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Marfrig registra crescimento de 8,6% na receita e 13% no lucro no 2º trimestre de 2025
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A Marfrig Global Foods S.A. (B3: MRFG3 / ADR: MRRTY), uma das líderes globais em produção de proteína animal e maior produtora mundial de hambúrgueres, apresentou resultados financeiros positivos no segundo trimestre de 2025.
O lucro líquido alcançou R$ 85 milhões, alta de 13% frente ao mesmo período de 2024, enquanto a receita líquida consolidada somou R$ 37,7 bilhões, crescimento de 8,6%. O EBITDA atingiu R$ 3,0 bilhões, com margem de 8%. O fluxo de caixa operacional foi de R$ 3,0 bilhões, 17% acima do 2T24, e o fluxo de caixa livre recorrente totalizou R$ 272 milhões. A alavancagem financeira caiu de 3,38x para 2,7x.
- Desempenho por região: América do Sul e América do Norte
- América do Sul: expansão de capacidade e aumento de vendas
A operação na América do Sul registrou receita líquida de R$ 4,03 bilhões, crescimento de quase 10% em relação ao 2T24, com EBITDA ajustado de R$ 439 milhões e margem de 10,9%.
O volume de vendas no período foi de 205 mil toneladas, 7,8% maior que no mesmo trimestre de 2024, com 66% das vendas no mercado doméstico. A inauguração do complexo industrial de Promissão (SP), com investimento de R$ 548 milhões, contribuiu para o crescimento da capacidade de abate e desossa.
“O desempenho foi impulsionado pela concentração da produção em complexos voltados para produtos de maior valor agregado, com apoio dos confinamentos que garantiram altos níveis de ocupação. Expansões recentes em Várzea Grande e Promissão foram decisivas para esses resultados”, afirma Rui Mendonça, CEO da América do Sul da Marfrig.
As exportações representaram 55% da receita da região, com destaque para os mercados da Europa e China.
América do Norte: resiliência diante de desafios do setor
A operação na América do Norte apresentou receita líquida de US$ 3,26 bilhões, alta de 5,3% sobre o 2T24, impulsionada pelo aumento do preço médio dos produtos. O EBITDA ajustado foi de US$ 25 milhões, com margem de 0,8%.
“Apesar da baixa disponibilidade animal e do aumento dos custos de matéria-prima, a National Beef se manteve resiliente, vendendo 468 mil toneladas, com 88% do volume no mercado doméstico”, destaca Tim Klein, CEO da operação na América do Norte.
Sustentabilidade e agenda ESG
No trimestre, a Marfrig manteve 100% do monitoramento por satélite de fornecedores diretos de bovinos. O índice de controle de fornecedores indiretos atingiu 89,3% na Amazônia e 86,9% no Cerrado.
A empresa reforça seu compromisso com práticas sustentáveis, gestão financeira responsável e geração consistente de valor para acionistas, pilares que continuam norteando suas decisões estratégicas.
Fusão com BRF: criação da MBRF
O trimestre também foi marcado pelo anúncio e aprovação da fusão entre Marfrig e BRF, que dará origem à MBRF, uma das maiores companhias globais de alimentos. A operação, aprovada em assembleia geral em agosto, deve ser concluída até o final de setembro.
A nova companhia terá forte presença global, portfólio integrado de produtos processados e 38% do volume de vendas provenientes de produtos de alto valor agregado, com receita líquida projetada de R$ 152 bilhões.
“A fusão cria uma empresa mais ágil e diversificada, fortalecendo nossa posição em mercados estratégicos e consolidando marcas icônicas no setor de proteínas”, afirma a Marfrig.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Umidade pode cair a 11% e manter regiões produtoras em alerta
A mudança no tempo prevista para o início desta semana será regional e ainda não representa o fim do período de calor e baixa umidade que atingiu grande parte do Brasil nos últimos dias. As instabilidades devem se concentrar no Rio Grande do Sul, enquanto o tempo permanece firme no Centro-Oeste, no interior do Sudeste e do Nordeste e no sul da Região Norte.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o deslocamento do sistema que provocou tempestades no Sul durante o fim de semana favorece a redução das chuvas no Paraná e em Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, ainda há possibilidade de chuva e trovoadas, principalmente nas áreas próximas à fronteira com o Uruguai.
No restante do país, a previsão oficial disponível até segunda-feira (17.08) indica continuidade do calor e da baixa umidade. A condição mantém a atenção dos produtores para a perda de água no solo, o ressecamento das pastagens e o aumento do risco de incêndios em lavouras, áreas de vegetação e propriedades rurais.
