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Contagem regressiva para o Mundial Braford eleva expectativas entre jurados e criadores

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A aproximação do 9º Congresso Mundial da Raça Braford, que será realizado entre os dias 28 de abril e 4 de maio, intensifica a expectativa dos jurados que irão compor a mesa de avaliação dos animais. O evento, que terá como palco o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), contará ainda com uma Gira Técnica por propriedades previamente selecionadas, além de diversas atividades voltadas ao intercâmbio de conhecimentos sobre a raça.

Entre os jurados confirmados está Ciro Manoel Canto Freitas, que dividirá a responsabilidade com Celina Maciel. Para Ciro, participar do corpo de jurados do Mundial representa um reconhecimento significativo. “É uma grande satisfação ser convidado para julgar esta exposição internacional, ao lado da Celina. Sinto-me profundamente honrado pela confiança da associação e dos criadores ao nos atribuirem essa missão tão relevante, que é a de classificar os exemplares da raça Braford”, destaca. Ele também projeta uma edição de alto nível. “Acredito que teremos um número expressivo de animais e, sobretudo, uma qualidade excepcional. O Braford é uma raça em plena expansão, com avanços importantes em todo o Brasil”, ressalta.

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Com mais de 40 anos de dedicação à raça, Celina Maciel também antecipa um evento memorável. “Nossa expectativa é de uma exposição marcante, tanto em número de animais quanto em qualidade genética, com a presença dos principais criatórios da raça. Receber esse convite ao lado do Ciro foi uma grata surpresa. Convidamos a todos a participarem desse grande encontro”, afirma.

Os julgamentos oficiais do Mundial terão ainda a arbitragem de Paulo Azambuja. A programação do Congresso contempla, além da Gira Técnica e da Exposição, painéis técnicos, atividades de campo, ações de valorização da carne Braford e momentos de confraternização entre criadores do Brasil e do exterior.

Promovido pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), o Congresso contará com a participação de delegações da Argentina, Uruguai, Paraguai, Austrália e Estados Unidos, consolidando o evento como uma das principais vitrines internacionais da pecuária de corte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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