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BNDES apoia o desenvolvimento do agronegócio
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), reconhecendo essa importância do agronegócio, tem sido um forte apoiador do desenvolvimento da produção.
Com quase 20% da força de trabalho do Brasil empregada no ramo agropecuário e a produção agrícola representando cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do país, fica claro o peso e a relevância desse segmento para a economia nacional.
O BNDES desempenha um papel crucial nesse contexto, oferecendo linhas de crédito ao longo de todo o ano para a cadeia produtiva do agronegócio, priorizando os produtores rurais e suas cooperativas. No recente Plano Safra de 2023, o BNDES já injetou mais de R$ 20 bilhões em financiamentos destinados a esses agentes, contribuindo para impulsionar o desenvolvimento e a produtividade no campo.
Uma das vertentes importantes do apoio do BNDES é o reconhecimento do cooperativismo como um sistema econômico significativo para o progresso do setor agropecuário. Para atender às necessidades específicas dos produtores cooperados, o banco disponibiliza linhas de crédito dedicadas, como a linha BNDES Crédito Rural Cooperativas.
Essa linha especial destina recursos para capital de giro às cooperativas de produtores rurais em todo o país, oferecendo condições especiais para fortalecer e impulsionar suas atividades:
- Taxas de juros pré e pós-fixadas.
- Possibilidade de indexação da dívida em variação do dólar para quem possui receita na mesma moeda, com condições exclusivas.
- Prazo de pagamento de até 5 anos e carência de até 1 ano.
O BNDES reforça sua missão de contribuir para o crescimento sustentável do agronegócio brasileiro, oferecendo suporte financeiro e condições favoráveis para impulsionar a produtividade, a inovação e a competitividade nesse setor tão vital para a economia do país.
Fonte: Pensar Agro
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Brasil avança na OMC em negociações sanitárias para abertura de mercados
O Brasil obteve avanços nas negociações sanitárias e fitossanitárias para a abertura e ampliação de mercados durante a 95ª reunião do Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizada entre os dias 22 e 26 de junho, em Genebra, na Suíça. A atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) incluiu 17 reuniões bilaterais com países estratégicos para o agronegócio brasileiro, contribuindo para destravar negociações, atualizar certificados sanitários e fortalecer o comércio internacional de produtos agropecuários.
A delegação brasileira foi composta pela adida agrícola do Brasil junto à OMC, Andréa Moura; pelo coordenador de Temas Multilaterais da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, César Vandesteen; pelo auditor fiscal federal agropecuário Bernardo Todeschini; e pelos diplomatas do MRE que atuam na OMC, Diego Fernandes Alfieri e Paulo Henrique Moraes Tapajós.
No âmbito do Comitê SPS, o Brasil tratou diretamente com parceiros comerciais de temas que impactam o acesso de produtos agropecuários aos mercados internacionais. As reuniões bilaterais tiveram como foco o avanço de negociações sanitárias pendentes, a ampliação de mercados, a atualização de certificados sanitários internacionais e a defesa dos interesses do agronegócio brasileiro.
Entre os principais resultados, a Ucrânia sinalizou a possibilidade de realizar, ainda em setembro deste ano, uma auditoria no sistema brasileiro de inspeção. A medida representa uma etapa importante para a retomada das exportações brasileiras de carne suína ao país europeu, suspensas desde 2018.
Também houve avanços nas tratativas com o Canadá, que confirmou a realização de uma auditoria no início de outubro para o reconhecimento da regionalização brasileira para Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e Doença de Newcastle. A iniciativa permitirá dar continuidade às negociações para a atualização dos Certificados Sanitários Internacionais aplicáveis às exportações brasileiras de carne de aves, processo conduzido pelo Brasil desde 2023.
Ao longo da semana, também foram discutidas 13 Preocupações Comerciais Específicas (PCEs), instrumento utilizado pelos membros da OMC para buscar esclarecimentos sobre medidas sanitárias e fitossanitárias que possam afetar o comércio internacional. Aproximadamente metade das PCEs é solucionada em até dois anos. Por privilegiar o diálogo técnico entre os países-membros, o mecanismo consolidou-se como uma importante ferramenta para prevenir disputas comerciais, apoiar a abertura de mercados e defender os interesses do agronegócio brasileiro.
Sobre o Comitê SPS
O Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) é o principal foro internacional para discutir medidas sanitárias e fitossanitárias que afetam o comércio de produtos agropecuários. Seu objetivo é assegurar que as medidas adotadas para proteger a saúde humana, animal e vegetal sejam fundamentadas em critérios científicos e não constituam barreiras injustificadas ao comércio internacional.
O Brasil mantém atuação ativa no Comitê SPS e atualmente é o segundo país que mais apresenta notificações ao colegiado, atrás apenas dos Estados Unidos. Essa atuação contribui para ampliar a transparência, a previsibilidade e a segurança jurídica das regras aplicadas ao comércio internacional de produtos agropecuários.
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