O veranico é caracterizado por uma sequência de dias secos e quentes durante o inverno, provocada geralmente pela atuação de uma área de alta pressão atmosférica. Esse sistema reduz a formação de nuvens e dificulta o avanço das frentes frias pelo interior do país.
O Inmet monitora a possibilidade de uma onda de calor em áreas do Centro-Oeste, Sudeste, Paraná e porções do Amazonas e do Pará. O fenômeno, porém, ainda não estava oficialmente confirmado no boletim mais recente.
Para que um episódio seja classificado como onda de calor, as temperaturas máximas precisam permanecer pelo menos 5°C acima da média durante cinco dias consecutivos. Até o momento da atualização, as estações do instituto ainda não haviam registrado essa condição pelo período necessário.
No Centro-Oeste, a segunda-feira deve ser de sol, poucas nuvens e temperaturas elevadas. A máxima pode chegar a 38°C em Cuiabá. O calor também continua em Goiás, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, acompanhado de baixos índices de umidade relativa do ar.
Os modelos utilizados pelo Inmet indicam umidade mínima próxima de 11% em pontos do norte de Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso, oeste da Bahia e áreas isoladas de Goiás. Índices tão baixos aumentam a evaporação e reduzem rapidamente a água disponível nas camadas superficiais do solo.
Para o produtor, a condição exige cuidado com operações de pulverização. Temperatura elevada, umidade muito baixa e vento aumentam as perdas por evaporação e o risco de deriva. As aplicações devem respeitar as recomendações do produto, as condições meteorológicas e a orientação técnica, com prioridade para os horários mais adequados.
A seca também eleva o risco de propagação do fogo. Máquinas em operação, redes elétricas, queimas irregulares e qualquer fonte de faísca podem iniciar incêndios com avanço rápido sobre palhadas, pastagens e vegetação seca.
Na pecuária, o calor aumenta a necessidade de água e pode provocar estresse térmico, principalmente em animais mantidos em áreas sem sombra. O produtor deve revisar bebedouros, garantir disponibilidade de água limpa e evitar manejos intensos nos horários mais quentes.
No Sudeste, o interior de São Paulo e grande parte de Minas Gerais permanecem sob influência do ar seco. A faixa litorânea terá maior nebulosidade, com possibilidade de nevoeiro pela manhã, mas essa umidade não deve avançar de forma significativa para as principais áreas agrícolas do interior.
Na Região Norte, as pancadas de chuva ficam concentradas no noroeste do Amazonas e de Roraima. No sul do Pará, em Tocantins, Rondônia e sudeste do Amazonas, predomina o tempo quente e seco. Palmas pode registrar máxima de 38°C.
No Nordeste, a chuva deve aumentar no leste da Bahia, em Sergipe e Alagoas, com possibilidade de precipitação isolada no litoral de Pernambuco e do Maranhão. No Matopiba, especialmente no oeste da Bahia e em áreas do Maranhão e do Piauí, o calor e a baixa umidade continuam predominando.
A situação é diferente no Sul. Depois dos grandes volumes registrados em Santa Catarina durante o fim de semana, as instabilidades se deslocam para o Rio Grande do Sul. Paraná e Santa Catarina terão elevação das temperaturas e tempo mais firme na maior parte das áreas.
Nas regiões produtoras de trigo do Rio Grande do Sul, a continuidade da chuva exige atenção. Excesso de umidade e períodos prolongados de molhamento podem favorecer doenças fúngicas, dificultar tratamentos e comprometer a qualidade das lavouras, dependendo do estágio de desenvolvimento das plantas.
Em áreas com solo encharcado, o produtor deve evitar a entrada precipitada de máquinas para não ampliar a compactação e os danos à estrutura do terreno. Também é necessário acompanhar o aparecimento de doenças e ajustar o manejo com orientação agronômica.
Para o plantio da próxima safra de verão, as chuvas isoladas não devem ser interpretadas como início regular do período úmido no Centro-Oeste e no interior do Sudeste. A semeadura depende de umidade suficiente no perfil do solo e de previsão de continuidade das precipitações, evitando a germinação seguida por um novo período seco.
O quadro para o começo da semana, portanto, não indica uma virada generalizada no clima brasileiro. A chuva muda de posição e permanece concentrada principalmente no extremo Sul e em faixas do litoral, enquanto o calor, a baixa umidade e o risco de incêndios continuam como os principais fatores de atenção nas maiores regiões produtoras do interior.
Fonte: Pensar Agro



