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BR-101 segue como a rodovia mais cara para abastecer, mesmo com queda nos preços dos combustíveis
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Segundo o mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), a BR-101 continua sendo a rodovia com os preços médios mais altos para abastecimento com gasolina, etanol e diesel, mesmo com as reduções registradas ao longo do mês de julho.
O estudo compara os preços praticados em quatro das principais rodovias brasileiras: BR-101, Régis Bittencourt, Presidente Dutra e Fernão Dias, com base em transações reais realizadas nos postos de combustíveis.
Preços na BR-101 continuam elevados
Apesar da leve queda nos preços, os motoristas que trafegaram pela BR-101 ainda enfrentaram os maiores custos:
Diesel comum: R$ 6,08 (sem variação em relação a junho)
- Diesel S-10: R$ 6,19 (queda de 0,32%)
- Gasolina: R$ 6,42 (queda de 0,77%)
- Etanol: R$ 4,91 (queda de 0,61%)
Segundo Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, mesmo com as reduções registradas em julho, a BR-101 permanece como a rodovia com os maiores preços devido a fatores estruturais, como grande extensão, logística mais cara e menor densidade de postos em alguns trechos.
Régis Bittencourt tem os menores preços para diesel e etanol
Entre as rodovias analisadas, a Régis Bittencourt se destacou como a mais econômica para quem abastece com diesel ou etanol:
- Diesel comum: R$ 5,86 (queda de 0,34%)
- Diesel S-10: R$ 5,95 (queda de 0,34%)
- Etanol: R$ 4,29 (queda de 0,92%)
Essa rodovia foi a mais vantajosa para motoristas que buscam economia nesses dois combustíveis.
Presidente Dutra tem a gasolina mais barata
Já para os motoristas que utilizam gasolina, a Presidente Dutra foi a melhor opção no mês de julho:
- Gasolina: R$ 6,14 (estável em relação ao mês anterior)
De acordo com o levantamento da Edenred Ticket Log, a escolha da rota pode impactar significativamente os gastos com combustíveis, sendo essencial para o motorista atento à economia.
Mesmo com queda nos preços, a BR-101 segue como a rodovia mais cara para abastecer entre as principais vias brasileiras monitoradas. Já a Régis Bittencourt e a Presidente Dutra se destacaram como alternativas mais econômicas, conforme os dados do IPTL.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões
As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.
Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.
As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.
No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.
O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.
A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.
A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.
Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.
O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.
A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.
Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.
O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.
Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.
O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.
No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.
Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.
A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.
Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.
Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.
Fonte: Pensar Agro


