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Dólar recua com atenção do mercado voltada para ata do Copom e tarifas de Trump

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O dólar iniciou o pregão desta terça-feira (25) em queda, com os agentes do mercado avaliando a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), divulgada nesta manhã. Além disso, cresce a expectativa sobre novas informações referentes às tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que devem entrar em vigor na próxima semana.

O documento do Copom destaca que a economia brasileira e o mercado de trabalho seguem apresentando dinamismo, embora haja indícios de uma leve moderação no ritmo de crescimento. Segundo o Banco Central, essa desaceleração é um fator necessário para conter as pressões inflacionárias, que devem manter a inflação acima da meta neste ano. Diante desse cenário, o Copom indicou que só antecipa mais um aumento na taxa de juros.

Na última reunião, o comitê elevou a taxa Selic em um ponto percentual, para 14,25% ao ano, e sinalizou uma nova alta de menor magnitude. O mercado financeiro projeta que os juros alcancem 15% ao ano.

Mercado acompanha tarifas comerciais dos EUA

Além do panorama doméstico, os investidores também acompanham de perto a política tarifária de Trump. A grande interrogação gira em torno do funcionamento das tarifas recíprocas que o presidente norte-americano pretende aplicar a países que impõem restrições às exportações dos EUA. A previsão é que esses tributos entrem em vigor no dia 2 de abril, embora os detalhes ainda não tenham sido esclarecidos.

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Várias rodadas de negociações diplomáticas são esperadas nas próximas semanas para definir as regras dessas tarifas e eventuais exceções. Enquanto isso, a incerteza impulsiona a busca por ativos considerados seguros, como os títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries), o que tende a valorizar o dólar frente a moedas emergentes.

A preocupação central é de que tais medidas possam intensificar uma guerra comercial, elevando o custo de produtos, pressionando a inflação e impactando negativamente o consumo e a atividade econômica global. Além disso, um aumento nas tarifas sobre importações pode reduzir as exportações de países como o Brasil, afetando o dinamismo da economia nacional.

Desempenho dos mercados

Por volta das 9h03, o dólar operava em baixa de 0,13%, cotado a R$ 5,7440. Na sessão anterior, a moeda norte-americana havia registrado alta de 0,61%, fechando a R$ 5,7517. No acumulado, o dólar registra uma desvalorização de 2,78% no mês e de 6,93% no ano.

O índice Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, inicia suas operações às 10h. Na véspera, o indicador recuou 0,77%, encerrando o pregão em 131.321 pontos. No acumulado do mês, registra um avanço de 6,94% e, no ano, um crescimento de 9,18%.

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Nos mercados internacionais, as principais bolsas dos EUA registraram ganhos na última sessão. O S&P 500 avançou 1,76%, o Dow Jones subiu 1,42% e o Nasdaq teve alta de 2,27%. Além disso, as ações da Tesla, montadora de veículos elétricos de Elon Musk, dispararam quase 12%, impulsionadas por expectativas de tarifas mais brandas para o setor automotivo.

Diante desse cenário de incerteza global e ajustes na política monetária interna, o mercado financeiro segue atento aos desdobramentos das decisões do Banco Central e às diretrizes comerciais da administração Trump, que podem impactar o comportamento do dólar e o desempenho da economia brasileira nas próximas semanas.

Com informações da agência de notícias Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uso de antibióticos para ganho de peso é proibido na produção animal

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na produção animal, em medida que já está em vigor e altera práticas consolidadas nas cadeias de aves, suínos e bovinos. A decisão veta a importação, fabricação, comercialização e uso desses aditivos quando destinados ao ganho de desempenho produtivo, além de determinar o cancelamento dos registros dos produtos enquadrados nessa categoria.

Na prática, substâncias tradicionalmente utilizadas para acelerar o ganho de peso deixam de ser permitidas com essa finalidade. Entre os compostos atingidos estão a virginiamicina, a bacitracina (e suas variações) e a avoparcina, com destaque para a primeira, amplamente adotada em sistemas intensivos. A norma, no entanto, mantém a possibilidade de fabricação exclusiva para exportação, desde que haja autorização prévia do Mapa.

A mudança segue recomendações de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, que há anos orientam a restrição do uso de antimicrobianos na produção animal quando não houver finalidade terapêutica. O objetivo é conter o avanço da resistência antimicrobiana — fenômeno em que bactérias se tornam resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia de tratamentos tanto na medicina veterinária quanto na humana.

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Para o setor produtivo, a medida impõe uma transição operacional. O Mapa estabeleceu prazo de 180 dias para utilização dos estoques já existentes e determinou que empresas informem volumes disponíveis em até 30 dias. Após esse período, os produtos deverão ser retirados do mercado.

Sem esses aditivos, produtores terão de recorrer a alternativas para manter desempenho zootécnico, como ajustes no manejo, nutrição mais precisa e uso de aditivos não antibióticos. No curto prazo, a mudança pode elevar custos e exigir adaptação dos sistemas produtivos. No médio prazo, a expectativa é de alinhamento a exigências sanitárias internacionais, especialmente de mercados mais rigorosos.

A restrição aproxima o Brasil de padrões já adotados em outros países e reforça a tendência global de redução do uso não terapêutico de antibióticos na produção animal, tema que ganhou relevância crescente na agenda sanitária e comercial do agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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