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Agro goiano pode sequestrar até 5 toneladas de CO₂ por tonelada de grãos, revela pesquisa

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Agro goiano apresenta alto potencial de redução de gases de efeito estufa

O setor agropecuário de Goiás tem capacidade de retirar até cinco toneladas de dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera para cada tonelada de grãos produzida. É o que indicam os resultados preliminares da pesquisa conduzida pelo programa Goiás Verde, promovido pelo Governo de Goiás em parceria com o Centro de Excelência em Agricultura Exponencial.

O levantamento demonstra que a produção agrícola goiana, quando aplicada com técnicas adequadas, não só mantém produtividade, como também contribui para o armazenamento de carbono no solo e na biomassa, reforçando práticas sustentáveis na agricultura tropical brasileira.

Investimento e metodologia científica de ponta

A pesquisa, que conta com investimento de cerca de R$ 4 milhões do governo estadual, está sendo realizada há aproximadamente um ano em 11 fazendas localizadas em Cristalina e Rio Verde. A primeira fase envolveu a coleta de 2,4 mil amostras de solo em 400 pontos, com monitoramento de gases de efeito estufa, especialmente CO₂.

Segundo Fernando Cabral, coordenador de Desenvolvimento Tecnológico do Ceagre, “os resultados preliminares indicam que áreas agrícolas podem apresentar percentuais de matéria orgânica e carbono semelhantes aos encontrados em áreas preservadas com mata nativa, evidenciando que a produção de grãos também contribui para sequestrar carbono da atmosfera”.

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Equipe multidisciplinar utiliza inteligência artificial

Os dados coletados no solo, nas plantas e na atmosfera são analisados por uma equipe de 34 especialistas, incluindo 15 doutores, com experiência em ciências de plantas e solos, geotecnologias e ciência da computação. Modelagem avançada utilizando inteligência artificial, como machine learning e deep learning, permite avaliar de forma precisa o balanço de carbono e gerar informações inéditas sobre o impacto climático da agricultura goiana.

Goiás assume protagonismo em pesquisa agrícola sustentável

O vice-governador Daniel Vilela destacou que a pesquisa posiciona Goiás como referência em sustentabilidade no país: “Nosso estado assume o protagonismo ao demonstrar o real potencial sustentável da produção agrícola brasileira, unindo desenvolvimento econômico à responsabilidade climática”, afirma.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, reforça que a agricultura goiana pode ser sustentável: “Investimos em pesquisa de ponta para entender o balanço de carbono, e os resultados preliminares comprovam que é possível conciliar produção e preservação ambiental”.

Goiás Verde integra tecnologias de monitoramento avançadas

Na primeira etapa do programa, foram instaladas duas torres de fluxo equipadas com 16 sensores, capazes de medir em tempo real a absorção e liberação de carbono e água pelas culturas. O sistema monitora a troca de gases e água entre solo, planta e atmosfera, integrando ainda imagens de satélite (Landsat e Sentinel), drones e ferramentas de inteligência artificial.

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O objetivo é transformar práticas agrícolas sustentáveis em ativos mensuráveis, permitindo que produtores comprovem o uso de técnicas de baixo carbono, como agricultura regenerativa e bioinsumos, com acesso a mercados internacionais e incentivos financeiros.

Produtores confirmam ganhos e oportunidades

Alexandre Baumgart, diretor da Baumgart Fazendas Reunidas, uma das propriedades participantes, destaca: “O programa reúne diversas expertises para evidenciar que a agricultura brasileira pode sequestrar carbono de forma efetiva, transformando sustentabilidade em oportunidade econômica”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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