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Agro brasileiro combina recorde de produção com avanço em sustentabilidade e práticas ESG consolidadas
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O agronegócio brasileiro vive um momento de expansão produtiva aliado à consolidação de práticas sustentáveis em larga escala. Em um cenário de maior exigência internacional por critérios ESG nas cadeias produtivas, o setor já opera há mais de duas décadas com modelos estruturados de responsabilidade ambiental.
Safra recorde reforça desafio de sustentabilidade em escala
A produção brasileira de grãos para a safra 2025/2026 está projetada em 353,8 milhões de toneladas, o maior volume já registrado no país. O resultado evidencia o avanço da produtividade no campo e reforça a necessidade de soluções eficientes para garantir sustentabilidade em grande escala.
Nesse contexto, o setor agropecuário nacional tem buscado integrar crescimento produtivo com responsabilidade ambiental, ampliando a adoção de sistemas estruturados de gestão.
Sistema Campo Limpo é referência em logística reversa no agronegócio
Um dos principais exemplos desse modelo é o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, responsável pelo Sistema Campo Limpo, programa de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas.
Criado em 2002, o sistema conecta indústria, distribuidores, produtores rurais e poder público em um modelo de responsabilidade compartilhada, garantindo o destino ambientalmente adequado das embalagens.
Mais de 900 mil toneladas de embalagens destinadas corretamente
Ao longo de sua operação, o Sistema Campo Limpo já destinou corretamente 902 mil toneladas de embalagens, consolidando-se como um dos maiores programas de logística reversa do mundo.
Somente em 2025, o volume destinado chegou a 75.996 toneladas, o maior resultado anual desde o início das operações, reforçando a escala e eficiência do sistema.
Estrutura nacional garante acesso em todo o país
O programa conta atualmente com mais de 400 unidades de recebimento distribuídas em todo o Brasil, permitindo que produtores rurais realizem a devolução adequada das embalagens mesmo em regiões mais afastadas dos grandes centros.
Essa capilaridade é apontada como um dos fatores que sustentam a eficiência operacional do modelo.
Economia circular transforma resíduos em novos produtos
Além da destinação ambientalmente correta, o Sistema Campo Limpo também impulsiona a economia circular no campo. As embalagens coletadas passam por processos de transformação e se tornam novos materiais.
Atualmente, o sistema possui 38 artefatos homologados, incluindo novas embalagens, tampas e itens como tubos e conduítes, utilizados em diferentes setores da indústria.
Modelo de governança reforça responsabilidade compartilhada
A estrutura do sistema é baseada em governança compartilhada entre os diferentes elos da cadeia produtiva. Os produtores rurais realizam a devolução das embalagens, os canais de distribuição organizam o fluxo de recebimento, a indústria garante a destinação final adequada e o poder público atua na regulamentação e fiscalização.
Agro brasileiro ganha destaque internacional em ESG
Segundo o diretor-presidente do inpEV, Marcelo Okamura, o modelo brasileiro demonstra que é possível ampliar a produção mantendo práticas sustentáveis estruturadas e mensuráveis.
Em um cenário global cada vez mais exigente em relação à transparência ambiental, o agronegócio brasileiro se posiciona de forma competitiva ao contar com sistemas consolidados que integram produtividade e sustentabilidade.
O Sistema Campo Limpo reforça esse papel ao demonstrar que a sustentabilidade já faz parte da estrutura produtiva do campo no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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MPA e MMA regulamentam a coleta embarcada de ova de peixe-voador
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicam a Portaria Interministerial MPA/MMA Nº 62, de 03 de Junho de 2026, que estabelece medidas de ordenamento, registro, monitoramento e controle da coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus) no Mar Territorial e na Zona Econômica Exclusiva da Região Nordeste do Brasil.
A norma representa importante avanço no processo de reconhecimento e organização de uma atividade pesqueira tradicional exercida há décadas por comunidades artesanais do litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, que até então não possuía instrumento específico de ordenamento pesqueiro.
Para o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, a iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com a valorização da pesca artesanal. “O processo se deu por meio de muita escuta, reforçando a participação social nos processos de gestão pesqueira e a construção de soluções compatíveis com a realidade das comunidades pesqueiras tradicionais”.
A regulamentação cria mecanismos para monitoramento da atividade, controle da frota e rastreabilidade da produção. Isso vai permitir maior capacidade de acompanhamento pelos órgãos gestores. Também vai contribuir para a construção progressiva de informações técnicas sobre a pescaria.
