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CNI lança e-book para micro e pequenas empresas sobre registro de marcas

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou o e-book “Registro de Marcas para MPMEs”, em parceria com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e o escritório Di Blasi, Parente e Advogados Associados. A publicação traz um passo a passo para registrar e proteger marcas, explicando etapas, documentos necessários, custos e normas aplicáveis.

O objetivo é auxiliar micro, pequenas e médias empresas a proteger seus ativos de propriedade intelectual, fortalecendo a identidade e competitividade no mercado.

Propriedade intelectual como ferramenta de inovação

Segundo Jefferson Gomes, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, a propriedade intelectual é essencial para a inovação e a competitividade industrial. Ele reforça que a iniciativa contribui para tornar o INPI mais ágil e eficiente, e destaca que micro e pequenas indústrias enfrentam mais dificuldades para acessar o sistema de registros.

“Registrar uma marca protege a propriedade intelectual e é fundamental para atrair investimentos em inovação, essenciais para o desenvolvimento sustentável do país”, afirma Gomes.

Crescimento no número de registros de marcas

Os registros de marcas no Brasil são concedidos pelo INPI com base na Lei de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996). Dados oficiais mostram que, de janeiro a agosto de 2025, os pedidos de registros aumentaram 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 12 meses (ago/2024 a ago/2025), foram registrados 171.133 marcas no país, que possui cerca de três milhões de marcas registradas.

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Marcas como ativos estratégicos

Gomes ressalta que uma marca não é apenas um símbolo: “Ela diferencia produtos e serviços da concorrência, transmite qualidade, gera confiança e fortalece o valor da empresa.” O lançamento do e-book visa aumentar o número de ativos de propriedade intelectual da indústria brasileira e apoiar a implementação da Nova Indústria Brasil (NIB).

Setores intensivos em propriedade intelectual e a economia

Segundo o estudo “A Contribuição econômica das indústrias intensivas em Direitos de Propriedade Intelectual no Brasil” (2025), realizado pelo MDIC e INPI:

  • Setores intensivos em DPI representaram 39,7% do emprego formal no triênio 2020-2022;
  • Responderam por 50,2% do PIB, 64% das exportações e 84% das importações;
  • O salário médio nesses setores foi 4,9% superior ao de setores não intensivos em DPI.

O e-book da CNI é uma das iniciativas do Plano de Ação 2023-2025 da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI), em compromisso com o Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual (GIPI), presidido pelo MDIC.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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