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Complexo Soja deve bater novo recorde em 2025, projeta ABIOVE
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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) manteve suas projeções otimistas para o Complexo Soja em 2025, indicando mais um ano de resultados recordes para o setor. A produção nacional está estimada em 170,3 milhões de toneladas, representando um crescimento de 0,4% em relação à projeção anterior.
Crescimento no processamento e derivados
De acordo com a ABIOVE, o esmagamento de soja deve atingir 58,1 milhões de toneladas no próximo ano, um avanço de 0,5%. A produção de derivados também segue em alta:
- Farelo de soja: 44,8 milhões de toneladas (+0,7%)
- Óleo de soja: 11,6 milhões de toneladas (+0,4%)
Exportações seguem fortalecidas, com destaque para o grão
O cenário externo permanece positivo. A expectativa é que o Brasil exporte 109,5 milhões de toneladas de soja em grãos, o que representa um crescimento de 0,5% sobre a previsão anterior.
Já as exportações de farelo de soja devem se manter estáveis em 23,6 milhões de toneladas, enquanto as de óleo de soja devem recuar 3,6%, para 1,35 milhão de toneladas.
As importações estão projetadas em 100 mil toneladas de óleo de soja e 650 mil toneladas de soja, destinadas a complementar a oferta no mercado interno.
Desempenho de junho: leve queda no mês, mas alta no acumulado
Em junho de 2025, o volume processado de soja somou 4,55 milhões de toneladas, uma queda de 7% em relação a maio. Apesar da retração mensal, houve crescimento de 6,3% frente a junho de 2024, considerando o ajuste amostral.
No acumulado do ano, o processamento chegou a 25,91 milhões de toneladas, alta de 6,1% na comparação com igual período do ano passado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO
O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.
Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.
“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.
Ciência e sustentabilidade
Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.
Aquicultura e mudanças climáticas
Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.
Valorização da pesca artesanal
O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.
Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura



