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Desenrola 2.0 prevê renegociar dívidas de até 800 mil agricultores familiares
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O governo federal anunciou nesta segunda-feira (04.05) a inclusão de produtores rurais no Desenrola 2.0, nova fase do programa de renegociação de dívidas. A medida estabelece prazo até 20 de dezembro para adesão, com expectativa de atender mais de 800 mil agricultores familiares, principalmente assentados da reforma agrária, e atender cerca de 1,3 milhão de beneficiários até o fim do ano.
O objetivo é permitir a regularização de débitos e viabilizar o retorno desse público ao sistema de crédito, especialmente às linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Instituído pelo Decreto nº 12.381, o Desenrola Rural contempla agricultores familiares, pescadores artesanais, cooperativas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais. O escopo inclui dívidas do Pronaf, crédito de instalação, débitos bancários e valores inscritos na Dívida Ativa da União (DAU).
Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão de ampliar o programa levou em conta a demanda de produtores que não conseguiram aderir à etapa anterior. Na primeira fase, encerrada em janeiro, cerca de 507 mil agricultores foram atendidos.
A nova etapa mantém o foco na redução da inadimplência e na retomada do acesso ao crédito. Ao regularizar sua situação, o produtor volta a atender aos critérios exigidos pelas instituições financeiras, condição essencial para contratar financiamentos de custeio e investimento.
O governo ainda não detalhou as condições operacionais desta fase, como descontos, prazos e taxas, mas sinaliza que haverá facilidades para liquidação e renegociação dos débitos. Além do meio rural, o Desenrola 2.0 também inclui outros públicos, como estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e pequenas empresas, dentro de uma estratégia mais ampla de reativação do crédito na economia.
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Fonte: Pensar Agro
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Dólar sobe para acima de R$ 5,20 e mercado acompanha decisões sobre juros e petróleo; Ibovespa inicia sessão atento ao cenário global
O mercado financeiro brasileiro opera em clima de atenção nesta quarta-feira (24), com o dólar registrando valorização frente ao real e os investidores monitorando os desdobramentos da política monetária global, a trajetória dos juros e os movimentos dos preços do petróleo.
Nas primeiras negociações do dia, a moeda norte-americana chegou a ser negociada a R$ 5,20, mantendo o viés de alta observado na sessão anterior. Na terça-feira (23), o dólar comercial encerrou o pregão com valorização de 0,88%, cotado a R$ 5,1866. Durante a manhã desta quarta-feira, o mercado também acompanhava oscilações próximas de R$ 5,16 a R$ 5,20, refletindo a volatilidade típica do ambiente cambial atual.
O movimento ocorre em um cenário de maior cautela dos investidores diante das perspectivas para a política monetária dos Estados Unidos e do Brasil. A manutenção de juros elevados por mais tempo nas principais economias tende a fortalecer o dólar globalmente e reduzir o apetite por ativos de maior risco, como moedas de países emergentes.
Petróleo e cenário internacional influenciam o câmbio
Além dos juros, o mercado acompanha atentamente o comportamento das cotações internacionais do petróleo. A commodity segue no radar dos investidores devido às tensões geopolíticas e aos impactos sobre a inflação global.
Quando os preços do petróleo apresentam forte volatilidade, aumentam as incertezas sobre o crescimento econômico e a trajetória inflacionária, o que influencia diretamente as expectativas para os bancos centrais e, consequentemente, o mercado cambial.
Ibovespa inicia o dia após nova alta
Enquanto o dólar avança, o mercado acionário brasileiro busca manter o desempenho positivo observado na sessão anterior. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão de terça-feira com alta de 0,52%, aos 171.249 pontos.
Os investidores seguem atentos aos movimentos das commodities, ao desempenho das bolsas internacionais e à divulgação de indicadores econômicos que possam influenciar as expectativas para a economia brasileira e global.
Desempenho acumulado do mercado
- Dólar
- Semana: +0,41%
- Junho: +2,86%
- Acumulado de 2026: -5,50%
- Ibovespa
- Semana: +1,73%
- Junho: -1,46%
- Acumulado de 2026: +6,28%
Perspectivas para o agronegócio
Para o agronegócio brasileiro, a valorização do dólar continua sendo um fator relevante. Um câmbio mais alto tende a favorecer a competitividade das exportações de commodities como soja, milho, café, algodão, carnes e celulose, ampliando a receita em reais dos exportadores.
Por outro lado, a alta da moeda norte-americana também eleva os custos de insumos importados, especialmente fertilizantes, defensivos agrícolas e máquinas, exigindo atenção redobrada dos produtores na gestão financeira da safra.
Com a volatilidade ainda presente nos mercados globais, analistas avaliam que os próximos movimentos do dólar e da bolsa continuarão sendo influenciados pelas decisões dos bancos centrais, pelos indicadores econômicos e pelo comportamento das commodities no cenário internacional
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


