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Café, Juventude e Tradição: A Nova Geração do Andradas Café Festival

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De 1º a 4 de maio, a cidade de Andradas, em Minas Gerais, recebe a terceira edição do Andradas Café Festival, um evento que destaca a evolução da cafeicultura local e nacional. Sob o tema “A Nova Geração do Café”, o festival reunirá produtores, baristas, especialistas e entusiastas do café em uma programação diversificada, que inclui palestras, workshops, campeonatos, turismo, gastronomia e, claro, muitas degustações gratuitas.

A prefeita de Andradas, Margot Navarro Graziani Pioli, ressalta o impacto do evento na cidade: “O Andradas Café Festival é mais do que uma simples celebração do café, é um encontro de gerações e saberes. Ver a juventude engajada na produção de cafés especiais é uma prova de que tradição e inovação podem coexistir. É uma honra para nossa cidade ser palco desse movimento, que valoriza nossa cultura, impulsiona a economia local e planta as sementes de um futuro promissor”, afirmou.

Localizada na Região Vulcânica de Minas Gerais, Andradas é conhecida por suas montanhas e pela produção de vinhos, mas tem se destacado cada vez mais no cenário dos cafés especiais. Com altitudes ideais, clima favorável e uma forte tradição no campo, a cidade tem se tornado um centro de inovação, ao unir famílias produtoras e a nova geração de jovens que transformam o futuro da cafeicultura.

Uma Imersão nos Sentidos

O Andradas Café Festival é um convite para vivenciar a cidade e o café de uma forma única. Durante os dias de evento, Andradas se transforma na “capital do café” e oferece aos participantes uma verdadeira imersão na cultura cafeeira, por meio de palestras, degustações e atividades interativas. Ulisses Oliveira, responsável pela curadoria do evento, explica que o festival vai além do café: “Além da bebida, teremos workshops e aulas-show de gastronomia, que aproximam o público da essência da cidade e da cultura local. Mostrar o café como experiência, e não apenas como produto, ajuda a construir uma identidade única para Andradas.”

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Programação Variada e Gratuita

O festival contará com uma programação repleta de atrações, como campeonatos de cafés, workshops sobre cafeicultura regenerativa, a rota turística de Andradas e muito mais. No primeiro dia, feriado do Dia do Trabalhador, o público poderá conhecer as produções de café locais por meio de visitas guiadas à região. A abertura oficial do evento será às 19h, com a palestra “A Nova Geração e os Cafés Especiais”, ministrada por Paulo Rica, especialista em café. De 2 a 4 de maio, o festival segue com atividades das 9h às 18h, e gastronomia e apresentações culturais das 18h às 21h.

O evento também trará de volta o Desafio Koar, um campeonato onde os competidores preparam o café filtrado no método tradicional brasileiro. Além disso, o Campeonato Regional de Torra, organizado pela empresa Atilla, desafiará os mestres de torra a extrair o máximo da qualidade do grão. O vencedor deste campeonato garantirá uma vaga na final do Torrefação do Ano Brasil, em Belo Horizonte (MG). Outro destaque será o Desafio Cup Tasters, onde os participantes terão que identificar a xícara de café diferente entre várias, utilizando apenas olfato e paladar.

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Novidades e Parcerias

Entre as novidades desta edição, o evento promoverá uma competição de fotografia e vídeo nas escolas locais, com o tema “Café”, e uma oficina especial para mini baristas, que aprenderão a preparar café no método pernambucano Koar. Além disso, a parceria com o sistema Faemg/Senar permitirá a realização de um curso para jovens agricultores da cafeicultura, com vagas limitadas.

Serviço
  • Datas: 1º a 4 de maio de 2025
  • Horário: 1º de maio (Rota Turística) – o evento se inicia às 19h com a palestra de abertura. De 2 a 4 de maio, das 9h às 18h (exposição) e das 18h às 21h (gastronomia e apresentações culturais)
  • Local: Pavilhão do Vinho (Rua Major Bonifácio, s/n, Centro, Andradas, MG)
  • Entrada: Gratuita
  • Inscrições: Disponíveis no Sympla
  • Mais informações: @andradascafefestival no Instagram

O Andradas Café Festival promete ser uma experiência completa, reunindo tradição, inovação e a paixão pelo café em um evento único que celebra o futuro do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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