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Em reunião bilateral no Mapa, ministro Fávaro fortalece relações comerciais com o Peru

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Nesta segunda-feira (7), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) o ministro do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, Ángel Manero Campos. O encontro teve como foco a ampliação das relações comerciais entre os dois países.

Durante a reunião, Fávaro destacou que uma relação comercial equilibrada é aquela baseada em trocas mútuas. “Como diz o presidente Lula, ele nos dá a missão de percorrer o mundo abrindo mercados e negociando. Mas, para vender, também é preciso comprar. Estamos apostando muito na ampliação das relações comerciais com o Peru”, afirmou o ministro.

A delegação peruana demonstrou interesse em exportar produtos como batata, morango e framboesa para o Brasil. Em contrapartida, o Brasil busca avançar na exportação de carne de aves para o mercado peruano.

Fávaro também ressaltou a robustez do sistema sanitário brasileiro, lembrando que o país é um dos poucos no mundo sem registros de gripe aviária em seus plantéis comerciais. Destacando também o potencial estratégico do Porto de Chancay, localizado na costa peruana, a infraestrutura pode representar uma rota comercial mais ágil e vantajosa para os dois países, promovendo maior integração logística e redução de custos para o comércio bilateral.

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Participaram do encontro autoridades dos dois países, entre elas o chefe de gabinete de assessores do Despacho Ministerial peruano, Martín Vásquez Chumbiauca; o diretor-geral de Desenvolvimento Pecuário, Victor Alberto Rodríguez; o especialista da Direção Geral de Associações, Serviços Financeiros e Seguros, Ronald Gil Ramírez; o chefe da chancelaria da embaixada do Peru no Brasil, Jorge Jallo Sandoval. Também estiveram presentes o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos; o chefe de gabinete da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Guilherme Costa Júnior; o diretor do Departamento de Negociações Não-Tarifárias e de Sustentabilidade, Augusto Billi; o adido agrícola do Brasil no Peru, Warley Campos; e a assessora do gabinete da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Anderlise Borsoi.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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IAC orienta produtores rurais para enfrentar alta dos fertilizantes e reforçar eficiência no campo

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A escalada nos preços dos fertilizantes, impulsionada por tensões geopolíticas e pela instabilidade nas cadeias globais de suprimento, acende um alerta para o agronegócio brasileiro. Com projeções de novos recordes de preços, produtores rurais precisam adotar estratégias mais eficientes para garantir rentabilidade e sustentabilidade das lavouras.

Diante desse cenário, o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas (SP), vinculado à APTA da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, divulgou recomendações técnicas voltadas ao uso racional de insumos e à melhoria da eficiência produtiva no campo.

Uso eficiente de fertilizantes é prioridade em cenário de crise global

Segundo o pesquisador da área de solos e vice-coordenador do IAC, Heitor Cantarella, o momento exige decisões mais técnicas e estratégicas dentro da porteira.

“Nosso objetivo é orientar os agricultores diante da provável alta dos fertilizantes, resultado de conflitos internacionais que afetam rotas logísticas e a própria produção de insumos”, explica o especialista.

O cenário é agravado pela dependência brasileira: cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no país são importados, muitos deles transportados por rotas estratégicas afetadas por instabilidades geopolíticas.

3 recomendações do IAC para reduzir custos e aumentar eficiência no campo

O Instituto Agronômico destaca três medidas centrais que podem ajudar o produtor rural a enfrentar o aumento dos custos sem comprometer a produtividade.

1. Análise de solo como base da adubação racional

A primeira orientação é a realização de análise de solo detalhada. A prática permite identificar com precisão as necessidades nutricionais da área, evitando desperdícios e aplicações desnecessárias.

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Com base nesse diagnóstico, o produtor consegue aplicar o fertilizante correto, na dose adequada e no local apropriado, otimizando o investimento.

2. Calagem melhora aproveitamento dos nutrientes e reduz custos

A segunda recomendação é a adoção da calagem, prática que corrige a acidez do solo e melhora a eficiência da adubação.

O calcário, insumo abundante e de produção nacional, contribui para:

    • Correção da acidez do solo
    • Neutralização da toxidez por alumínio
    • Maior desenvolvimento radicular das plantas
    • Aumento da disponibilidade de fósforo e outros nutrientes
    • Fornecimento de cálcio e magnésio

Além dos benefícios agronômicos, a calagem apresenta custo relativamente baixo quando comparada aos fertilizantes importados, tornando-se uma alternativa estratégica em períodos de alta nos insumos.

3. Boas práticas agrícolas e conceito 4C de manejo

O IAC também reforça a importância da adoção das boas práticas agrícolas, baseadas no conceito conhecido como 4C:

    • Dose certa
    • Fonte certa
    • Época certa
    • Local certo

Esses princípios são fundamentais para aumentar a eficiência do uso de fertilizantes e evitar perdas econômicas.

Além disso, o instituto destaca a importância da economia circular no campo, com o aproveitamento de resíduos orgânicos como estercos e compostos produzidos na própria propriedade.

Cenário internacional pressiona preços e amplia incertezas

A instabilidade no mercado global de fertilizantes tem impacto direto sobre o Brasil. A guerra entre Estados Unidos e Irã afetou rotas comerciais estratégicas e elevou custos logísticos e de produção.

Um dos principais pontos críticos é o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo e matérias-primas usadas na produção de fertilizantes nitrogenados.

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De acordo com o IAC, o preço do enxofre — insumo fundamental para fertilizantes fosfatados — já registrou altas entre 300% e 400% desde o início do conflito.

Impactos podem atingir cadeia produtiva e inflação

A elevação dos custos de produção gera efeitos em cadeia. Caso o aumento seja repassado ao consumidor, há risco de pressão inflacionária. Por outro lado, se o produtor não conseguir repassar os custos, a rentabilidade da atividade agrícola pode ser comprometida, ampliando o endividamento no campo.

Outro fator de preocupação é o momento de baixa nos preços das commodities agrícolas, o que reduz ainda mais as margens do produtor rural.

IAC reforça papel estratégico da pesquisa no apoio ao produtor

Para o Instituto Agronômico, o cenário atual reforça a importância da pesquisa aplicada na agricultura.

Segundo Cantarella, instituições como o IAC têm papel fundamental ao traduzir conhecimento técnico em soluções práticas para o campo, especialmente em momentos de instabilidade global.

“O uso de tecnologias já consolidadas é essencial para orientar o produtor e ajudá-lo a atravessar períodos de crise com maior segurança”, destaca o pesquisador.

Conclusão

Em meio à volatilidade dos preços dos fertilizantes e às incertezas do mercado internacional, o IAC reforça que eficiência agronômica, manejo adequado do solo e uso racional de insumos são os principais caminhos para manter a competitividade da agricultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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