhoria no ambiente corporativo, o mercado chinês dá indícios de uma possível fase de valorização sustentada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia no campo impulsiona produtividade agrícola e amplia busca por consórcios no agronegócio

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A transformação tecnológica no agronegócio brasileiro vem acelerando os índices de produtividade no campo e consolidando um novo modelo de produção mais eficiente, conectado e orientado por dados.

Levantamento do FGV IBRE aponta que a produtividade por hora trabalhada no setor agropecuário avançou 9,9% no quarto trimestre de 2025, desempenho significativamente superior ao registrado em outros segmentos da economia brasileira.

O resultado reforça o avanço estrutural do agronegócio nacional, que vem incorporando tecnologias voltadas à gestão, monitoramento e automação das operações no campo.

Agricultura digital ganha espaço nas propriedades rurais

Historicamente sustentado pela experiência prática e decisões reativas, o setor agrícola passou a operar com maior apoio de dados e ferramentas tecnológicas.

Nesse cenário, os drones agrícolas vêm assumindo papel estratégico dentro das propriedades rurais. Os equipamentos são utilizados em atividades como:

  • Pulverização de lavouras
  • Monitoramento de áreas produtivas
  • Mapeamento agrícola
  • Identificação de falhas e pragas
  • Agricultura de precisão

Além de aumentar a eficiência operacional, o uso dessas tecnologias contribui para redução de desperdícios, otimização de insumos e melhoria no manejo das lavouras.

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O avanço ocorre em propriedades de diferentes portes e culturas, refletindo a modernização crescente do campo brasileiro.

Planejamento financeiro se torna peça-chave para modernização

Com a ampliação da demanda por máquinas, drones e equipamentos tecnológicos, o planejamento financeiro ganhou importância ainda maior dentro do agronegócio.

Nesse contexto, o consórcio vem ampliando espaço como alternativa para aquisição planejada de tecnologias e bens agrícolas.

Segundo Consórcio New Holland, a modalidade permite ao produtor investir sem incidência de juros tradicionais, reduzindo o custo final da aquisição e oferecendo maior previsibilidade financeira.

De acordo com Eyji Cavalcante, gerente comercial da empresa, o consórcio possibilita ao produtor rural modernizar a operação sem necessidade de descapitalização imediata.

O modelo também permite adequar parcelas ao fluxo de caixa da atividade agrícola, fator considerado estratégico em períodos de maior volatilidade econômica.

Consórcio avança no agronegócio brasileiro

Dados da ABAC mostram crescimento no segmento ligado ao agronegócio.

No primeiro trimestre de 2026, o setor de veículos pesados — que engloba caminhões, tratores, máquinas e implementos agrícolas — disponibilizou mais de R$ 6,5 bilhões em créditos, avanço de 8,7% em relação ao mesmo período de 2025.

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O movimento acompanha o aumento dos investimentos em mecanização, agricultura digital e modernização das operações rurais em todo o país.

Tecnologia deve seguir transformando o agro brasileiro

A combinação entre conectividade, automação, inteligência de dados e agricultura de precisão vem redefinindo o perfil da produção agrícola nacional.

Especialistas avaliam que o uso crescente de tecnologias no campo tende a ampliar ainda mais os ganhos de produtividade, eficiência operacional e sustentabilidade nos próximos anos.

Ao mesmo tempo, soluções financeiras planejadas ganham protagonismo para garantir que produtores consigam manter investimentos contínuos em inovação, competitividade e modernização da atividade rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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