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Cafés Doce Cerrado chegam ao mercado e destacam doçura natural da cafeicultura mineira
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Nova categoria Doce Cerrado leva inovação ao consumidor
Os seis cafés campeões da categoria Doce Cerrado Mineiro, criada no 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro, começam a chegar ao mercado nacional e internacional. A iniciativa, inédita no Brasil, valoriza a doçura natural como característica central dos cafés da região, conectando produtores, torrefações e consumidores.
Os lotes são provenientes da safra 2025/2026, processados pelo método natural, que intensifica a doçura e preserva o perfil típico do Cerrado Mineiro, com notas de chocolate, caramelo, amêndoas e acidez cítrica, elementos que expressam a identidade da origem.
Lançamentos no Brasil e no exterior
As torrefações parceiras adquiriram lotes exclusivos dos cafés campeões. Entre os lançamentos:
- Roast Cafés, de Belo Horizonte, apresentou o café da Coopadap em BH e São Paulo;
- Lucca Cafés Especiais, de Curitiba, lançou o café campeão da Carmocer;
- Próximos lançamentos incluem o café da Carpec, pelo Moka Clube em maio, e o café da Coocacer, pela Expocacer UK, no mercado internacional;
- Outros lotes da parceria Expocacer e Dulcerrado e da MonteCCer, para a Casa do Brasil no Texas, ampliam a presença global do Doce Cerrado.
Segundo Igor Almeida, sócio da Roast Cafés, a categoria permite trabalhar a torra para evidenciar atributos de doçura com complexidade, atendendo tanto a consumidores de espresso quanto de café coado. Recentemente, uma compra coletiva alcançou mais de mil consumidores em todo o Brasil, mostrando o potencial da iniciativa.
Estratégia de valorização e reconhecimento do produtor
Para Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, o Doce Cerrado representa uma nova etapa na valorização dos cafés de origem controlada, conectando avaliação sensorial, reconhecimento do produtor e acesso ao consumidor.
“Transformamos cafés premiados em experiências exclusivas, fortalecendo o posicionamento do café brasileiro no mercado global”, afirma.
Inovação no protocolo de avaliação
O 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro também foi o primeiro no Brasil a utilizar o Coffee Value Assessment (CVA), protocolo desenvolvido pela Specialty Coffee Association (SCA). O método aprimora a análise sensorial de cafés de origem controlada, oferecendo mais precisão, consistência e transparência nas avaliações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Certificação da lã gaúcha avança com atualização técnica e reforço na rastreabilidade do setor ovino
A cadeia produtiva da ovinocultura gaúcha segue investindo em qualidade, rastreabilidade e padronização para fortalecer a competitividade da lã brasileira no mercado. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) promoveu uma atualização técnica com as comparsas certificadas pelo Programa de Certificação da Lã Gaúcha, reunindo equipes responsáveis pela esquila, classificação e certificação da produção.
O treinamento teve como objetivo alinhar procedimentos técnicos, reforçar os protocolos de qualidade exigidos pelo mercado e ampliar a capacitação dos profissionais que atuam diretamente no processo de certificação da lã no Rio Grande do Sul.
As comparsas são grupos especializados em esquila de ovinos e desempenham papel estratégico na manutenção da qualidade do velo, desde a propriedade rural até a comercialização final da produção.
Programa reforça auditoria permanente e controle da qualidade da lã
A atualização técnica foi conduzida pelo especialista Daniel Duarte, profissional com 25 anos de experiência na certificação da lã uruguaia e integrante do programa desde o início das atividades na Fronteira Oeste gaúcha.
Segundo o responsável pelo Programa de Certificação da Lã da Arco, Sérgio Muñoz, a escolha do instrutor considerou a experiência prática acumulada ao longo de décadas de atuação no setor.
“Trouxemos o Daniel como instrutor porque ele é uma referência em termos de trabalho e profissionalismo”, destacou.
Atualmente, 13 comparsas estão credenciadas para utilizar o selo da lã gaúcha, após validação técnica e cumprimento dos protocolos estabelecidos pela entidade. Conforme Muñoz, todas as equipes passam por auditorias permanentes para garantir a qualidade do serviço prestado.
O sistema de certificação permite identificar cada lote produzido, assegurando rastreabilidade completa e acompanhamento contínuo da produção.
“Essas comparsas estão permanentemente sendo auditadas”, afirmou o gestor.
Compradores internacionais ajudam a validar padrão de qualidade
De acordo com a Arco, o retorno dos compradores de lã é um dos principais instrumentos de avaliação do programa de certificação. O acompanhamento da qualidade ocorre desde a origem da produção até o destino final da fibra comercializada.
“Quem nos dá principalmente o subsídio do trabalho, se está sendo bem feito ou não, são os compradores de lã”, ressaltou Muñoz.
O encontro também contou com a participação de representantes de empresas uruguaias compradoras de lã, que acompanharam de perto o modelo de certificação desenvolvido no Rio Grande do Sul.
Para a entidade, a presença internacional reforça o reconhecimento do mercado externo ao padrão de qualidade adotado pela ovinocultura gaúcha.
“As principais empresas compradoras de lã do Uruguai estiveram presentes no evento para ver a importância que estão dando ao nosso trabalho”, acrescentou.
Capacitação reforça exigências da indústria para lã limpa e rastreável
Além dos procedimentos de classificação e certificação, o treinamento abordou o correto preenchimento dos romanês — documentos que acompanham a lã certificada desde a propriedade rural até o destino final da carga.
O objetivo foi reforçar a importância da emissão adequada das informações para garantir rastreabilidade, transparência e segurança comercial.
Segundo Daniel Duarte, a capacitação também esclareceu dúvidas técnicas relacionadas à preparação do velo dentro dos padrões exigidos pela indústria têxtil.
“Desde temas de barrigas, desbordes, velos A, velos B e velos inferiores, foram muitas perguntas a respeito, mas foi muito bom porque a indústria hoje exige tudo isso e exige o velo limpo”, explicou o instrutor.
Setor aponta necessidade de ampliar número de profissionais especializados
Durante o encontro, a Arco também alertou para a necessidade de ampliar a oferta de mão de obra especializada em algumas regiões do Estado. Áreas como a região das Missões já apresentam demanda crescente por comparsas capacitadas para atender a expansão da atividade ovina.
“Precisamos de mais comparsas. Existem regiões com bastante ovelha que estão desabastecidas”, afirmou Muñoz.
Para enfrentar o desafio, cursos de formação vêm sendo realizados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), buscando ampliar o número de profissionais qualificados para atuar na certificação e manejo da lã gaúcha.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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