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Boletim do Leite do Cepea de julho revela queda no valor pago ao produtor e movimentações variadas no mercado de lácteos

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Segundo o Boletim do Leite do Cepea referente a julho, o preço do leite captado em maio fechou em R$ 2,6431 por litro na “média Brasil”. Esse valor representa uma queda de 3,9% em relação a abril de 2025 e de 7,4% comparado a maio de 2024, considerando valores reais (deflacionados pelo IPCA de maio). Embora atípica para a época do ano, a redução era prevista pelo setor, influenciada pelo aumento da oferta de leite e pela menor demanda por produtos lácteos nas etapas finais da cadeia produtiva.

Preços dos lácteos apresentam movimentos distintos em junho

A pesquisa do Cepea, em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), indicou comportamentos variados nos preços dos lácteos no atacado paulista em junho. O leite em pó desvalorizou 2,2%, fechando a R$ 30,93 por kg. Por outro lado, a muçarela teve alta de 2,01%, cotada a R$ 34,49 por kg. O leite UHT manteve estabilidade, com leve alta de 0,04%, sendo negociado a R$ 4,35 por litro.

Exportações e importações recuam em junho, mas superam volumes do ano anterior

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Em junho, as exportações brasileiras de lácteos caíram 30,29% em relação a maio, enquanto as importações recuaram 1,47%. No entanto, comparado a junho de 2024, os embarques tiveram crescimento de 3,15% e as compras aumentaram 7,19%. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram analisados pelo Cepea.

Custos de produção sobem em média no país, com variações regionais

Os custos de produção do leite registraram alta de 0,55% no Custo Operacional Efetivo (COE) na média nacional em junho. Entretanto, o comportamento regional variou: houve aumento nos custos em Minas Gerais, Paraná e Bahia, enquanto Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás apresentaram queda nos custos nesse período.

Boletim do Leite

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Seca no Paraná deve reduzir produtividade e qualidade da batata, aponta Cepea

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A safra de batata no Paraná enfrenta desafios climáticos que podem impactar diretamente a produtividade e a qualidade dos tubérculos. Segundo análise do Cepea, a baixa incidência de chuvas desde o início do cultivo tende a comprometer o desenvolvimento das lavouras, especialmente nas áreas sem irrigação.

Plantio da safra das secas segue cronograma na maior parte das regiões

Nas principais regiões produtoras do estado — Curitiba, Irati e Ponta Grossa — o plantio da safra das secas ocorreu dentro do cronograma previsto. As atividades tiveram início em janeiro, com maior intensidade em fevereiro e finalização em meados de março.

A exceção foi São Mateus do Sul, onde o plantio sofreu atraso em fevereiro devido às altas temperaturas. Como consequência, houve um aumento de cerca de 15% da área cultivada em março. A colheita está prevista para começar em maio.

Falta de chuva e má distribuição hídrica preocupam produtores

Desde o início do ciclo, o volume de chuvas tem se mantido abaixo da média histórica, além de apresentar má distribuição ao longo das regiões produtoras.

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Como grande parte das áreas não conta com sistemas de irrigação, a deficiência hídrica tende a afetar o desenvolvimento das plantas e a formação dos tubérculos, elevando o risco de perdas na produtividade e na qualidade da batata.

Incidência de pragas aumenta com condições climáticas adversas

Outro fator de preocupação é o aumento na incidência de pragas. A escassez de chuvas, combinada com as condições climáticas, favoreceu a presença de insetos como mosca-branca, minadora e vaquinha desde o início do ciclo.

Esse cenário foi agravado pela migração dessas pragas de culturas vizinhas, como soja e feijão, para as lavouras de batata. Ainda assim, em comparação ao ano anterior, a incidência de mosca-branca foi observada em menor intensidade.

Doenças também são registradas nas lavouras

Além das pragas, produtores relataram casos de alternaria nas plantações. A ocorrência da doença pode estar associada a falhas no manejo da irrigação, mesmo em um cenário de baixa disponibilidade hídrica.

Expectativa é de impacto na safra paranaense

Diante das condições climáticas adversas e dos desafios fitossanitários, a expectativa é de que a safra de batata no Paraná apresente queda na produtividade e possível comprometimento da qualidade dos tubérculos.

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O cenário reforça a importância de estratégias de manejo mais eficientes para mitigar os impactos do clima e das pragas ao longo do ciclo produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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