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Brasil lidera expansão agrícola global e fortalece mercado de nutrição vegetal
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O Brasil está consolidando sua posição como protagonista mundial na produção de alimentos. De acordo com dados da consultoria VGRI Partners, a produção agrícola do país deve crescer 41% entre 2023 e 2026/2027, tornando-se o principal impulsionador da oferta global de alimentos nesse período. Esse avanço é sustentado, sobretudo, pela elevação da produtividade e pela intensificação das colheitas.
Avanço da produção impulsiona uso de fertilizantes especiais
Com a intensificação da produção, cresce também a demanda por tecnologias mais avançadas no campo, como os fertilizantes especiais. Em 2024, o setor de nutrição vegetal no Brasil deve movimentar cerca de R$ 266,2 bilhões, impulsionado por investimentos em insumos mais eficientes e adaptados às exigências da agricultura moderna.
Crescimento na área plantada e na produtividade média
Apesar de utilizar apenas 11% de seu território para a agricultura, o Brasil é líder global na produção de soja, café e açúcar. Entre 2016 e 2024, a área plantada com cereais, leguminosas e oleaginosas saltou de 58,7 milhões para 78 milhões de hectares, enquanto a produtividade média subiu de 3,14 para 3,84 toneladas por hectare. Esses números refletem a crescente tecnificação do campo brasileiro.
Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso lideram faturamento com fertilizantes
O mercado de fertilizantes especiais é liderado por cinco estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Paraná. Juntos, eles respondem por 68% do faturamento nacional do setor, evidenciando a concentração de investimentos em regiões de grande relevância agrícola.
Fatores que sustentam o crescimento da nutrição vegetal
Segundo a VGRI Partners, o crescimento do setor de nutrição vegetal está ligado a três fatores principais:
- Maior demanda por produtividade no campo;
- Evolução tecnológica na formulação de insumos;
- Aumento da adesão dos produtores rurais ao uso de fertilizantes mais tecnificados.
Brasil como fronteira agrícola sustentável
Com o crescimento da população global e a necessidade de garantir segurança alimentar, o Brasil se mantém como uma das principais fronteiras agrícolas sustentáveis do mundo. A combinação entre tecnologia, produtividade e uso eficiente de recursos torna o país peça-chave para o futuro do agronegócio global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais
As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.
A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.
O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.
No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.
Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.
A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.
Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.
O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.
Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.
Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.
Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.
A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.
Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.
Fonte: Pensar Agro


