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Com retirada da Rússia do acordo do Mar Negro, abastecimento de alimentos fica em risco
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O recuo da Rússia do acordo mediado pela ONU para exportar grãos pelo Masr Negro coloca em risco centenas e milhares de toneladas de trigo encomendadas para entrega na África e no Oriente Médio, bem como os embarques de milho ucraniano para a Europa que serão reduzidos.
A retirada da Rússia do acordo provavelmente afetará os embarques para países dependentes de importação, aprofundando uma crise alimentar global e provocando ganhos nos preços.
Nesta segunda-feira (31), os contratos futuros do trigo em Chicago saltaram mais de 5% e o milho subiu mais de 2% devido aos temores sobre a oferta. A decisão da Rússia ainda deve apoiar os preços mundiais do óleo vegetal, uma vez que ameaça as exportações de óleo de girassol da Ucrânia para os principais destinos, incluindo a Índia, o maior importador de óleo comestível. Na segunda-feira, os contratos futuros de óleo de palma da Malásia subiram mais de 4%.
Com nenhum registro de navios terem passado pelo corredor humanitário marítimo, no domingo, as Nações Unidas, a Turquia e a Ucrânia pressionaram pela imploementação do acordo de grãos do Mar Negro e concordaram com um plano de trânsito, para que 16 navios passem pelo corredor, nesta segunda-feira, apesar da retiurada da Rússia.
Segundo um trader de grãos de Cingapura, ainda não está claro se a Ucrânia seguirá exportando grãos e o que deve acontecer agora com os embarques russos.
Fonte: AgroPlus
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Etanol recua 14% em maio com aumento da oferta e usinas priorizando produção de biocombustível no Centro-Sul
O mercado brasileiro de etanol registrou forte retração nos preços durante o mês de maio, refletindo o aumento da oferta no Centro-Sul do país e a estratégia das usinas de direcionar uma parcela maior da moagem de cana-de-açúcar para a produção de biocombustíveis.
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que as cotações do etanol hidratado e do etanol anidro acumularam queda de aproximadamente 14% no mês, em um movimento impulsionado pelo avanço da safra 2026/27 e pela maior disponibilidade do produto no mercado.
Os dados indicam que os dois primeiros meses da nova temporada foram marcados por um perfil mais alcooleiro das usinas do Centro-Sul, principal região produtora do país. Diante das condições de mercado e das margens observadas no setor, as indústrias optaram por aumentar a produção de etanol em detrimento da fabricação de açúcar.
Maior oferta pressiona mercado
Segundo pesquisadores do Cepea, a ampliação da oferta foi o principal fator responsável pela pressão sobre os preços. Mesmo com as chuvas registradas na segunda quinzena de maio, que provocaram interrupções pontuais na colheita e na moagem da cana, o volume disponível continuou elevado, influenciando as negociações.
Além disso, parte das usinas intensificou a participação no mercado spot ao longo do mês, contribuindo para aumentar a liquidez e reforçar o movimento de baixa nas cotações.
Necessidade financeira impulsiona vendas
De acordo com o Cepea, algumas unidades produtoras aceleraram as vendas por necessidade de geração de caixa, em um cenário considerado desafiador tanto para o mercado de etanol quanto para o de açúcar.
Com preços menos atrativos para ambos os produtos, diversas usinas optaram por comercializar maiores volumes no curto prazo, elevando a concorrência entre vendedores.
Por outro lado, algumas empresas mantiveram postura mais cautelosa e buscaram limitar as vendas na tentativa de sustentar os preços e evitar quedas mais acentuadas.
Distribuidoras pressionam por valores menores
Do lado da demanda, o comportamento das distribuidoras também contribuiu para o enfraquecimento do mercado.
Compradores atuaram de forma mais agressiva nas negociações, buscando adquirir o produto a preços mais baixos. Em várias regiões produtoras, especialmente em São Paulo e em outros estados do Centro-Sul, as distribuidoras conseguiram fechar negócios em patamares inferiores aos praticados anteriormente.
Essa combinação entre oferta elevada e demanda cautelosa ampliou a pressão sobre os preços ao longo de maio.
Perspectivas para a safra
O mercado segue acompanhando o ritmo da moagem, as condições climáticas e a definição do mix de produção das usinas ao longo da safra 2026/27.
Especialistas destacam que a evolução dos preços do açúcar no mercado internacional, o comportamento das cotações do petróleo e a demanda doméstica por combustíveis continuarão sendo fatores decisivos para a estratégia das usinas e para a formação dos preços do etanol nos próximos meses.
Enquanto isso, o setor mantém atenção ao avanço da oferta no Centro-Sul, que segue como principal vetor de influência sobre o mercado brasileiro de biocombustíveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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