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Bolsa de Hong Kong e ações chinesas fecham em alta com valorização de chips e possível intervenção estatal
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Recuperação nos mercados acionários da China e de Hong Kong
As bolsas da China continental e de Hong Kong encerraram o pregão desta sexta-feira (11) em alta, revertendo as perdas observadas no início do dia. O movimento foi impulsionado principalmente pela valorização de ações do setor de semicondutores e pela expectativa de compras por parte do Estado, em meio à intensificação da guerra comercial com os Estados Unidos.
Desempenho dos principais índices
- Xangai: O índice de referência registrou avanço de 0,45%, fechando aos 3.238 pontos.
- CSI300: Composto pelas maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, o índice subiu 0,41%, alcançando 3.750 pontos.
- Hong Kong: O índice Hang Seng encerrou em alta de 1,13%, aos 20.914 pontos, após ter recuado até 1,2% durante a sessão.
- Setor de tecnologia: O subíndice de tecnologia de Hong Kong teve valorização de 1,8%.
Impulso do setor de semicondutores
O desempenho positivo do setor de tecnologia foi liderado pelas ações de fabricantes de chips, que estiveram entre os maiores destaques do dia:
- Hua Hong Semiconductor: As ações chegaram a subir mais de 20% ao longo do pregão e fecharam com alta de 14%.
- SMIC (Semiconductor Manufacturing International Corporation): A empresa encerrou o dia com valorização de 6%.
Essa recuperação ajudou a conter as perdas acumuladas durante a semana, provocadas pelas tensões comerciais entre China e Estados Unidos, que continuam a abalar o sentimento dos investidores globais.
Maiores perdas semanais em meses
Apesar do alívio nesta sexta-feira, os mercados ainda acumulam resultados negativos na semana:
- Hang Seng: Perdeu 8,5% no acumulado semanal, o maior recuo desde fevereiro de 2018.
- CSI300: Registrou a maior queda semanal em quatro meses.
Desempenho de outras bolsas asiáticas
Além dos mercados chineses, outras praças da Ásia apresentaram resultados variados no encerramento do pregão:
- Tóquio (Nikkei): Queda de 2,96%, aos 33.585 pontos.
- Seul (Kospi): Baixa de 0,50%, fechando em 2.432 pontos.
- Taiwan (Taiex): Alta expressiva de 2,78%, atingindo 19.528 pontos.
- Cingapura (Straits Times): Recuo de 1,83%, aos 3.512 pontos.
- Sydney (S&P/ASX 200): Desvalorização de 0,82%, encerrando em 7.646 pontos.
Cenário permanece volátil
A expectativa de intervenção estatal na China trouxe algum alívio aos mercados nesta sexta-feira, mas o ambiente global segue instável devido às incertezas provocadas pela escalada das tensões comerciais entre Pequim e Washington. A valorização pontual de setores estratégicos, como o de chips, foi fundamental para conter perdas mais acentuadas, mas os investidores seguem atentos aos desdobramentos do conflito comercial e seus impactos sobre a economia mundial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Importação recorde de fertilizantes no Brasil em 2025 não impede alta de custos na produção agrícola
O Brasil registrou em 2025 um novo recorde na importação de fertilizantes, alcançando 45,5 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do avanço no volume importado, o cenário não trouxe alívio significativo aos custos de produção no campo, que continuam elevados e sensíveis às oscilações do mercado internacional.
O resultado confirma a forte dependência do agronegócio brasileiro de insumos externos e reforça a importância do planejamento estratégico de compra por parte dos produtores rurais, especialmente em culturas de grande escala como soja, milho, cana-de-açúcar, algodão e café.
Brasil bate recorde de importação de fertilizantes
De acordo com a Conab, o volume importado em 2025 superou o recorde anterior de 2024, quando o país havia adquirido 44,28 milhões de toneladas. O crescimento foi de 1,22 milhão de toneladas, equivalente a alta de 2,68% na comparação anual.
O desempenho reforça a relevância dos fertilizantes na sustentação da produção agrícola nacional, mas também evidencia a exposição do setor às condições do mercado global, incluindo preços internacionais, logística marítima e variações cambiais.
