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Açúcar registra nova queda e atinge mínimas internacionais com oferta global elevada
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Mercado internacional registra recuo acentuado
O mercado do açúcar voltou a operar em baixa nesta quinta-feira (30), renovando mínimas nos contratos futuros. Em Nova York, o contrato de março/26 caiu 2,01%, sendo negociado a 14,13 cents por libra-peso. Outros vencimentos também recuaram: maio/26 a 13,82 cents (-1,92%) e julho/26 a 13,77 cents (-1,85%).
Em Londres, o contrato de dezembro/25 seguiu a mesma tendência, caindo 1,58%, com cotação de US$ 411,10 por tonelada. A pressão sobre os preços reflete expectativas de superávit global e a produção recorde de açúcar no Brasil.
Safra brasileira amplia oferta e mantém preços pressionados
A moagem de cana na região Centro-Sul do Brasil tem aumentado significativamente a produção de açúcar, contribuindo para a expansão da oferta no mercado internacional. Com estoques elevados e maior volume destinado à exportação, os preços seguem sob forte pressão, sem sinais de recuperação no curto prazo.
O cenário também é influenciado pela baixa demanda global e pela valorização do dólar, fatores que reforçam o viés baixista das cotações internacionais.
Usinas enfrentam dificuldades com estoques e fixação de preços
Muitas usinas brasileiras deixaram de fixar contratos antecipadamente, o que resultou em estoques elevados e dificuldades na comercialização. Essa situação adiciona pressão ao mercado e mantém o pessimismo em relação aos preços, especialmente em um contexto de superávit e oferta abundante.
Preços abaixo do custo de produção
Analistas destacam que os atuais preços internacionais estão abaixo do custo de produção brasileiro, indicando uma distorção no mercado. Enquanto os fundamentos apontam para equilíbrio ou possível recuperação, o lado especulativo do mercado, com a atuação de fundos e investidores, mantém os preços em patamares insustentáveis.
Perspectivas para o setor
O cenário atual pressiona margens e pode influenciar decisões estratégicas das usinas, incluindo a destinação da cana para etanol em lugar de açúcar, caso a diferença de rentabilidade se torne mais relevante. O setor acompanha atentamente o comportamento do mercado e eventuais mudanças na demanda global para ajustar sua produção.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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