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ANPII Bio lidera construção coletiva para regulamentação da Lei dos Bioinsumos no Brasil
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Avanço na regulamentação da Lei nº 15.070
Desde a sanção da Lei nº 15.070, a chamada Lei dos Bioinsumos, no final de 2024, a agricultura brasileira deu um importante passo para regulamentar a produção, comercialização e uso desses insumos. Para que a norma tenha eficácia técnica e jurídica, sua regulamentação vem sendo construída em parceria entre governo, indústria e produtores rurais. A ANPII Bio (Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos) tem papel central nesse processo, promovendo diálogo e articulação com toda a cadeia produtiva.
Reuniões técnicas e envolvimento dos associados
Desde o início de 2025, a ANPII Bio realizou 17 reuniões técnicas que reúnem os principais tomadores de decisão das empresas associadas. Com uma participação média de 61% das associadas efetivas, o processo colaborativo fortalece a representatividade técnica da entidade e permite o desenvolvimento de propostas sólidas a serem apresentadas ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
“Seguiremos com uma agenda intensa, pois acreditamos que a regulamentação será mais eficaz com base no conhecimento compartilhado. Esse engajamento possibilita construir uma proposta equilibrada, que impulsione a inovação mantendo a segurança e qualidade técnica no campo”, explica Júlia Emanuela de Souza, diretora de relações institucionais da ANPII Bio.
Comissões especializadas para abordagem técnica
As discussões são organizadas mensalmente em três frentes, garantindo foco técnico:
- Comissão Regulatória de Agentes Biológicos de Controle: trata do registro de biodefensivos, produtos multifuncionais e controle de qualidade;
- Comissão Regulatória de Inoculantes: foca em normativas para eficácia de inoculantes no solo e plantas;
- Comissão Fiscal e Tributária: aborda questões econômicas e fiscais, buscando ambiente mais competitivo.
Além disso, o Núcleo Especializado de Trabalho (NET) se reúne quinzenalmente para aprofundar debates e elaborar propostas baseadas em evidências científicas, com participação de 75% das empresas associadas em março.
Prioridades da regulamentação
Entre os pontos já destacados pela ANPII Bio estão:
- Procedimentos mais ágeis e menos burocráticos para registro de novos produtos;
- Criação de um registro único para bioinsumos multifuncionais;
- Linhas de financiamento com juros reduzidos para produtores que adotem essas tecnologias.
A associação também defende que a legislação reconheça as particularidades dos produtos biológicos, considerando seus modos múltiplos de ação e interação natural no ambiente agrícola, ampliando assim o acesso a tecnologias sustentáveis e inovadoras.
Diálogo com a cadeia produtiva e eventos
Além das reuniões internas, a ANPII Bio intensificou o diálogo com a cadeia produtiva por meio de eventos relevantes em 2025:
- Workshop Bioinsumos e Inovação: reuniu indústria, pesquisadores, reguladores (ANVISA, MAPA), universidades e institutos para discutir metodologias de análise, controle de qualidade e inovações regulatórias;
- Executive Dinner em Brasília: reuniu mais de 100 participantes, incluindo parlamentares, autoridades do Executivo, lideranças do setor e entidades como CNA, ABRAPA e APROSOJA, fortalecendo o compromisso com políticas públicas que favoreçam o setor.
Crescimento do mercado de bioinsumos no Brasil
De acordo com dados da ANPII Bio, o setor movimentou R$ 5,7 bilhões na última safra, com 156 milhões de hectares tratados. A expectativa é um crescimento de 60% até o fim da década, ultrapassando R$ 9 bilhões em vendas. As indústrias associadas projetam expansão anual de 12,4% para inoculantes e 20,4% para biodefensivos, impulsionadas por tecnologias como bioinseticidas e inoculantes solubilizadores de nutrientes.
Segundo levantamento da DunhamTrimmer LLC International Bio Intelligence, o Brasil já responde por 11,3% do consumo mundial desses produtos.
