CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Clima e Perspectivas: Relatório do Itaú BBA Aponta Impactos das Chuvas nas Safras

Publicados

AGRONEGOCIOS

O mais recente relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA traz uma análise abrangente sobre as condições climáticas dos últimos 30 dias e suas consequências para as principais commodities agrícolas. O documento destaca a irregularidade das chuvas no Brasil e a recuperação parcial das lavouras na Argentina.

Chuvas abaixo da média impactam produção no Brasil

Nos últimos 30 dias, os maiores volumes de precipitações foram registrados no Centro-Norte do Brasil, enquanto outras regiões do país enfrentaram chuvas abaixo da média. As temperaturas elevadas, observadas em todas as regiões, agravaram os impactos sobre as lavouras. No Sul, algumas cidades do Rio Grande do Sul registraram temperaturas acima de 40°C, o que prejudicou ainda mais os rendimentos da soja.

A irregularidade das chuvas, inicialmente mais concentrada na Região Sul, se espalhou para o restante do país, reduzindo os volumes de precipitações na maioria das áreas. Essa condição favoreceu o avanço do plantio da segunda safra, mas impactou negativamente culturas como café e cana-de-açúcar, além de acelerar a deterioração da safra de soja no Rio Grande do Sul.

Leia Também:  Região Norte registra alta de 12,85% na movimentação portuária e reforça papel estratégico nas exportações brasileiras

Um bloqueio atmosférico contribuiu para a redução das chuvas e a manutenção do calor intenso, agravando o cenário em diversas regiões produtoras do país.

Recuperação parcial das lavouras na Argentina

Na Argentina, as chuvas registradas nas últimas semanas ajudaram a conter maiores perdas nas safras de soja e milho. Os volumes de precipitação foram essenciais para o desenvolvimento das lavouras que estavam em fase de florescimento e enchimento de grãos. As projeções atuais indicam uma produção de soja entre 46 e 49 milhões de toneladas e de milho entre 48 e 50 milhões de toneladas.

NOAA projeta neutralidade climática para os próximos meses

Os modelos meteorológicos indicam bons volumes de chuva sobre a região central do Brasil até o final de março. No entanto, para abril e maio, a previsão é de precipitações abaixo da média, o que pode impactar a segunda safra.

As chuvas mais intensas devem ocorrer no cerrado, beneficiando estados como Mato Grosso, Goiás e a região do MATOPIBA. Em contrapartida, no Sul, a previsão é de tempo mais seco, com precipitações significativas apenas no fim de março.

Leia Também:  Alta dos fertilizantes pressiona custos e pode mudar estratégia da safra 2026/27

De acordo com o modelo americano (GFS), as regiões produtoras de milho da segunda safra devem enfrentar volumes de chuva abaixo da média e temperaturas acima do normal entre abril e maio. No Centro-Oeste, as precipitações devem se manter até a primeira semana de abril, com redução gradual posteriormente. Esse cenário pode comprometer o potencial produtivo do milho segunda safra.

A mais recente atualização da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta que as condições de La Niña persistiram em fevereiro, mas a tendência é de neutralidade climática a partir de março, com previsão de duração até setembro. Segundo a NOAA, há 75% de chance de um Pacífico neutro entre fevereiro e abril, condição que deve perdurar até o final do inverno no Hemisfério Sul. Para o período entre outubro e dezembro, há uma probabilidade equilibrada entre neutralidade e o retorno do La Niña. Esse padrão climático pode ser positivo para o plantio e o desenvolvimento das safras de soja e milho nos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

Publicados

em

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

Leia Também:  Farelo e óleo de soja: demanda global sustenta mercado, mas excesso de oferta pressiona preços no segundo semestre

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

Leia Também:  Biodiversidade passa de tema ambiental a risco e oportunidade para o agro

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA