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Futuros do açúcar encerram semana em alta, com foco no clima no Brasil e produção global
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Mercado internacional do açúcar fecha semana com valorização
Os contratos futuros de açúcar encerraram a sexta-feira (27) em alta nas bolsas internacionais, refletindo o reposicionamento do mercado após dias de forte volatilidade. Analistas apontam que os investidores seguem atentos ao equilíbrio entre os impactos climáticos sobre a produção brasileira e o cenário de ampla oferta global.
Geadas e mistura de etanol influenciam oferta no Brasil
Segundo o analista Mauricio Muruci, da consultoria Safras & Mercado, os contratos com vencimento em outubro de 2025 devem manter-se em torno de 16,50 centavos de dólar por libra-peso, o que indica um movimento lateral ao longo do mês de julho.
Entre os fatores de sustentação dos preços estão as perdas estimadas entre 9% e 12% na safra 2025/26 da região Centro-Sul do Brasil, causadas principalmente por geadas em áreas produtoras de São Paulo.
Além disso, a recente elevação da mistura de etanol anidro na gasolina, de 27% para 30%, tende a reduzir o volume de cana destinado à produção de açúcar, o que também limita a oferta do produto no mercado interno.
Oferta internacional pressiona cotações
Apesar dos fatores altistas domésticos, o mercado internacional exerce pressão sobre os preços, com expectativa de aumento da produção em países como Índia, China e Tailândia. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta um superávit global superior a 11 milhões de toneladas — o maior volume registrado nos últimos dez anos.
Desempenho nas bolsas internacionais
Na ICE Futures, em Nova York, os contratos de açúcar bruto registraram alta. O vencimento julho/25 subiu 16 pontos, sendo negociado a 15,81 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de outubro/25 avançou 29 pontos, alcançando 16,71 centavos de dólar por libra-peso.
Em Londres, na ICE Europe, os contratos de açúcar branco também apresentaram valorização. O contrato com vencimento em agosto/25 subiu US$ 6,80, encerrando o dia a US$ 484,70 por tonelada. Já o contrato de outubro/25 teve alta de US$ 7,00, cotado a US$ 474,10 por tonelada.
Mercado interno: leve recuo no açúcar cristal
De acordo com o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos do açúcar cristal foi negociada a R$ 117,69 no mercado brasileiro, o que representa uma queda de 0,90% em relação ao dia anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Federarroz entra no STF contra regras do crédito rural e questiona resoluções do CMN
A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) como amicus curiae em uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) movida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A iniciativa tem como foco contribuir com o debate jurídico sobre a suspensão dos efeitos de resoluções recentes do Conselho Monetário Nacional (CMN) que impactam diretamente o acesso ao crédito rural.
No centro da discussão estão as Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, que alteraram dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR). As mudanças passaram a vigorar em 1º de abril deste ano e estabelecem restrições à concessão de financiamento para propriedades com área superior a quatro módulos fiscais, especialmente em casos de suposta supressão de vegetação nativa após 31 de julho de 2019.
De acordo com o diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, as novas exigências geram insegurança jurídica e podem comprometer o acesso dos produtores ao crédito. Segundo ele, a entidade busca demonstrar ao STF inconsistências na aplicação das normas, principalmente em regiões com características específicas, como o Bioma Pampa.
Além da participação no processo, a Federarroz também solicitou audiência com o ministro Gilmar Mendes, relator da ação na Suprema Corte. O objetivo é apresentar argumentos técnicos e jurídicos que evidenciem os impactos das resoluções sobre a atividade agropecuária, especialmente para produtores gaúchos.
A movimentação reforça a preocupação do setor produtivo com o endurecimento das regras de financiamento rural e seus reflexos na produção agrícola, em um momento considerado estratégico para o planejamento das próximas safras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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