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BNDES investe R$ 85,8 milhões na Bioo para ampliar produção de biometano e impulsionar economia verde
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta segunda-feira (24), um investimento direto de R$ 85,8 milhões na Bioo Investimentos e Participações S.A., realizado por meio de sua subsidiária integral, a BNDES Participações S.A. (BNDESpar). A operação marca a retomada da atuação do banco em renda variável, com foco em projetos ligados à economia verde e inovação tecnológica.
Com o aporte, o BNDES passará a deter 19,9% do capital social da Bioo, consolidando-se como um dos principais apoiadores do avanço da economia de baixo carbono no país.
Bioo: tecnologia para transformar resíduos em energia limpa
A Bioo atua como uma plataforma de biossoluções, especializada no recebimento e tratamento de resíduos orgânicos da agroindústria. Por meio de processos tecnológicos avançados, a empresa converte esses resíduos em biometano, CO₂ biogênico e biofertilizantes, garantindo uma destinação ambientalmente correta e agregando valor econômico aos subprodutos gerados.
Novas plantas vão ampliar produção de biometano no Brasil
O investimento do BNDES, somado ao aporte da Flying Rivers Capital — gestora voltada a investimentos climáticos criada a partir da vertical de clima da eB Capital —, será destinado à execução do Plano de Negócios da Bioo.
O objetivo é implantar duas novas Centrais de Tratamento Integrado de Resíduos (CTIR) em regiões com alta geração de resíduos e demanda crescente por energia renovável e insumos sustentáveis.
A primeira planta da empresa, localizada em Triunfo (RS), iniciou operações no segundo semestre de 2025, com fornecimento de biometano à Sulgás em contrato de longo prazo.
Contribuição para a transição ecológica
De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a parceria reforça o compromisso da instituição com a transição ecológica justa e sustentável.
“Com esse investimento, o BNDES contribui para uma destinação mais sustentável dos resíduos. Cada planta de biometano da Bioo poderá reduzir emissões de CO₂ em volume equivalente ao consumo energético anual de até 20 mil residências”, destacou Mercadante.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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