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Boi gordo: arroba sobe em São Paulo e Minas Gerais com oferta limitada
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O mercado do boi gordo registrou firmeza em São Paulo nos últimos dias. A oferta de animais para abate esteve reduzida, reflexo da estratégia de parte dos pecuaristas que aguardam melhores preços antes de negociar. Esse cenário de menor disponibilidade pressionou positivamente as cotações, permitindo a recuperação das perdas recentes.
Com isso, os preços da arroba do boi gordo comum, do “boi China” (destinado à exportação) e da novilha subiram R$ 5,00 por arroba, enquanto a vaca gorda teve valorização de R$ 3,00 por arroba. As escalas de abate dos frigoríficos em São Paulo estavam, em média, programadas para sete dias.
Minas Gerais: oferta enxuta e preços em alta no Norte do estado
Em Minas Gerais, a maior parte das regiões também apresentou oferta reduzida de animais terminados, o que manteve as escalas de abate curtas. Para conseguir completar suas programações, os compradores elevaram os preços ofertados.
Na região Norte mineira, as cotações do boi gordo e da novilha subiram R$ 5,00 por arroba, enquanto o valor da vaca gorda permaneceu estável.
Perspectiva de curto prazo
A firmeza do mercado deve continuar enquanto a oferta permanecer limitada. A expectativa de melhora nos preços mantém pecuaristas cautelosos nas negociações, o que tende a sustentar os valores da arroba no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil
Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.
As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.
Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.
No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.
No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.
O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.
Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.
Fonte: Pensar Agro

