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Algodão mantém sustentação com apoio do petróleo e seca nos Estados Unidos
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O mercado internacional de algodão segue sustentado por fatores externos relevantes, como a valorização do petróleo e as condições climáticas adversas nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, incertezas geopolíticas e econômicas continuam influenciando o comportamento dos preços e a postura dos compradores.
Conflito no Oriente Médio dita o comportamento do mercado
O desempenho recente do algodão permanece fortemente atrelado às tensões no Oriente Médio. Segundo o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, os avanços e retrocessos nas negociações envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, em torno de um possível cessar-fogo, continuam impactando diretamente o humor dos investidores.
Esse ambiente de instabilidade mantém os mercados voláteis, com reações rápidas às mudanças no cenário geopolítico.
Petróleo elevado amplia competitividade do algodão
A valorização do petróleo tem papel central na sustentação do algodão. O encarecimento da commodity eleva os custos de produção das fibras sintéticas, como o poliéster, principal concorrente da fibra natural.
Com isso, a relação de preços entre algodão e poliéster atingiu o melhor nível desde 2020, favorecendo a competitividade do algodão no mercado global.
Pressões inflacionárias limitam o consumo
Por outro lado, o petróleo mais caro também gera efeitos negativos. O aumento dos custos energéticos pressiona a inflação global e pode desacelerar a atividade econômica, reduzindo o poder de compra da população.
Esse cenário impacta diretamente o consumo de algodão, que apresenta alta sensibilidade à renda, especialmente no setor têxtil.
Compradores adotam postura cautelosa
Diante da combinação de preços elevados e incertezas logísticas, econômicas e geopolíticas, os compradores têm atuado com maior cautela.
As fiações, principais consumidoras da fibra, operam com estoques mais curtos, refletindo uma estratégia mais conservadora nas aquisições e contribuindo para limitar avanços mais expressivos nas cotações.
Duração do conflito impõe viés negativo
Apesar do suporte proporcionado pelo petróleo, a prolongação do conflito internacional começa a pesar mais sobre o mercado.
O ambiente de incerteza prolongada imprime um viés mais negativo aos preços do algodão, que giram ao redor de 68 centavos de dólar por libra-peso.
Seca nos Estados Unidos sustenta preços
Outro fator relevante é a preocupação com a próxima safra norte-americana. Uma seca significativa atinge grande parte do cinturão produtor dos Estados Unidos, elevando os riscos para a produção.
Esse fator climático atua como suporte adicional para os preços do algodão no mercado futuro de Nova York.
Algodão recua menos que o petróleo
Mesmo com a queda recente do petróleo tipo WTI, de cerca de 11% desde 20 de março, o algodão registrou recuo mais moderado, de aproximadamente 2% no mesmo período.
Esse movimento reflete o suporte vindo das condições climáticas nos Estados Unidos, além de uma correlação ainda relativamente limitada entre as duas commodities, atualmente em torno de 54%.
Perspectivas
O mercado de algodão deve seguir sensível a fatores externos, como o cenário geopolítico, o comportamento do petróleo e as condições climáticas nos Estados Unidos.
A tendência é de manutenção da volatilidade, com sustentação pontual nos preços, mas com limitações impostas pela demanda mais cautelosa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Títulos privados do agro movimentam R$ 580,78 bilhões em CPR no início da safra 2026/27
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou as finanças privadas do agro. Em julho de 2026, os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR) totalizaram R$ 580,78 bilhões, distribuídos em 372 mil cédulas, com ticket médio de R$ 1,56 milhão. Considerando apenas os títulos emitidos em julho, primeiro mês da safra 2026/27, foram registrados R$ 37,53 bilhões em novas CPR.
Os estoques de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 560,37 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,22 bilhões, precisa ser reaplicado no financiamento do setor agropecuário. Desse montante, pelo menos 45%, ou R$ 151,30 bilhões, precisa ser direcionado ao crédito rural oficial. Os valores consideram recursos destinados à safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.
Em julho, os estoques de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e de Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) foram de R$ 174,20 bilhões e R$ 30,21 bilhões, respectivamente.
No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), considerando os dados de junho de 2026, o patrimônio líquido totalizou R$ 64,13 bilhões, distribuídos em 285 fundos.
Os dados são do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.
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