Visão para o futuro do setor
“Estamos em um momento decisivo para consolidar um setor que representa uma nova forma de pensar a agricultura brasileira — mais sustentável, eficiente e tecnológica. A regulamentação adequada permitirá transformar esse potencial em realidade concreta para produtores e para o país”, conclui Júlia Emanuela de Souza.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Crédito rural e renegociação de dívidas ganham destaque com juros elevados e linhas a partir de 2% ao ano
A elevação da taxa Selic para 15% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) reforça o cenário de juros elevados no Brasil e amplia o impacto sobre o crédito rural e o endividamento no agronegócio. Com isso, o país passa a ocupar a vice-liderança global em juros reais, atrás apenas da Argentina, segundo levantamento do Portal MoneYou.
A decisão do Banco Central tem como objetivo conter a inflação por meio do encarecimento do crédito e da redução da demanda na economia. No entanto, o movimento também afeta diretamente produtores rurais que contrataram financiamentos nos últimos anos para custeio de safra, aquisição de máquinas, implementos e expansão de áreas produtivas.
Selic elevada encarece crédito e pressiona produtores rurais
Com a taxa básica de juros em patamar elevado, empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros. Em alguns casos, operações de crédito rural já contratadas podem sofrer reajustes, especialmente aquelas indexadas a taxas variáveis.
O aumento dos juros, apesar de contribuir para o controle inflacionário, também reduz o ritmo de investimentos no setor produtivo, já que encarece o capital e impacta diretamente a capacidade de expansão dos negócios no campo.
Nesse cenário, produtores rurais passam a avaliar alternativas como renegociação, alongamento de prazos e quitação antecipada de dívidas, dependendo das condições financeiras e da estrutura de cada operação.
Mercado privado amplia opções de crédito rural
Além das linhas oficiais, o produtor rural conta com soluções do mercado financeiro privado, que vêm ganhando espaço como alternativa ao crédito tradicional.
A ConsulttAgro, empresa especializada em captação de recursos para o agronegócio, atua com taxas a partir de 2% ao ano e prazos de até 20 anos para pagamento, voltados à aquisição de terras, maquinários e expansão produtiva.
A empresa mantém parceria com mais de 20 instituições financeiras, incluindo bancos, administradoras de crédito e fundos de investimento, com foco na estruturação de operações personalizadas para diferentes perfis de produtores.
Segundo representantes da consultoria, o processo de análise considera fatores como garantias, faturamento e necessidade do cliente, buscando adequar taxa, prazo e custo total da operação ao perfil de cada produtor rural.
Garantias e perfil do produtor definem condições de crédito
Especialistas do setor destacam que a estrutura de garantias é um dos principais fatores para a obtenção de melhores condições de financiamento. Dependendo da linha de crédito, podem ser exigidas garantias proporcionais ao valor financiado, variando conforme o risco da operação.
A recomendação é que o produtor apresente informações claras e organizadas desde o início da negociação, o que contribui para maior agilidade na análise e melhores condições de contratação.
Crédito rural privado cresce com demanda por alternativas
O aumento da demanda por crédito estruturado tem impulsionado empresas especializadas no setor. Em 2024, operações privadas voltadas ao agronegócio movimentaram R$ 1,6 bilhão, com valores que variam de R$ 150 mil a R$ 150 milhões por operação.
Além de aquisição de áreas rurais, essas linhas também atendem investimentos em infraestrutura, máquinas e expansão produtiva, ampliando o acesso a capital fora do sistema bancário tradicional.
Gestão financeira se torna estratégica no agronegócio
Com juros elevados e maior pressão sobre o custo do crédito, a gestão financeira ganha papel central na sustentabilidade das propriedades rurais. A escolha entre renegociar dívidas, alongar prazos ou buscar novas linhas de financiamento depende diretamente do planejamento de cada produtor.
Em um cenário de Selic elevada e crédito mais restrito, a busca por alternativas mais competitivas se torna uma estratégia essencial para manter a competitividade e garantir a continuidade dos investimentos no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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