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DATAGRO leva pela primeira vez a Goiânia o principal evento de Abertura de Safra de Soja, Milho e Algodão

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A consultoria agrícola DATAGRO, presente em mais de 50 países, realiza pela primeira vez em Goiânia a Conferência de Abertura da Safra de Soja, Milho e Algodão, marcada para o dia 14 de agosto. Em sua 6ª edição, o evento foi transferido de Cuiabá (MT) para a capital goiana e será realizado no World Trade Center.

Evento marca o planejamento da nova safra nacional

Considerado um dos principais fóruns técnicos da cadeia de grãos e fibras no Brasil, o encontro dará início ao planejamento estratégico da safra 2025/26. A programação reúne especialistas, produtores, pesquisadores, lideranças setoriais e representantes do agronegócio para discutir cenários, tendências e estratégias para as culturas que movimentam o setor agrícola nacional.

“Com a expectativa de uma produção expressiva de soja e milho no Brasil e no mundo, o acesso à informação e à troca de experiências é essencial para decisões mais assertivas no campo”, afirma Plinio Nastari, presidente da DATAGRO.

Projeções da safra e painéis técnicos

Durante o evento, a DATAGRO irá apresentar suas projeções para a safra 2025/26, incluindo estimativas sobre:

  • Área plantada
  • Produção esperada
  • Estoques de passagem
  • Cenários de preços
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Os painéis técnicos abordarão temas como:

  • Fatores que impulsionam a expansão da produção de soja e milho no Brasil
  • Avanços em produtividade via biotecnologia, bioinsumos e maquinário agrícola
  • Projeções para o esmagamento da soja e a demanda por milho, com análises do cenário doméstico, tributário e internacional
Debates estratégicos: logística, algodão e integração com a pecuária

A programação inclui ainda:

  • Discussões sobre os gargalos logísticos em armazenagem, transporte, portos e rotas de escoamento
  • O posicionamento do algodão brasileiro no mercado global
  • A integração entre as cadeias de grãos e a pecuária, apontando sinergias e desafios

“O agronegócio brasileiro exige decisões cada vez mais rápidas e embasadas, especialmente diante de fatores geopolíticos que impactam o ambiente de negócios”, destaca Flávio França Jr., economista e head da área de grãos da DATAGRO.

Expectativa de crescimento para a edição 2025

A edição de 2024 reuniu mais de 60 palestrantes e 500 participantes, em um total de 12 horas de conteúdo técnico e estratégico voltado à cadeia de grãos. Para 2025, a organização projeta ampliar o alcance dos debates, fortalecer conexões e impulsionar um novo ciclo agrícola ainda mais eficiente, competitivo e sustentável.

“Mais do que acesso a conteúdo técnico e projeções de mercado, o evento cria um ambiente estratégico de relacionamento, onde os principais atores do setor podem trocar experiências, construir parcerias e identificar oportunidades reais de negócios”, finaliza Nastari.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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