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Boletim aponta condições climáticas de abril para a safra 2024/25

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Conab divulga Boletim de Monitoramento Agrícola

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta semana, a edição de abril do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), reunindo dados e informações parciais sobre as condições climáticas nas lavouras do país.

Chuvas favorecem Norte e parte do Centro-Oeste e Sudeste

Nas três primeiras semanas de abril, os maiores volumes de precipitação concentraram-se na região Norte, beneficiando os cultivos de primeira e segunda safras. No Nordeste, porém, observou-se restrição hídrica em algumas áreas, especialmente no Semiárido.

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, as chuvas foram, em geral, suficientes para manter a umidade do solo. Exceções ocorreram em partes de São Paulo e Minas Gerais, onde a escassez hídrica impactou o desenvolvimento do milho segunda safra.

Já na região Sul, apesar da irregularidade das chuvas, as temperaturas mais amenas ajudaram a reduzir a perda de umidade no solo.

Índice de vegetação aponta bom desenvolvimento do milho

Os dados espectrais indicam condições favoráveis para o desenvolvimento do milho segunda safra nos principais estados produtores. Atualmente, o Índice de Vegetação (IV) da safra 2024/25 encontra-se acima da média e do registrado na safra anterior na maioria dos estados.

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Entretanto, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná apresentaram uma desaceleração no crescimento do IV, reflexo da irregularidade das precipitações. No Rio Grande do Sul, o índice evoluiu abaixo da safra passada e da média histórica desde janeiro, devido aos impactos das intempéries no desenvolvimento da soja.

Colheita do arroz avança e produtividade é considerada boa

O boletim também mostra que a colheita do arroz está adiantada nos principais estados produtores. No Rio Grande do Sul, apesar da boa produtividade das lavouras, a qualidade dos grãos é heterogênea. Em Santa Catarina, as condições climáticas foram favoráveis ao longo do ciclo, resultando em grãos de boa qualidade e produtividade satisfatória.

No Tocantins, a colheita já alcança mais de 60% das áreas produtoras. As lavouras cultivadas em várzeas, em sucessão à soja, apresentam boa sanidade.

Parceria entre instituições fortalece o monitoramento

O Boletim de Monitoramento Agrícola é uma publicação mensal elaborada a partir da colaboração entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam). A coleta e análise de dados contam também com a contribuição de agentes de campo, que reforçam a precisão das informações divulgadas.

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Boletim de monitoramento

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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