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Brasil amplia exportações com novas aberturas de mercado na Malásia e na Coreia do Sul

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Brasil conquista novas aberturas comerciais na Ásia

O governo brasileiro concluiu novas negociações fitossanitárias com a Malásia e a República da Coreia (Coreia do Sul), ampliando o alcance do agronegócio nacional. O anúncio contempla a autorização para exportação de grãos secos de destilaria (DDG) para o mercado malaio e de amêndoas de macaúba e noz-pecã para o mercado coreano.

Esses avanços elevam o número total de novas oportunidades de negócios abertas para o setor agropecuário brasileiro desde o início de 2023 para 491.

Exportação de DDG para a Malásia fortalece a pauta de proteínas

Na Malásia, as autoridades aprovaram a entrada de DDG, um coproduto da produção de etanol a partir de grãos – principalmente milho – conhecido por seu alto teor de proteína, energia e fósforo, sendo amplamente utilizado em rações para bovinos, suínos e aves.

Com mais de 35 milhões de habitantes, a Malásia importou cerca de US$ 1,2 bilhão em produtos agropecuários brasileiros no último ano.

Essa nova abertura comercial se soma a outras conquistas recentes, como as autorizações para exportação de pescados, maçãs, melões, ovo em pó e gergelim, reforçando uma pauta diversificada e atendendo tanto ao setor alimentício quanto ao mercado de turismo e serviços de alimentação do país asiático.

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Coreia do Sul amplia importações de produtos brasileiros

Já a Coreia do Sul aprovou o envio de amêndoas de macaúba e noz-pecã do Brasil. A macaúba, uma palmeira nativa brasileira, possui frutos ricos em óleo com potencial alimentar, cosmético e energético.

A noz-pecã, por sua vez, representa de 3% a 4% do mercado global de nozes e castanhas, com produção crescente no Brasil — especialmente nos estados do Sul. O país é hoje o quarto maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, México e África do Sul.

Em 2024, a Coreia do Sul importou mais de US$ 2,8 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para grãos, carnes e oleaginosas. A inclusão de macaúba e noz-pecã na pauta exportadora reforça o estreitamento das relações bilaterais, que recentemente também resultaram em aberturas para gergelim e couro bovino.

Diversificação fortalece o agronegócio brasileiro

Ao ampliar seus mercados e incluir produtos de diferentes cadeias — de insumos para ração animal a frutos da bioeconomia —, o Brasil reforça sua imagem de fornecedor confiável e gera novas oportunidades para produtores, cooperativas e agroindústrias de várias regiões do país.

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Os resultados refletem o trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que têm atuado para consolidar o posicionamento global do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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CTC apresenta novas variedades de cana adaptadas ao Nordeste em Dia de Campo na Paraíba

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O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) promoveu um Dia de Campo na Usina Japungu, em Santa Rita (PB), para apresentar variedades de cana-de-açúcar desenvolvidas especialmente para as condições de cultivo do Nordeste brasileiro. O encontro reuniu produtores rurais, técnicos, representantes de usinas e especialistas para debater avanços em genética, manejo e inovação voltados ao aumento da produtividade e da competitividade da cultura na região.

A programação foi realizada no Polo de Experimentação do CTC, instalado em parceria com a Usina Japungu, onde os participantes conheceram materiais genéticos já consolidados no mercado regional e novos clones que se encontram em fase avançada de avaliação.

Melhoramento genético atende desafios específicos do Nordeste

Segundo o gerente de Marketing do CTC, Ricardo Neme, as condições edafoclimáticas do Nordeste diferem significativamente das encontradas no Centro-Sul, exigindo um programa de melhoramento genético direcionado às necessidades da região.

De acordo com ele, o objetivo é disponibilizar variedades mais adaptadas aos diferentes ambientes de produção, capazes de oferecer maior estabilidade, produtividade e competitividade aos canaviais nordestinos.

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“O Nordeste apresenta desafios agronômicos bastante particulares. Por isso, investimos continuamente em um programa de melhoramento específico para desenvolver materiais cada vez mais adaptados às condições locais”, destacou.

Variedades e novos clones demonstram elevado potencial produtivo

Durante o evento, foram apresentados materiais amplamente utilizados pelos produtores da região, como as variedades CTC9004M, CTC9006, CTC9007 e TECNA2994, reconhecidas pelo bom desempenho em diferentes ambientes de produção.

Além dessas cultivares, os participantes conheceram clones promissores desenvolvidos exclusivamente para o Nordeste, que vêm apresentando elevado potencial produtivo nas etapas finais do programa de melhoramento genético.

Atualmente, o programa regional do CTC conta com seis clones em fase avançada de desenvolvimento, reforçando o investimento da instituição na geração de tecnologias voltadas às características climáticas e de solo da região.

Manejo adequado potencializa o desempenho das variedades

Além da apresentação dos materiais genéticos, o Dia de Campo promoveu um ambiente de troca de experiências entre pesquisadores, técnicos e produtores rurais.

As discussões abordaram os resultados obtidos em diferentes condições de cultivo, práticas de manejo, estratégias para aumento da produtividade agrícola e formas de explorar todo o potencial genético das novas variedades.

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Segundo o CTC, a adoção de boas práticas de manejo é decisiva para transformar o potencial produtivo das cultivares em ganhos efetivos de rendimento no campo.

Inovação fortalece a competitividade da canavicultura nordestina

A realização do Dia de Campo reforça a estratégia do CTC de aproximar pesquisa e setor produtivo, levando ao campo soluções desenvolvidas para atender às demandas específicas da canavicultura nordestina.

Com investimentos em melhoramento genético e transferência de tecnologia, a instituição busca contribuir para o aumento da eficiência dos sistemas de produção, fortalecendo a competitividade das usinas e dos produtores de cana-de-açúcar da região.

A iniciativa evidencia que a combinação entre genética avançada, manejo adequado e compartilhamento de conhecimento é um dos principais caminhos para elevar a produtividade e ampliar a sustentabilidade da cadeia sucroenergética no Nordeste brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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