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Açúcar fecha com cotações mistas após alta do petróleo influenciar mercado internacional
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Desempenho dos contratos futuros
Os contratos futuros de açúcar encerraram a terça-feira (3) com variações mistas nas bolsas internacionais. A movimentação do mercado foi impulsionada, principalmente, pela valorização do petróleo bruto.
Impacto do petróleo no mercado de açúcar
De acordo com informações do Barchart, o aumento nos preços do petróleo WTI — que atingiu o maior nível em uma semana e meia — estimulou a cobertura de posições vendidas no mercado de açúcar. A alta da commodity energética torna o etanol mais atrativo, o que pode levar as usinas a direcionarem a produção para o biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar.
Mercado internacional – ICE Futures (Nova York)
Na bolsa ICE Futures, em Nova York, os preços do açúcar bruto apresentaram comportamentos distintos:
- O contrato com vencimento em julho/25 subiu 2 pontos, sendo negociado a 16,90 centavos de dólar por libra-peso.
- O contrato de março/27 manteve-se estável.
- Já o contrato de maio/27 registrou queda de 1 ponto, fechando a 17,14 centavos de dólar por libra-peso.
Mercado internacional – ICE Europe (Londres)
- Já os contratos de açúcar branco fecharam em alta na ICE Europe, em Londres:
- O vencimento de agosto/25 subiu US$ 2,80, cotado a US$ 473,70 por tonelada.
- O contrato de outubro/25 teve alta de US$ 0,90, fechando em US$ 469,20 por tonelada.
Mercado interno – Açúcar cristal
No mercado físico brasileiro, o açúcar cristal teve leve valorização, conforme o Indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 kg foi negociada a R$ 134,70, representando um aumento de 0,51%.
Etanol hidratado recua
Já o etanol hidratado registrou queda segundo o Indicador Diário Paulínia. O produto foi comercializado pelas usinas a R$ 2.646,00 por metro cúbico, com recuo de 1,27%.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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