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Colheita de arroz nos EUA avança acima da média dos últimos cinco anos, aponta USDA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, por meio do Weekly Weather and Crop Bulletin divulgado nesta terça-feira (9), que 45% da safra de arroz do país havia sido colhida até 7 de setembro. O índice está sete pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período de 2024, mas nove pontos acima da média dos últimos cinco anos.

Apesar do avanço, a qualidade do grão apresentou leve recuo: 74% do arroz foi classificado como bom a excelente, dois pontos percentuais a menos em comparação com a semana anterior.

Aveia alcança quase totalidade da colheita

Em relação à aveia, o boletim do USDA destacou que 94% da safra já havia sido colhida até 7 de setembro. O percentual está um ponto acima do ano passado, mas um ponto abaixo da média de cinco anos.

Entre os nove estados analisados, oito já haviam finalizado pelo menos 95% da colheita, com destaque para a Dakota do Norte, que registrou um avanço expressivo de 16 pontos percentuais em apenas uma semana.

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Cevada mantém ritmo estável de colheita

A cevada também apresentou números positivos. Até a primeira semana de setembro, 87% da área plantada havia sido colhida, índice que se mantém alinhado tanto à média de 2024 quanto à dos últimos cinco anos.

Em estados como Idaho, Minnesota e Washington, mais de 95% da cevada já havia sido retirada do campo.

Trigo de primavera supera desempenho histórico

O levantamento apontou ainda que o trigo de primavera atingiu 85% de colheita até 7 de setembro, resultado dois pontos acima do mesmo período do ano passado e um ponto acima da média de cinco anos.

Amendoim inicia colheita e registra boa qualidade

Entre as culturas em fase inicial de colheita, o destaque vai para o amendoim. Apenas 1% da área plantada havia sido colhida até o início de setembro, em linha com os percentuais médios dos últimos cinco anos.

Quanto à qualidade, 65% da safra foi classificada como boa a excelente, embora o índice represente queda de seis pontos percentuais em relação à semana anterior. A Carolina do Sul lidera o ranking de qualidade, com 86% de seus amendoins avaliados nessa faixa.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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