Importância na economia
A coleta embarcada de ovas de peixe-voador possui relevante importância socioeconômica para comunidades pesqueiras artesanais da Região Nordeste, especialmente no litoral potiguar. Além da geração de renda direta para pescadores, pescadoras e suas famílias, a atividade movimenta cadeias produtivas relacionadas ao beneficiamento, comercialização e exportação do produto.
O processo de construção da regulamentação teve início após o recebimento, pelo MPA e MMA, de demandas apresentadas pelo próprio setor pesqueiro relacionadas, principalmente, às dificuldades enfrentadas na comercialização e exportação das ovas, em razão da ausência de regras específicas para a atividade. A partir disso, as equipes técnicas do MPA iniciaram processo de diálogo com pescadores e pescadoras artesanais, representantes do setor produtivo, pesquisadores e órgãos ambientais. O processo de escuta teve como objetivo compreender a dinâmica operacional da pescaria, sua cadeia produtiva e os principais desafios relacionados ao ordenamento da atividade.
Foram realizadas reuniões presenciais com pescadores artesanais no litoral do Rio Grande do Norte, consultas técnicas junto ao setor produtivo e reuniões no âmbito da Rede Pesca Brasil, incluindo discussões no Comitê Permanente de Gestão e do Uso Sustentável dos Recursos Pelágicos Norte e Nordeste (CPG Pelágicos N/NE) e em seu Grupo Técnico-Científico, coordenado pelo pesquisador Dr. Guelson Batista da Silva.
As discussões envolveram ainda equipes do MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Segundo a coordenadora-geral de Gestão Participativa Costeira e Marinha da SNPA/MPA, Adayse Bossolani, a proposta busca compatibilizar o reconhecimento de uma atividade tradicional já existente com mecanismos de monitoramento e controle da frota e da produção. “A regulamentação busca organizar uma atividade que já ocorre historicamente na região, permitindo ampliar a capacidade de monitoramento, rastreabilidade e acompanhamento da produção, ao mesmo tempo em que reconhece a importância socioeconômica da pescaria para as comunidades artesanais envolvidas”, afirmou.
Principais medidas da regulamentação
A nova portaria estabelece critérios específicos para o exercício da coleta embarcada de ovas de peixe-voador por pescadores profissionais artesanais. Busca estruturar mecanismos iniciais de monitoramento e gestão da atividade.
A norma cria duas modalidades para a coleta embarcada de ovas de peixe-voador:
– 6.13: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para rede de emalhe costeiro de superfície;
– 6.14: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para covos ou manzuás.
A portaria autoriza a atividade exclusivamente para embarcações artesanais devidamente registradas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), com arqueação bruta de até 20 AB e regularizadas perante a Autoridade Marítima para a área de navegação compatível com a atividade exercida.
A coleta deverá ser realizada por meio de atratores biodegradáveis, com recolhimento manual das ovas aderidas aos substratos utilizados durante a pescaria.
A norma também estabelece que o interessado em obter autorização de pesca para as modalidades de permissionamento deverá protocolar requerimento no site do MPA, por meio de peticionamento eletrônico, no prazo de até 15 dias corridos, contados da data de publicação desta Portaria. Acesse aqui o site com o requerimento.
No âmbito do permissionamento, a regulamentação institui modalidades específicas para embarcações que já atuam em pescarias relacionadas ao emalhe costeiro de superfície e ao uso de covos e manzuás, permitindo maior adequação do registro pesqueiro à realidade operacional atualmente observada na atividade.
Como medida inicial de controle e monitoramento da pescaria, a norma estabelece número limitado de autorizações para atuação na atividade, permitindo maior capacidade de acompanhamento da frota, da produção e do esforço pesqueiro pelos órgãos gestores. Ela cria mecanismos de rastreabilidade da produção, incluindo obrigações relacionadas à comercialização e ao registro da entrada do produto nas empresas adquirentes, contribuindo para maior formalização e controle da cadeia produtiva.
A norma prevê ainda o monitoramento contínuo da atividade e revisão das medidas de ordenamento até o final de 2027, a partir dos dados gerados durante o período inicial de implementação da pescaria monitorada.
Com a publicação da portaria, o MPA avança na estruturação de instrumentos voltados ao reconhecimento e à gestão de uma atividade tradicional da pesca artesanal nordestina, ampliando a capacidade de monitoramento da atividade, fortalecendo a rastreabilidade da produção e produzindo informações técnicas para o aperfeiçoamento futuro das medidas de ordenamento pesqueiro.
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