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Compra de terras por estrangeiros avança no debate nacional e mobiliza agronegócio e STF
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A compra de terras por estrangeiros voltou ao centro das discussões no Brasil, reunindo representantes do agronegócio, parlamentares e especialistas em um momento decisivo no Supremo Tribunal Federal (STF). O tema foi debatido em um seminário realizado em São Paulo, enquanto a Corte avalia a validade das regras atuais que limitam esse tipo de operação no país.
Seminário reúne lideranças e especialistas do agronegócio
O debate ocorreu durante o seminário “A Geopolítica do Agronegócio”, que contou com a participação de nomes relevantes da política e do setor produtivo, como a senadora Tereza Cristina, o deputado Baleia Rossi e o parlamentar Danilo Forte.
O encontro reuniu empresários, executivos, juristas, estudantes e especialistas para discutir os impactos da presença estrangeira no mercado de terras brasileiro.
Agro ganha protagonismo na geopolítica global
Durante o evento, Tereza Cristina destacou que o agronegócio passou a ocupar papel estratégico nas relações internacionais.
Segundo ela, a produção de alimentos deixou de ser um tema periférico e passou a integrar o centro das disputas e alianças globais, ampliando a relevância do Brasil nesse cenário.
Avanço de estrangeiros preocupa setor produtivo
A aquisição de terras por empresas estrangeiras é uma preocupação recorrente no agronegócio brasileiro, especialmente diante de tentativas de contornar a legislação vigente, estabelecida pela Lei nº 5.709/1971.
O tema ganha ainda mais relevância no atual momento, já que o julgamento no STF pode impactar diretamente a soberania nacional e o controle sobre o território.
Falta de dados gera insegurança jurídica
Um dos pontos mais críticos levantados no seminário foi a dificuldade em identificar com precisão quem são os estrangeiros que possuem terras no Brasil.
O procurador da República Michel Havrenne afirmou que há inconsistências nos registros oficiais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, o que cria um cenário de insegurança jurídica.
Segundo ele, essa falta de transparência gera preocupação não apenas no agronegócio, mas em toda a sociedade. O Ministério Público Federal criou um grupo de estudos para propor melhorias na legislação e garantir maior previsibilidade ao setor.
Segurança alimentar, espionagem e água entram no debate
A discussão sobre a presença estrangeira no campo também envolve questões estratégicas. A cientista política Denilde Holzhacker apontou três fatores centrais nesse contexto:
- Segurança alimentar das nações
- Riscos de espionagem associados à posse de terras
- Acesso a recursos hídricos
Segundo ela, a disputa por água já é uma realidade global e aumenta a importância do controle territorial.
Congresso demonstra abertura para discutir o tema
Durante o seminário, o deputado Danilo Forte defendeu maior engajamento das elites brasileiras no debate.
Já Baleia Rossi afirmou que o Congresso Nacional está aberto a discutir pautas relevantes para o agronegócio, reconhecendo o setor como um dos principais motores da economia brasileira.
Exemplos internacionais reforçam necessidade de regras claras
Especialistas também apresentaram modelos internacionais de regulação. O advogado Leandro Chiarottino citou o caso da Finlândia, onde estrangeiros podem adquirir terras, desde que cumpram regras rígidas.
O país conta com sistemas eficientes de monitoramento e rastreamento de capital, garantindo transparência sobre a origem dos investimentos.
Para o tributarista Rodrigo Caldas, a definição sobre o uso do território deve ser uma decisão soberana do país, e não de agentes externos.
Interesse internacional por terras brasileiras cresce
Ao encerrar o evento, o jurista Modesto Carvalhosa destacou o aumento do interesse estrangeiro por terras no Brasil e a necessidade de um posicionamento claro do país.
Segundo ele, o momento exige uma discussão aprofundada sobre o futuro da política fundiária nacional.
Julgamento no STF pode definir regras do setor
O Supremo Tribunal Federal analisa a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 342, apresentada pela Sociedade Rural Brasileira.
A ação questiona se as restrições impostas pela Lei nº 5.709/1971 foram mantidas pela Constituição de 1988.
Até o momento, cinco ministros votaram a favor da manutenção das limitações à compra de terras por estrangeiros. O julgamento, no entanto, foi suspenso após pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, sem data definida para retomada.
Resumo
O debate sobre a compra de terras por estrangeiros ganha força no Brasil em meio ao julgamento no STF e à crescente atenção do agronegócio. A definição das regras pode impactar diretamente a soberania nacional, a segurança jurídica e o futuro dos investimentos no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Tucunaré: o guardião dos filhotes nas águas brasileiras
Encontrado em rios, lagos e áreas alagadas de diferentes regiões do Brasil, o tucunaré é um dos peixes de água doce mais conhecidos do país. Além da coloração marcante, que varia entre tons de amarelo, verde, azul e vermelho, a espécie também se destaca por um comportamento pouco comum no mundo dos peixes: o cuidado com os filhotes.
Após a reprodução, o casal constrói ninhos e permanece próximo aos ovos e aos alevinos, protegendo a prole contra possíveis predadores. Esse cuidado parental aumenta as chances de sobrevivência dos filhotes e faz do tucunaré uma exceção entre muitas espécies de peixes de água doce.
Existem 16 espécies de tucunaré identificadas, sendo 14 delas encontradas no Brasil. Cada uma apresenta padrões diferentes de cores e manchas, mas todas compartilham uma característica marcante: uma mancha arredondada próxima à cauda, conhecida como ocelo, que ajuda na identificação da espécie.
Com hábitos diurnos, o tucunaré vive principalmente em lagos, lagoas e áreas de remanso dos rios, onde caça peixes menores e camarões. Sua combinação de cores vibrantes, comportamento protetor e diversidade faz do tucunaré um dos grandes símbolos da biodiversidade dos rios brasileiros.
O Tucunaré está na lista das espécies-alvo da pesca amadora e esportiva de acordo com o banco de dados da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (UICN).
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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