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Cotton Trip 2025 promove imersão na cadeia do algodão e fortalece imagem sustentável da fibra brasileira
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Imersão na produção: da lavoura ao laboratório
Em mais uma edição da Cotton Trip, realizada no dia 18 de julho, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o movimento Sou de Algodão promoveram uma verdadeira imersão na cadeia produtiva do algodão. O evento reuniu representantes do governo brasileiro e de instituições internacionais para conhecer de perto as práticas adotadas na cotonicultura nacional.
A programação incluiu visita à Fazenda Pamplona, unidade da SLC Agrícola em Goiás, onde os participantes acompanharam todo o processo: cultivo, colheita, beneficiamento e controle de qualidade. O itinerário foi encerrado com uma visita ao laboratório da Abrapa, em Brasília.
“O Sou de Algodão foi criado para aproximar o consumidor final da nossa fibra, mas também tem papel estratégico no diálogo com o setor público. A Cotton Trip mostra o algodão como ele é: com responsabilidade, inovação e compromisso ambiental”, destacou Márcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa.
Sustentabilidade e rastreabilidade em destaque
Desde 2018, a Cotton Trip tem como objetivo apresentar a realidade da produção de algodão no Brasil e desmistificar o processo da fibra natural. A edição de 2025 teve como foco temas atuais como agricultura regenerativa, safra recorde e geopolítica global, que foram abordados em palestras e rodas de conversa com lideranças do setor.
O evento reforçou os pilares que sustentam a imagem do algodão brasileiro: sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade. O Brasil é hoje o maior exportador mundial da fibra e um dos poucos países que oferecem certificação socioambiental voluntária em mais de 80% da produção.
Presença institucional fortalece o diálogo com o setor público
A edição de 2025 contou com a presença de representantes de órgãos federais como o Ibama, Anvisa, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A interação com os produtores foi valorizada por autoridades como Cristiane Dias, coordenadora de defensivos agrícolas do Ibama:
“É excelente poder conversar com quem está produzindo, entender os desafios do manejo e buscar soluções que conciliem a produção com a proteção ambiental.”
Participação internacional reforça relevância global do algodão brasileiro
A Cotton Trip também atraiu a atenção de instituições e representantes de diversos países. Estiveram presentes delegações da Colômbia (Conalgodón), da WWF, embaixadas da França, Indonésia e Vietnã, além de membros do Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha, iniciativa de cooperação voltada ao desenvolvimento sustentável na agricultura.
Para Daniela Teston, diretora de Relações Corporativas da WWF Brasil, a visita foi reveladora:
“Mostra que é possível produzir com conservação, respeitando o meio ambiente e as pessoas. A preservação do solo e o cuidado com a agricultura regenerativa são exemplos a serem disseminados.”
Algodão brasileiro é exemplo de valor agregado e inovação
Com ações como a Cotton Trip e o fortalecimento do movimento Sou de Algodão, a Abrapa aposta no engajamento direto com formadores de opinião e tomadores de decisão para consolidar a imagem do algodão nacional como produto de alto valor agregado, rastreável e sustentável.
A estratégia também reforça a liderança do Brasil no cenário internacional, tanto em volume exportado quanto em compromisso com práticas inovadoras e responsáveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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El Niño 2026 deve aumentar umidade dos grãos e elevar risco de perdas na safra de inverno no Sul
O retorno do fenômeno climático El Niño ao cenário agrícola de 2026 já preocupa produtores de culturas de inverno no Sul do Brasil. Com probabilidade de até 87% de formação no segundo semestre, o evento deve provocar aumento das chuvas durante fases decisivas do ciclo produtivo, afetando diretamente lavouras de trigo, cevada, aveia e canola.
Levantamento da MOTOMCO mostra que o excesso de umidade já começa a impactar as projeções para a próxima safra de trigo no Rio Grande do Sul. A análise, baseada em mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), aponta que o teor médio de umidade dos grãos no recebimento deve subir de 16,7% para 17,5%, avanço estimado em 4,8% sobre o ciclo anterior.
Além do aumento da umidade, os dados indicam retração na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha. A redução estimada é de 17%, reflexo das adversidades climáticas registradas ao longo da temporada. A produtividade também tende a cair: a projeção atual é de 2.742 kg por hectare, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.
Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio em anos de El Niño está na imprevisibilidade operacional no campo.
“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele, o que normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, afirma.
Excesso de chuva aumenta risco de doenças e perda de qualidade
Historicamente, o Sul do Brasil sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño, enquanto regiões do Norte e parte do Centro-Oeste podem enfrentar redução no volume de chuvas.
De acordo com Smolareck, o comportamento climático varia conforme a região, exigindo monitoramento contínuo por parte do produtor rural.
“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa acompanhar o comportamento climático regional e monitorar o cenário constantemente”, explica.
Nas culturas de inverno, o excesso de umidade durante o desenvolvimento da lavoura pode comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade final dos grãos.
“O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, amplia a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais severas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou na panícula”, destaca o agrônomo.
Outro impacto importante ocorre na operação de colheita. O solo excessivamente úmido reduz a janela operacional e dificulta a entrada de máquinas nas lavouras, obrigando muitos produtores a anteciparem a colheita com umidade acima do ideal para evitar perdas ainda maiores no campo.
Armazenagem também entra no radar das perdas financeiras
Os reflexos do El Niño não se limitam às lavouras. O pós-colheita também exige atenção redobrada, principalmente na armazenagem dos grãos.
Segundo estimativas da MOTOMCO, uma pequena variação de apenas 0,05% na medição de umidade em um silo com capacidade para 70 mil sacas de trigo pode gerar perdas equivalentes a todo esse volume ao longo da operação.
Considerando o preço médio da saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, o prejuízo potencial pode alcançar aproximadamente R$ 265 mil em apenas um silo.
Para Smolareck, a precisão na medição da umidade passa a ser estratégica em anos de maior instabilidade climática.
“O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Muitas vezes ele só percebe o impacto da umidade depois da entrega do produto”, afirma.
“Em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo começa na precisão da medição da umidade”, conclui o especialista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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