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Alta nos custos da aviação agrícola pode pressionar preços dos alimentos no Brasil
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O aumento nos custos da aviação agrícola, impulsionado principalmente pela alta dos combustíveis, começa a gerar efeitos em toda a cadeia produtiva do agronegócio. O cenário acende um alerta para possíveis reflexos nos preços dos alimentos e na economia brasileira, mesmo com movimentos pontuais de queda registrados recentemente.
Combustíveis lideram alta de custos na aviação agrícola
Levantamento realizado em abril de 2026 pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG), com 30 empresas em nove estados, aponta forte elevação nos principais combustíveis utilizados no setor.
A gasolina de aviação (AVGAS) registrou aumento médio de 67,3%, passando de R$ 8,36 para R$ 13,99. Já o querosene de aviação (QAV) teve alta de 51,6%, subindo de R$ 5,58 para R$ 8,46.
Outros combustíveis apresentaram variações mais moderadas:
- Etanol: alta de 6,9%
- Diesel: aumento de 7,7%
Como a maior parte da frota agrícola depende de AVGAS e QAV, os impactos são mais significativos nas operações com aeronaves tripuladas.
Custos operacionais sobem e repasse já chega ao produtor
Com o avanço nos preços dos combustíveis, as empresas de aviação agrícola registraram aumento nos custos operacionais entre 14% e 40%, com média próxima de 25%.
Esse movimento já começa a ser repassado ao campo. Em algumas regiões, os reajustes nos serviços prestados ultrapassam 10%, elevando o custo das operações agrícolas que dependem de aplicação aérea, como pulverização e semeadura.
Inflação do setor indica nova pressão de alta
Apesar de o índice de inflação da aviação agrícola ter apresentado queda em fevereiro, a estimativa para março aponta forte elevação.
O avanço é atribuído principalmente à valorização do câmbio e ao encarecimento dos insumos energéticos, fatores que aumentam a pressão inflacionária sobre o setor e indicam tendência de continuidade no curto prazo.
Impactos se estendem por toda a cadeia do agronegócio
Os efeitos do aumento de custos não se restringem às empresas de aviação agrícola. O setor atende regiões estratégicas, responsáveis por grande parte da produção nacional.
Com mais de 40% das exportações brasileiras concentradas em produtos agropecuários, a elevação dos custos operacionais tende a impactar diretamente:
- Os preços internos dos alimentos
- A competitividade do agronegócio brasileiro
- O desempenho da balança comercial
Perspectiva: pressão silenciosa pode chegar ao consumidor
Embora ainda pouco perceptível no dia a dia do consumidor, a alta nos custos da aviação agrícola representa uma pressão relevante e gradual sobre o sistema produtivo.
A tendência é que, caso o cenário de combustíveis elevados persista, os impactos avancem ao longo da cadeia, podendo resultar em alimentos mais caros e maior pressão inflacionária nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do suíno vivo segue pressionado pela oferta elevada e preocupa produtores
O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com preços estáveis a mais baixos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. O cenário continua desafiador para os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas diante da combinação entre oferta elevada e demanda ainda insuficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.
Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor segue pressionado pelo excedente de oferta disponível no mercado interno e pelo comportamento cauteloso da indústria frigorífica, que mantém postura conservadora nas compras.
De acordo com o analista Allan Maia, a comercialização permanece lenta, refletindo diretamente na formação dos preços do suíno vivo. Os frigoríficos acompanham o desempenho da carne suína no atacado, que continua apresentando pouca movimentação e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.
Expectativa de melhora no consumo nas próximas semanas
Apesar das dificuldades atuais, agentes do mercado mantêm perspectivas mais favoráveis para o consumo nas próximas semanas. Entre os fatores que podem estimular a demanda estão a entrada de salários na economia, a maior competitividade da carne suína frente à carne bovina, as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do país e a aproximação da Copa do Mundo.
A carne suína tem ganhado espaço nas escolhas dos consumidores devido à diferença de preços em relação à proteína bovina, o que pode contribuir para um aumento das vendas no varejo e no atacado.
Ainda assim, a preocupação entre os suinocultores permanece elevada. O enfraquecimento das cotações tem impactado diretamente a rentabilidade da atividade, aumentando a pressão sobre os custos de produção e reduzindo as margens do setor.
Média nacional do suíno vivo recua
Levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 5,38 para R$ 5,36 ao longo da semana.
No mercado atacadista, a média dos cortes de carcaça permaneceu em R$ 8,83 por quilo, enquanto o pernil registrou preço médio de R$ 11,40 por quilo.
Entre os principais estados produtores, as cotações apresentaram comportamento predominantemente estável, com algumas quedas pontuais.
Cotações regionais do suíno vivo
- São Paulo: arroba recuou de R$ 102,00 para R$ 101,00;
- Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 5,70/kg; mercado independente caiu de R$ 5,20 para R$ 5,10/kg;
- Santa Catarina: integração mantida em R$ 5,70/kg; mercado independente passou de R$ 5,05 para R$ 5,00/kg;
- Paraná: estabilidade em R$ 5,00/kg no mercado livre e R$ 5,75/kg na integração;
- Mato Grosso do Sul: queda de R$ 5,15 para R$ 5,10/kg em Campo Grande; integração mantida em R$ 5,65/kg;
- Goiás: recuo de R$ 5,35 para R$ 5,25/kg;
- Minas Gerais: estabilidade em R$ 5,60/kg no interior e R$ 5,80/kg no mercado independente;
- Mato Grosso: estabilidade em R$ 5,50/kg em Rondonópolis e R$ 5,70/kg na integração.
Exportações de carne suína mantêm crescimento em volume
Apesar da desaceleração observada em maio na comparação com meses anteriores, as exportações brasileiras de carne suína continuam apresentando resultados positivos.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques de carne suína in natura geraram receita de US$ 278,27 milhões durante os 20 dias úteis de maio. A média diária foi de US$ 13,91 milhões.
O volume exportado alcançou 111,16 mil toneladas no período, com média diária de 5,56 mil toneladas. Já o preço médio da carne embarcada ficou em US$ 2.503,30 por tonelada.
Na comparação com maio de 2025, houve:
- Crescimento de 1,4% na receita média diária;
- Aumento de 4,9% no volume médio diário exportado;
- Redução de 3,3% no preço médio por tonelada.
Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda
O desempenho das exportações continua sendo um importante fator de sustentação para a suinocultura brasileira. No entanto, especialistas avaliam que uma recuperação mais consistente dos preços dependerá principalmente de um melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.
Enquanto isso, produtores acompanham com atenção o comportamento do consumo interno e a evolução dos embarques internacionais, na expectativa de que esses fatores contribuam para reduzir a pressão sobre as cotações do suíno vivo nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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