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Açúcar: mercado recua em Nova York com oferta elevada, demanda fraca e avanço da safra brasileira

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O mercado internacional do açúcar encerrou a quarta-feira (27) em queda na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), pressionado pela perspectiva de ampla oferta global, demanda enfraquecida e avanço da moagem no Centro-Sul do Brasil. Segundo análises da TF Agroeconômica, o cenário segue baixista para a commodity, com investidores monitorando o comportamento das usinas brasileiras, o mercado de petróleo e o desenvolvimento das safras asiáticas.

Os contratos do açúcar bruto com vencimento em julho de 2026 fecharam a 14,54 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 1,08% em relação ao pregão anterior. Já a posição outubro/26 encerrou cotada a 15,00 centavos, com queda de 1,12%.

Durante o dia, o contrato julho chegou a atingir 14,44 centavos por libra-peso, o menor nível em quase três semanas, reforçando o movimento de pressão sobre as cotações internacionais.

Oferta global maior amplia pressão sobre os preços

De acordo com operadores internacionais, o mercado segue reagindo ao aumento das estimativas de excedente global de açúcar para a safra 2025/26. O bom desempenho das produções na Tailândia e na China contribuiu para revisões positivas da oferta mundial, enquanto a demanda continua considerada moderada.

Além disso, o avanço da safra brasileira amplia a disponibilidade do produto no mercado internacional. O ritmo mais intenso de moagem no Centro-Sul do Brasil reforça a percepção de oferta confortável no curto prazo, especialmente em um momento de menor agressividade compradora.

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Segundo a TF Agroeconômica, o ambiente permanece de baixa liquidez, com negociações lentas e compradores retraídos tanto no mercado físico quanto nos contratos futuros.

Mix das usinas entre açúcar e etanol segue no radar

Outro fator relevante para o mercado é a definição do mix de produção das usinas brasileiras entre açúcar e etanol. O setor sucroenergético continua avaliando a rentabilidade dos dois produtos diante das oscilações do petróleo e do mercado doméstico de combustíveis.

Apesar da pressão sobre o açúcar, parte das usinas segue direcionando maior volume de cana para a produção de etanol, aproveitando a demanda relativamente mais aquecida por biocombustíveis no Brasil.

Ainda assim, estimativas indicam que a produção brasileira de açúcar deverá crescer na temporada 2026/27, sustentada pela recuperação da produtividade agrícola e pela expansão da moagem.

Mercado físico segue travado no Brasil

No mercado interno, o açúcar cristal também enfrenta dificuldades para ganhar sustentação. Levantamentos do setor mostram que as usinas elevaram as ofertas de venda nas últimas semanas, porém encontram compradores cautelosos, o que limita o fechamento de novos negócios.

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O aumento da oferta, combinado à demanda mais lenta, mantém pressão sobre os preços no mercado físico paulista.

Além disso, a recente queda do petróleo reduz parte do suporte indireto ao complexo sucroenergético, afetando o humor dos investidores nos mercados futuros.

Clima e cenário internacional continuam no foco

O clima nas regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil segue sendo acompanhado de perto pelos agentes do mercado. Chuvas excessivas podem atrapalhar os trabalhos de colheita e moagem, enquanto períodos de estiagem continuam sendo risco para o desenvolvimento dos canaviais.

No cenário externo, investidores monitoram ainda o comportamento da demanda asiática, a evolução das exportações brasileiras e os impactos do crescimento da oferta global sobre os estoques internacionais.

Com isso, o mercado do açúcar permanece operando sob forte pressão nesta quarta-feira, diante da combinação entre oferta elevada, consumo moderado e expectativa de excedente global na temporada 2025/26.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Matrinxã: um peixe que vai muito além das águas da Amazônia

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Se tem um peixe que gosta de variar o cardápio, é a matrinxã. Apesar de ser conhecido principalmente por sua presença nos rios da Amazônia, esse peixe tem uma alimentação bastante diversificada: frutas, sementes, flores, insetos e até pequenos peixes fazem parte da sua dieta.

Com corpo alongado, escamas prateadas e uma característica mancha escura logo atrás da cabeça. Mas tem outro detalhe que chama atenção: seus dentes são adaptados para diferentes tipos de alimento e ficam distribuídos em várias fileiras na parte superior da boca. É quase como se tivesse um verdadeiro “kit de ferramentas” para aproveitar o que encontra pelo caminho.

Esse peixe é encontrado principalmente na região do Alto Rio Amazonas, incluindo áreas do Peru e da Bolívia. Nos rios, ajuda a mostrar como a vida aquática está diretamente ligada ao ambiente ao redor. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Amazonas é o maior estado produtor de matrinxã do Brasil, com 2.243.192 unidades em 2023.

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A matrinxã é uma das espécies-alvo da pesca amadora e esportiva, de acordo com o banco de dados da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN).

Semana do Pescado 2026

Até 15 de setembro, está sendo realizada a Semana do Pescado, que foi criada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). O objetivo é incentivar o consumo de peixes, crustáceos e moluscos em todo o Brasil. Acesse aqui o site da iniciativa.

Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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