Portos concentram entrada de fertilizantes e Arco Norte ganha espaço
A entrada dos insumos segue concentrada nos principais corredores logísticos do país. O Porto de Paranaguá liderou as importações em 2025, com 10,89 milhões de toneladas movimentadas.
Em seguida aparecem o Porto de Santos, com 8,42 milhões de toneladas, e os portos do Arco Norte, que somaram 8,27 milhões de toneladas no período.
O crescimento da participação do Arco Norte chama atenção por indicar uma mudança gradual na logística de distribuição de fertilizantes no Brasil, aproximando o fluxo de insumos das novas fronteiras agrícolas e também das rotas de exportação de grãos.
Fertilizantes seguem como principal fator de custo no campo
Mesmo com maior oferta disponível, o fertilizante continua entre os principais componentes do custo de produção agrícola. Isso ocorre porque o preço final pago pelo produtor é influenciado por múltiplos fatores, como câmbio, frete internacional, logística interna, crédito rural e momento da compra.
Na prática, a variação do preço dos adubos impacta diretamente a rentabilidade das lavouras. Quando os insumos sobem, o produtor precisa de mais sacas de soja ou milho para cobrir o mesmo custo de produção, comprimindo margens em cenários de preços agrícolas mais baixos.
Timing de compra influencia custo da safra 2025/2026
Um levantamento do Projeto Campo Futuro, realizado pela CNA/Senar em parceria com o Cepea/Esalq, mostra que o momento da compra dos fertilizantes foi decisivo para o custo da safra 2025/2026 em diversas regiões do país.
Segundo o estudo, produtores que adiaram a aquisição de insumos entre janeiro e abril e realizaram compras entre maio e julho enfrentaram aumento expressivo nos custos de adubação, em alguns casos superiores a 18%.
A postergação das compras coincidiu com um período de preços mais altos no mercado, ampliando o impacto sobre o orçamento das propriedades rurais.
Diferença de custos varia entre regiões produtoras
O levantamento apontou variações relevantes no custo da adubação em diferentes polos agrícolas do país:
- Carazinho (RS): alta de 6,11%, com o formulado 02-23-23 passando de R$ 858,00 para R$ 910,50 por hectare
- Cascavel (PR): aumento de 8,5%, com o 02-20-20 subindo de R$ 820,20 para R$ 889,90 por hectare
- Rio Verde (GO): alta de 7,78% no uso de cloreto de potássio e supersimples
- Sorriso (MT): crescimento de 5,13% no formulado 00-18-18
- Maracaju (MS): maior variação do estudo, com aumento de 18,27% no custo com MAP e cloreto de potássio
Em Maracaju, o impacto foi mais expressivo. Para uma propriedade de 1.000 hectares, o custo adicional estimado ultrapassou R$ 216 mil, equivalente a cerca de 1.963 sacas de soja.
Pressão de custos afeta rentabilidade e decisão do produtor
O aumento no custo dos fertilizantes exige maior produtividade ou preços mais altos de venda para manter a rentabilidade das lavouras. No entanto, variáveis como clima, câmbio, demanda global e condições de mercado dificultam o controle dessas margens pelo produtor.
Diante disso, o planejamento de compras de insumos se tornou uma decisão estratégica dentro do sistema produtivo. A compra antecipada pode reduzir riscos de alta de preços, mas exige maior capital ou acesso a crédito. Já a compra tardia preserva o caixa no curto prazo, porém aumenta a exposição à volatilidade do mercado.
Dependência externa segue como desafio estrutural do setor
O recorde de importação reforça a forte integração do Brasil ao mercado global de fertilizantes. Embora isso garanta abastecimento em larga escala, também aumenta a vulnerabilidade do país a choques externos, como conflitos geopolíticos, variações cambiais e problemas logísticos internacionais.
O Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir essa dependência no longo prazo, mas especialistas destacam que os efeitos dessa estratégia são estruturais e não alteram o cenário imediato enfrentado pelo produtor rural.
Enquanto isso, o custo dos insumos segue como um dos principais desafios para a competitividade do agronegócio brasileiro na safra 2025/2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


