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Clima favorável impulsiona produção e movimenta mercado da erva-mate no Rio Grande do Sul
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O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (14), indica que o clima tem contribuído positivamente para o desenvolvimento da erva-mate no Rio Grande do Sul, refletindo em diferentes níveis de produção, comercialização e preços nas principais regiões produtoras.
Em Frederico Westphalen, os agricultores investem na implantação de novos ervais, tanto em sistemas agroflorestais adensados quanto em cultivos isolados. A Emater destacou que o clima auxiliou na adaptação das mudas e na produção de folhas, com preços variando entre R$ 16,00 e R$ 20,00 por arroba, tanto para erva-mate destinada à indústria quanto para exportação, incluindo chimarrão e tererê.
Preços e produção variam entre municípios
Em Erechim, onde a lavoura ocupa 6.850 hectares, a arroba foi negociada a R$ 17,00 na indústria, valor abaixo das expectativas dos produtores. O município participa, no dia 21 de setembro, do Concurso Árvores Gigantes de Erva-Mate, com quatro exemplares inscritos.
Na região das Missões, produtores legalizados relatam concorrência de ervateiras clandestinas que vendem diretamente ao consumidor final, afetando os preços e a comercialização.
Em Lajeado, a cultura está em período de hibernação, com plantios e replantios em andamento, mas sem expectativa de expansão da área cultivada. A arroba da erva-mate convencional variou entre R$ 15,00 e R$ 18,50; a nativa, R$ 20,00; a nativa sombreada, R$ 21,00; e a orgânica, R$ 22,00. A produção cresceu cerca de 20%, enquanto a demanda caiu 5%, pressionando os preços. O excedente negociado com a indústria foi vendido a R$ 12,00 por arroba.
Em Putinga, a produção de folhas foi impactada pelo período prolongado de nebulosidade e umidade. No polo Alto Taquari, que concentra cerca de 20 mil hectares, a região avança na obtenção da indicação geográfica da erva-mate, com análises químicas já concluídas.
Comercialização de mudas e erva-mate processada
Em Passo Fundo, as mudas em fase de rustificação são vendidas entre R$ 1,10 e R$ 1,80 por unidade. Já em Machadinho, a erva-mate convencional foi comercializada a R$ 17,50 por arroba, enquanto a cultivar Cambona 4 alcançou R$ 20,00. O mesmo valor foi registrado para erva-mate processada pelo sistema barbaquá, tanto no município quanto em Mato Castelhano.
Soledade mantém produção estável com demanda abaixo do esperado
Na região de Soledade, os plantios e replantios continuam, com produtividade considerada satisfatória, mas a procura segue aquém do esperado. O preço pago ao produtor variou entre R$ 14,00 e R$ 18,00 por arroba, refletindo o equilíbrio entre oferta e demanda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Energia solar no agronegócio reduz custos e transforma a produção rural no Brasil
Energia solar avança no agronegócio e se consolida como ferramenta estratégica no campo
A energia solar tem ganhado espaço no agronegócio brasileiro e vem transformando a gestão de custos e a operação de propriedades rurais de diferentes portes. A tecnologia, cada vez mais presente no campo, já é aplicada em atividades como irrigação, bombeamento de água, resfriamento de leite, armazenagem de grãos e climatização de estruturas agrícolas.
Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o agronegócio representa cerca de 29% da energia renovável consumida no Brasil, reforçando o papel do setor na transição energética nacional.
Com isso, a energia fotovoltaica passa a ser vista não apenas como alternativa sustentável, mas como solução estratégica para aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos operacionais.
Redução de custos e previsibilidade financeira impulsionam adoção no campo
Um dos principais fatores que explicam a expansão da energia solar no meio rural é a redução significativa das despesas com energia elétrica, que representam uma parcela relevante dos custos operacionais do agronegócio.
De acordo com especialistas do setor, a geração própria de energia permite maior previsibilidade financeira, reduzindo a exposição às variações tarifárias e melhorando o planejamento da produção.
“O produtor que consegue reduzir essa despesa de forma consistente ganha competitividade, melhora o fluxo de caixa da propriedade e consegue investir mais em produtividade e tecnologia”, afirma Raphael Brito, CEO da Solarprime.
Irrigação e armazenagem de grãos lideram aplicações da energia solar no agro
Entre as principais aplicações da energia solar no campo, os sistemas de irrigação se destacam pelo alto consumo energético. Em culturas que dependem de bombeamento constante de água, especialmente em períodos de estiagem, a tecnologia pode reduzir os custos com energia em até 90%, dependendo do sistema adotado e do uso de armazenamento.
Além disso, a energia fotovoltaica tem sido amplamente utilizada em silos, câmaras frias, galpões e sistemas de ventilação, estruturas que exigem fornecimento contínuo de energia durante o ciclo produtivo.
Essas aplicações contribuem diretamente para a redução de perdas pós-colheita e para a melhoria da eficiência logística dentro das propriedades rurais.
Tecnologia amplia autonomia energética e fortalece a operação rural
Segundo especialistas, a energia solar deixou de ser apenas uma solução ambiental para se tornar uma ferramenta de gestão dentro das propriedades rurais.
“O produtor busca eficiência, previsibilidade e mais autonomia energética para sustentar o crescimento da operação”, explica Raphael Brito.
Na pecuária, a tecnologia também vem sendo adotada em sistemas de ordenha, resfriamento de leite e abastecimento de água para o rebanho. Em regiões mais afastadas dos centros urbanos, onde o fornecimento de energia pode ser instável, a geração própria garante maior segurança operacional.
Energia solar ganha espaço como investimento de longo prazo no agronegócio
Além da economia direta na conta de luz, fatores como longa vida útil dos equipamentos e baixa necessidade de manutenção reforçam a atratividade da energia solar no campo.
Para o setor, a tecnologia se consolida como um investimento de longo prazo, alinhado à busca por maior eficiência e sustentabilidade econômica.
“O produtor rural brasileiro está cada vez mais atento à gestão do negócio. A energia solar entra como uma ferramenta importante para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e tornar a operação mais sustentável economicamente no longo prazo”, finaliza o CEO da Solarprime.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

