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Entregas de fertilizantes no Brasil crescem 13,8% em maio, aponta Anda

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Aumento nas entregas de fertilizantes em maio

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro atingiram 3,70 milhões de toneladas em maio de 2025, um crescimento de 13,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

A associação não detalhou os motivos para o aumento registrado neste mês.

Importações e produção também sobem

O Brasil, que depende majoritariamente de importações para seu consumo de fertilizantes, apresentou alta ainda mais expressiva na importação de fertilizantes intermediários, que somaram 3,66 milhões de toneladas em maio, representando uma elevação de 19,2% em relação a maio de 2024.

Por sua vez, a produção nacional de fertilizantes intermediários também cresceu, alcançando 658 mil toneladas em maio, com aumento de 20,1% no comparativo anual.

Dados acumulados de janeiro a maio

No acumulado dos primeiros cinco meses de 2025, as entregas totais de fertilizantes somaram 15,83 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 11,4% em relação ao mesmo período de 2024.

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O Estado de Mato Grosso, principal produtor brasileiro de soja, milho e algodão, concentrou 24% desse volume, com 3,80 milhões de toneladas entregues.

Outros estados com maior participação nas entregas foram:

  • Paraná: 2,32 milhões de toneladas
  • Goiás: 1,62 milhão
  • São Paulo: 1,55 milhão
  • Minas Gerais: 1,35 milhão
  • Rio Grande do Sul: 1,09 milhão
  • Bahia: 924 mil toneladas

No mesmo período, a produção nacional totalizou 2,91 milhões de toneladas, com crescimento de 11,4%, enquanto as importações atingiram 14,92 milhões de toneladas, alta de 13,9%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva atrasa colheita no Brasil e faz café subir mais de 3% em Nova York

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O avanço das chuvas sobre as principais regiões produtoras do Brasil fez o café arábica subir 3,43% na Bolsa de Nova York nesta segunda-feira (27.07). O contrato com vencimento em setembro encerrou o pregão cotado a 324,55 centavos de dólar por libra-peso, equivalente a US$ 3,2455.

Convertida pelo câmbio de R$ 5,10, a cotação internacional corresponde a uma referência bruta próxima de R$ 2.190 por saca de 60 quilos. O valor não representa o preço recebido diretamente pelo produtor, pois não considera diferenças de qualidade, despesas operacionais, frete, impostos e os ajustes entre o contrato futuro e o mercado físico brasileiro.

A valorização também alcançou o robusta negociado em Londres. O contrato para setembro avançou 1,12%, para o equivalente a cerca de R$ 19,4 mil por tonelada, ou aproximadamente R$ 1.163 por saca de 60 quilos antes dos descontos e ajustes comerciais.

No mercado brasileiro, o movimento internacional foi acompanhado pelos indicadores físicos. O café arábica subiu 2,95% nesta segunda-feira, para R$ 1.725,66 por saca, enquanto o robusta avançou 1,55%, para R$ 1.087,34, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq-USP).

A alta foi provocada principalmente pelas previsões de novas chuvas durante a colheita brasileira. Minas Gerais, maior produtor nacional de café arábica, recebeu 32,4 milímetros na semana encerrada no domingo (26), volume equivalente a aproximadamente 27 vezes a média histórica do período, segundo dados meteorológicos citados pela plataforma internacional Barchart.

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A chuva durante a colheita impede a entrada de trabalhadores e máquinas nos cafezais, atrasa a retirada dos frutos e dificulta a secagem nos terreiros. Quando persiste por vários dias, também aumenta o risco de queda dos frutos maduros, fermentação indesejada, aparecimento de fungos e perda da qualidade da bebida.

Isso não significa, necessariamente, redução imediata no volume produzido. O primeiro efeito é o atraso da oferta, porque o café demora mais para ser colhido, seco, beneficiado e colocado no mercado. Em um cenário de estoques internacionais reduzidos, qualquer demora na chegada da produção brasileira aumenta a preocupação dos compradores e sustenta as cotações.

O Brasil havia colhido 64% da safra até 15 de julho, avanço de seis pontos percentuais em uma semana. O ritmo, contudo, permanecia distante dos 77% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 70% dos últimos cinco anos.

A diferença é maior no café arábica, cuja colheita estava em 54%. O conilon, que começa a ser retirado mais cedo, já alcançava 84% da produção. Entre os cooperados da Cooxupé, que reúne cafeicultores principalmente de Minas Gerais e São Paulo, os trabalhos atingiam 47,3% até 17 de julho, ante 59% um ano antes.

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Com as novas precipitações, a retirada do arábica deverá avançar por agosto em boa parte das regiões produtoras. O impacto sobre a qualidade dependerá da duração das chuvas, das condições de secagem e do estágio dos frutos em cada propriedade.

A movimentação ocorre durante uma safra decisiva para o abastecimento mundial. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil produzirá 66,7 milhões de sacas em 2026, crescimento de 18% e possível recorde da série histórica. Desse total, 45,8 milhões de sacas deverão ser de arábica e 20,9 milhões de conilon.

O tamanho esperado da safra limita movimentos mais prolongados de valorização, mas o atraso mantém o mercado sensível às previsões meteorológicas. A produção brasileira é aguardada para recompor estoques internacionais e ampliar as exportações no segundo semestre, depois da redução dos embarques registrada no início do ano.

Para o produtor, a alta da bolsa melhora a referência de negociação, mas não garante valorização equivalente da saca. Além do comportamento do câmbio, o preço dependerá da qualidade do café entregue, da disponibilidade regional, dos diferenciais de mercado e da necessidade de venda durante o avanço da colheita.

Fonte: Pensar Agro

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