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Corte de verba pode reduzir área segurada e comprometer proteção agrícola em 2025

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A possível suspensão de R$ 445 milhões destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) colocou o setor agropecuário em alerta. A informação, ainda sem confirmação oficial por parte do governo federal, foi divulgada pela imprensa e já gera preocupação entre seguradoras e produtores rurais.

Entidades do setor expressam preocupação

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) manifestaram, por meio de nota, o receio de que o bloqueio orçamentário provoque impactos severos no programa, principalmente para pequenos e médios produtores. Esses agricultores dependem da subvenção para ter acesso ao seguro rural, uma ferramenta essencial para enfrentar os riscos provocados por eventos climáticos extremos.

Queda na área segurada já é realidade

De acordo com as entidades, a área segurada no Brasil já caiu 50% nos últimos anos, passando de 14 milhões de hectares em 2023 para apenas 7 milhões em 2024. A meta do setor era alcançar 20 milhões de hectares protegidos. No entanto, com o novo cenário, esse número pode recuar para menos de 5 milhões de hectares em 2025, aumentando ainda mais a vulnerabilidade da produção agrícola.

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Setor segurador mantém compromisso com o produtor

Mesmo diante do cenário fiscal adverso, as seguradoras reforçam que seguem ampliando sua capacidade de assumir riscos, melhorando produtos e serviços e fortalecendo seus canais de distribuição. As companhias reiteram o compromisso de continuar oferecendo proteção ao produtor rural.

Pedido de reforço no orçamento para 2025

Como alternativa, o setor já havia solicitado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) um orçamento adicional de R$ 2,8 bilhões para o PSR no próximo ano. O objetivo é garantir a continuidade e a ampliação do programa, sobretudo em um contexto de crescente instabilidade climática.

Referências internacionais mostram caminho para o Brasil

Países como Estados Unidos e Espanha são exemplos de nações que mantêm políticas robustas de apoio ao seguro rural. Essas iniciativas reforçam o papel estratégico do seguro agrícola na proteção da produção e da segurança alimentar. Para FenSeg e CNseg, o Brasil precisa adotar o mesmo posicionamento, assegurando políticas públicas de longo prazo para o campo.

Diálogo com o governo é fundamental

Por fim, as entidades reforçam sua disposição para dialogar com o governo federal e encontrar soluções que garantam o futuro do PSR, protegendo produtores que estão na base da economia do país.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos

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A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.

Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.

É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

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O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.

Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.

Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.

Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.

Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.

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A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.

Fonte: Pensar Agro

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